Real Madrid e Liverpool decidem, nesta semana, o título da temporada de 2021/22 da Champions League. A final será disputada na cidade de Saint-Denis, na França, no Stade de France, inaugurado em 1998 para a disputa da Copa do Mundo no país. A decisão aconteceria, inicialmente, em São Petersburgo, na Rússia, mas a Uefa mudou a sede após a invasão dos russos à Ucrânia. 

Dessa forma, a França receberá a finalíssima pela sexta vez na história. O próprio Stade de France foi palco das finais de 2000, com o título do Real Madrid sobre o Valencia, e de 2006, com o Barcelona sendo campeão. O Parc des Princes, casa do PSG, em Paris, recebeu as decisões de 1955/56 (o primeiro título do Real Madrid, na primeira temporada da competição), 1975 e 1981 – esta última justamente entre Real e Liverpool, mas com título dos Reds. 

Além de 1980/81, os dois clubes decidiram a temporada de 2017/18, no Olímpico de Kiev, na Ucrânia, dessa vez com triunfo dos espanhóis. A temporada atual, portanto, promete ser ainda mais especial, por se tratar, também, de um tipo de ‘tira-teima’. Outro ponto a se destacar é que as duas equipes estão entre as maiores campeãs do torneio. Os madrilenhos lideram o ranking, com 13 taças; os ingleses possuem seis, atrás apenas de Milan, com sete, e empatados com o Bayern de Munique. 

Sonho dos craques

Jogar por Liverpool ou Real Madrid, dois dos maiores times do mundo, é o sonho de quase todo jogador ao redor do planeta, mas poucos possuem essa oportunidade. O número é ainda menor se considerarmos os jogadores que, ao longo da história, tiveram a chance de atuar pelos dois clubes no decorrer da carreira. 

Um desses ‘sortudos’ é o ex-meia inglês Steve McManaman, hoje, aos 50 anos, já aposentado. Nascido na Inglaterra, na cidade de Liverpool, era torcedor do Everton, time local, na infância, revelou, certa vez, em vídeo com embaixadores do Campeonato Espanhol. A vida, porém, o levou para outro clube da cidade, o Liverpool.

Ele começou a carreira da base dos Reds e por lá foi promovido ao futebol profissional, em 1990. Atuou pelo time inglês até 1999, onde conquistou a Copa da Inglaterra de 1992 e a Copa da Liga Inglesa de 1995. 

Em 1999, McManaman se transferiu ao Real Madrid, vivendo anos mágicos na equipe. Logo na primeira temporada, conquistou a Champions League. A final, contra o Valencia, foi disputada no Stade de France, palco da edição atual, como já referido no texto. O inglês não só esteve em campo como também marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 que deu a taça aos madrilenhos – Morientes e Raúl completaram o placar.

Em entrevista à equipe bets na Champions da Betway, McManaman falou sobre o momento: "Chutei muito bem, a visão do goleiro estava um pouco bloqueada, entrou direto", disse. "Nunca fui de comemorar muito os gols, mas me virei e corri para onde meu pai estava e de certa forma comemorei na direção dele", completou. 

No Real, o inglês atuou por quatro temporadas, até 2003. Em 2002, ainda conquistou outro título de Champions League, dessa vez em final disputada contra o Bayern de Munique – veja os jogadores com mais títulos no torneio. Os merengues venceram por 2 a 1, com gols de Raúl e Zidane – o tento do francês foi marcado de voleio, e até hoje é lembrado como um dos mais bonitos de todos os tempos. 

Além das taças de Champions League, McManaman ergueu, pelo Real Madrid, uma Supertaça da Europa, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça da Espanha e duas ligas espanholas. No site oficial do clube, na página sobre jogadores lendários, ele é descrito como alguém que "conquistou o coração dos madridistas pela mistura de cavalheirismo dentro e fora de campo, trabalho em equipe e qualidade".

Time ideal

Por estar tão ligado ao Real Madrid e ao Liverpool, protagonistas da decisão desta Champions League, Steve McManaman foi convidado pela Betway para montar um time ideal, combinando jogadores atuais dos dois elencos. A missão não é fácil, mas o inglês encarou.

No gol, o ex-meia destacou a boa temporada de Courtois pelo Real Madrid, depois de sofrer com as críticas quando chegou, mas optou por escolher o brasileiro Alisson, do Liverpool. 

Toda a linha de defesa foi formada por atletas dos Reds. O lateral-direito escolhido foi Alexander-Arnold. A dupla de zaga ficou com Van Dijk e Konate – destacando também a possibilidade de ter Matip, do Liverpool –, e a lateral-esquerda ficou com Robertson, mas McManaman deu ênfase ao bom desempenho de Alaba, do Real.

O primeiro jogador do time espanhol a aparecer nesta seleção foi Modric, no meio de campo, ao lado do brasileiro Fabinho e de Henderson, ambos do clube inglês. Thiago acabou ficando de fora, já que, para o ex-meia, o jogador não é necessário com a presença do croata Luka Modric.

No ataque, Mané e Salah, do Liverpool, foram escolhidos para atuar pelos lados, e o francês Benzema, do Real Madrid, foi selecionado para ser o centroavante deste time ideal. O inglês lamentou deixar Vinícius Júnior de fora da lista, mas enfatizou a temporada do senegalês Mané. Sobre Benzema, o destaque foi para 'a melhor temporada de sua carreira'. "Ele está no momento em que tudo que toca vira ouro", brincou. 

O saldo final da seleção foi de nove atletas do Liverpool e apenas dois jogadores do Real Madrid: Alisson; Alexander-Arnold, Konate, Van Dijk, Robertson; Modric, Fabinho, Henderson; Mané, Benzema e Salah. “É o que sinto no momento”, justificou Steve McManaman.