Criado em 1993, o UFC levou ao menos dez anos para conseguir se estabelecer no cenário do MMA e fazer frente ao japonês Pride, hoje extinto, mas à época, no início do século, considerado o maior evento deste tipo de luta. Hoje com quase 30 anos de existência, o Ultimate norte-americano dominou o planeta e é consolidado como o grande torneio de MMA.

Só que há uma marca disposta a bater de frente com a companhia de Dana White. Tudo começou no final de 2017, quando a extinta WSOF (World Series of Fighting) decidiu mudar de nome e criar um torneio bem diferente já a partir de 2018: a PFL.

A Professional Fighters League (PFL) tem um atrativo pesado para ‘incomodar’ o UFC: disputado em formato mata-mata semelhante ao futebol, a categoria paga US$ 1 milhão para o campeão de cada divisão. Um valor fora da curva para atletas de MMA que não conseguem espaço no Ultimate de Dana White e precisam, muitas vezes, se dividir em outras profissões.

É assim, inclusive, que a PFL vem melhorando seu card de lutadores a cada edição, ganhando mais espaço no cenário das artes marciais mistas, abrindo transmissões pelo mundo e novas ações de marketing. Saiba como funciona o evento que quer competir com o UFC nos próximos anos.

Entenda o formato da PFL

Para apresentar algo diferente do UFC e que logo chamasse a atenção do público fã de MMA, a PFL desenvolveu um sistema de disputa fácil de entender. O formato é inspirado nas grandes ligas norte-americanas, dividido com temporada regular e playoffs.

Na primeira fase, todos os lutadores fazem duas lutas, independentemente do resultado. Uma vitória rende três pontos, enquanto o empate um e a derrota zero. Em caso de triunfos por nocaute e finalização, o atleta ganha bônus de acordo com o tempo: ou seja, se acontecer no primeiro assalto, o bônus é de três pontos; no segundo, de dois; já no terceiro e último, um ponto. Ao final da temporada regular, os quatro melhores avançam para os playoffs.

Na fase mata-mata, os lutadores se enfrentam em semifinal e final e o vencedor fica com US$ 1 milhão.

Vale destacar ainda que, em 2021, depois de um ano de paralisação por conta da pandemia, a PFL tem 60 atletas no card. Eles estão divididos em seis categorias: leve e pena feminino; e leve, meio-médio, meio-pesado e pesado masculino.

Arena parecida com UFC e embaixadores

A PFL tem uma arena de luta muito semelhante ao octógono do UFC. Em formato com oito lados e centralizado, o palco principal do novo evento norte-americano copia o esquema de sucesso do Ultimate.

Fora do espaço de luta, porém, a PFL investe pesado para atingir cada vez mais público. Uma das alternativas de divulgação é a aposta em embaixadores. Diferentemente de muitos lutadores que tentam geralmente a ‘última chance’ no MMA se jogando na liga, nomes como Fabrício Werdum surgem para elevar o patamar do campeonato.

Werdum foi contratado ao lado de Anthony Pettis, outro ex-campeão do UFC, e tem objetivos diferentes de atletas que entram no torneio sonhando com os US$ 1 milhão. “Eu quero levar uma edição do PFL ao Brasil para poder dar chance a outros atletas também”, disse o brasileiro em entrevista ao UOL.

De todo modo, ele faz a ressalva de que o dinheiro e a competitividade são importantes para ele, que tem uma carreira já consolidada na modalidade. “Eu não posso pensar desse jeito [como sendo só um embaixador] porque senão vou ficar com menos vontade do que eles e nada a ver. Estou com a mesma vontade deles. Quem não quer 1 milhão de dólares? Quem não quer, o que seria no Brasil, R$ 5 milhões? Óbvio que qualquer lutador quer isso.”

A PFL é transmitida no Brasil?

Se Fabrício Werdum está disposto a fazer com que a PFL chegue ao Brasil e a mais atletas brasileiros, ele ganhou um aliado forte desde abril de 2021, quando a competição passou a ser transmitida pelo canal Combate, marca do Grupo Globo.

Disputada às quintas e às sextas-feiras justamente para não competir com a companhia de Dana White, e agora transmitida em solo nacional, a PFL conta com nomes conhecidos do MMA. Além dos dois embaixadores citados acima, o card 2021  tem ainda Antônio Cara de Sapato, Rory MacDonald e as campeãs olímpicas Kayla Harrison e Claressa Shields.

Brasileiros em peso na categoria

Assim como no UFC, o Brasil tem forte presença na PFL, uma vez que é uma das potências mundiais do MMA. Atualmente, a nova liga conta com Werdum, Cara de Sapato e Cezar Mutante (ex-TUF) como destaques. Em 2018, a competição viu Natan Schulte, brasileiro que havia praticamente largado o esporte, retomar as atividades e brilhar como campeão do novo evento de MMA. O lutador, que vivia como pedreiro nos Estados Unidos, foi chamado para compor a divisão dos leves e conseguiu o prêmio de US$ 1 milhão.

"Esse dinheiro me deu a independência financeira que eu precisava para só treinar e lutar. Eu nunca tinha ganhado dinheiro lutando, porque os eventos menores não pagam muito bem. A minha primeira bolsa boa foi na PFL, que me pagou US$ 16 mil na primeira luta que fiz em 2018. Foi dali para frente que tudo mudou", destacou Schulte ao UOL. Atualmente, ele briga pela manutenção do título.

Outros lutadores que representam o Brasil na nova liga são: João Zeferino, Gleison Tibau, Mariana Morais e Larissa Pacheco.

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