À exceção de três jogadores veteranos que as delegações podem inserir, sem obrigatoriedade, na lista e levar para os Jogos, o futebol masculino das Olimpíadas é composto por atletas no máximo sub-23, seja eles já atuando no profissional ou não.

Introduzido no programa olímpico em Paris-1900, o esporte mais popular do mundo é visto mais como um torneio de base e não carrega o mesmo peso de outras modalidades para os Jogos. O formato, claro, influencia, já que não são os principais jogadores do mundo em ação.

A estratégia da Fifa, entidade máxima do futebol, é de destacar seus eventos, em especial a Copa do Mundo -- o grande evento mundial da modalidade, realizado de quatro em quatro anos. Por conta deste cenário, o futebol olímpico masculino, em sua maioria, é utilizado para que jovens talentos ganhem experiência e se acostumem com grandes disputas.

A seguir, veja alguns dos grandes craques da história que brilharam nas Olimpíadas antes de virarem astros do futebol.

Romário

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Ainda que o Brasil tenha conquistado a medalha olímpica no futebol somente na Rio-2016, alguns craques do país já brilharam nos Jogos em campanhas que terminaram sem o ouro. É o caso do baixinho Romário, que apresentou seu cartão de visitas em Seul-1988.

Então com 22 anos e revelação do Vasco da Gama, o atacante foi o artilheiro do torneio, com sete gols, e mostrou que se sentia à vontade com a camisa verde e amarela -- seis anos mais tarde, na Copa de 1994, comandaria o Brasil ao tetra mundial.

O bom desempenho do goleador rendeu a medalha de prata à seleção brasileira e chamou a atenção do PSV Eindhoven, da Holanda, que contratou a joia do Gigante da Colina por US$ 5 milhões, uma grande quantia para a época.

Klinsmann

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Também em Seul-1988, outro garoto que virou astro do futebol mundial deu as caras nos gramados olímpicos. O atacante Klinsmann foi um dos destaques da Alemanha, com quatro gols marcados ao longo da competição.

Os europeus perderam na semifinal para o Brasil, de Romário, e Klinsmann desperdiçou sua penalidade. Mas a atuação deu confiança para o jovem jogador. Dois anos depois, o atacante medalhista de bronze foi a referência do ataque alemão que conquistou a Copa do Mundo de 1990.

Pep Guardiola

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Hoje considerado um dos melhores treinadores de todos os tempos, Pep Guardiola fez história como meio-campista do Barcelona. O início de uma carreira de sucesso foi justamente em casa: em 1992, na capital da Catalunha, o jovem que acabava de subir do Barcelona B foi um dos destaques do título espanhol.

Curiosamente, Guardiola, que não era muito de balançar as redes na carreira como jogador, fez o primeiro gol de sua seleção nas Olimpíadas, na vitória por 4 a 0 sobre a Colômbia, na estreia.

Xavi

Outro meio-campista espanhol que brilhou nos Jogos Olímpicos foi Xavi. Considerado um dos melhores jogadores da Espanha, o atleta foi o cérebro da seleção espanhola em Sydney-2000. Autor de dois gols na competição, um deles na final contra Camarões, Xavi tem a medalha de prata no currículo. Camarões venceu os europeus nos pênaltis e ficou com o ouro daquela edição.

Samuel Eto’o

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De um lado Xavi, do outro Samuel Eto’o. A decisão dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 no futebol masculino colocou frente a frente duas lendas do futebol mundial. Então jogador do Mallorca, Eto’o converteu sua cobrança na finalíssima e fechou a participação com o ouro e como destaque. Ele rendeu muito bem como dupla de Mboma, artilheiro de Camarões com quatro gols.

Tevez

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A Argentina viveu grandes momentos nas Olimpíadas e garantiu duas medalhas de ouro em sequência: Atenas-2004 e Pequim-2008. Na Grécia, um jovem do Boca Juniors brilhou: Carlitos Tevez fez incríveis oito gols em seis jogos, sendo um deles o do título, contra o Paraguai. O atacante iria para o Corinthians no ano seguinte, em uma transferência milionária e impulsionada pelo ouro olímpico.

Di María

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Já na edição da China, em 2008, o futebol masculino presenciou uma nova (e também incrível) geração argentina. Campeã e com Lionel Messi, já astro do Barcelona e finalista da Bola de Ouro, a seleção dos Hermanos era a grande favorita, e correspondeu. Além de Messi, que já não era mais surpresa, outra joia surgiu para o futebol mundial.

O então desconhecido Di María, do Benfica, foi o autor do gol na final, contra a Nigéria, após bonito passe de Messi. Ele deu uma cavadinha e venceu o goleiro com facilidade. Antes, a dupla já havia infernizado o Brasil, na semifinal (3 a 0), e desfilado futebol de alto nível na capital chinesa.

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