Foram anos de negociações até que a Fórmula 1 oficializasse o Grande Prêmio de Miami a partir da temporada 2022. O contrato da maior categoria do automobilismo mundial com o autódromo norte-americano é de dez anos, e o anúncio foi feito em abril de 2021.

Muitos detalhes ainda não foram definidos, mas sabe-se que o GP de Miami irá proporcionar aos pilotos de F1 muita velocidade. Entre as diversas reuniões entre a categoria, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e os promotores do evento, foi ajustado que o autódromo terá uma pista rápida, com múltiplas oportunidades de ultrapassagens.

“Somos gratos aos nossos fãs, às autoridades de Miami Gardens e à indústria do turismo local por sua paciência e apoio durante todo este processo. Estamos ansiosos para trazer o maior espetáculo de corrida do planeta para Miami pela primeira vez na história”, disse Stefano Domenicali, CEO da F1, ao anunciar a nova sede da categoria.

Abaixo, a Betway preparou um FAQ (perguntas frequentes) para tirar as dúvidas do fã de Fórmula 1 que quer saber: o que muda na categoria com a chegada do GP de Miami a partir de 2022?

Já existe Fórmula 1 nos Estados Unidos?

Engana-se quem pensa que o GP da Miami levará a Fórmula 1 para os Estados Unidos em 2022. Atualmente, o campeonato conta com o Circuito de Austin, conhecido por GP dos EUA de Fórmula 1. Em 2021, o evento será o 18º do ano e está marcado para 24 de outubro.

Miami, que recebe o torneio pela primeira vez, será o 11º local onde a Fórmula 1 realiza um GP nos Estados Unidos desde que o campeonato começou, em 1950. Já houve corridas em Riverside, Sebring, Watkins Glen, Long Beach, Las Vegas, Detroit, Dallas, Phoenix, Indianápolis e o atual, em Austin.

Qual será a data do GP da Miami de 2022?

A organização da Fórmula 1 ainda não definiu exatamente em que data colocará o GP de Miami. Ou seja, não há informações se o Grande Prêmio acontecerá na primeira metade do ano ou já na reta final do campeonato.

GP do Brasil fica ameaçado com a corrida em Miami?

Como o evento de Miami ainda não tem data confirmada, é difícil prever se algum circuito corre risco de deixar a Fórmula 1. De todo modo, sempre que algum novo autódromo entra na categoria, os fãs brasileiros ficam preocupados com o futuro do GP nacional.

Depois de divergências entre que cidade sediaria o GP do Brasil (houve um jogo político entre João Doria, governador de São Paulo, e o presidente Jair Bolsonaro, que tentou fortemente levar a marca ao Rio de Janeiro), a Prefeitura de São Paulo e a Formula One World Championship Limited, empresa que administra a categoria, chegaram a um acordo.

O vínculo prevê parceria até 2025, com uma cláusula bem exclusiva. Anualmente, até 2025, apenas uma corrida poderá ser realizada no Brasil. Exatamente a prova no Autódromo Interlagos, que a partir de 2021 passa a se chamar GP São Paulo, e não mais GP Brasil. Desta forma, o novo circuito não ameaça o espaço brasileiro no calendário.

Qual a dimensão da pista de Miami?

Como previram a organização da F1, FIA e promotores do GP, Miami promete entregar muita emoção ao fã da maior categoria de automobilismo. Para isso, a pista de 5,41 km será equipada com 19 curvas, três retas e potencial para velocidades máximas de até 320 km/h, em três zonas DRS. Além de atender aos altos padrões de segurança, os norte-americanos apostarão em muita velocidade.

Circuito à beira de estádio: mais detalhes da pista

O responsável por levar a Fórmula 1 para Miami é o bilionário Stephen Ross, dono do Miami Dolphins, franquia da NFL. Ele conseguiu o aval do prefeito Rodney Harris, recém-eleito, com um projeto que planeja investimentos de US$ 5 milhões (mais de R$ 25 milhões, na cotação atual) em dez anos, desconto para moradores, investimentos em programas educacionais elaborados pela F1 e prioridade para negócios locais.

“Os Estados Unidos são um mercado chave em crescimento para nós e estamos muito encorajados por nosso crescente alcance nos EUA, que será ainda maior com esta segunda corrida. Trabalharemos em estreita colaboração com a equipe do Hard Rock Stadium e da FIA para garantir que o circuito ofereça corridas sensacionais, mas também deixe uma contribuição positiva e duradoura para as pessoas da comunidade local”, destacou o CEO da Fórmula 1 Stefano Domenicali.

Outra informação curiosa sobre o circuito é que ele passará no entorno do Hard Rock Stadium, justamente o estádio dos Dolphins. O ambicioso projeto cumprirá rígidas regras para manter a ‘ordem’ na cidade: irá utilizar barreiras contra ruídos e vigiar a emissão de resíduos no canal de Snake Creek, além de a organização se comprometer a não realizar atividades após o pôr do sol e em horários escolares, antes das 14h30 (horário local). O circuito também se comprometeu a evitar duas das principais vias expressas da região na passagem por Miami.

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