Ronaldo ganhou o apelido de Fenômeno no final do milênio, quando iniciou a trajetória na Inter de Milão, aos 21 anos e eleito melhor do mundo, com números impressionantes: foram 19 gols em 14 jogos. Pouco antes de ter uma lesão gravíssima no joelho e até então inédita para o futebol, que colocou em xeque a carreira do atleta, o craque levou a Copa da Uefa com o time italiano e caiu nas graças da torcida e da mídia local.

Só que o atacante, que foi o principal jogador brasileiro na década de 1990, não conseguiu vencer o maior torneio de clubes do mundo. Ronaldo passou em branco na Champions League. Seja na Inter, no Milan, no Barcelona, no Real Madrid ou no PSV, os times em que atuou na Europa, ele nunca sentiu o prazer de dominar o Velho Continente.

Com a camisa da seleção brasileira, Ronaldo é unanimidade: venceu duas vezes a Copa do Mundo (1994 e 2002), sendo artilheiro e o grande protagonista do penta, a Copa das Confederações e duas vezes a Copa América.

No futebol brasileiro, também teve sucesso ao finalizar a carreira no Corinthians: ganhou o Paulistão e a Copa do Brasil pelo time alvinegro, competição que já havia vencido com o Cruzeiro, em 1993.

Campeão por onde passou, o Fenômeno é um dos grandes craques do futebol mundial que não conseguiu vencer a Liga dos Campeões. Por quê? Abaixo, a Betway relembra as participações do atacante no torneio continental e explica por que Ronaldo não conseguiu o título da ‘orelhuda’ na carreira.

No PSV, Ronaldo não jogou a Champions

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Ronaldo foi comprado pelo PSV, da Holanda, depois de explodir como um dos principais talentos do futebol brasileiro com a camisa do Cruzeiro. O atacante, que impressionava pela força física e arranque mesmo bem jovem, permaneceu por duas temporadas no futebol holandês.

A primeira experiência na Europa, em um time de menor expressão, serviu de trampolim para o atleta, mas esportivamente Ronaldo não teve grandes resultados. Tanto que só levou o título da Copa dos Países Baixos, mas nem chegou a disputar a Liga dos Campeões.

Ronaldo explode no Barça, mas não joga Champions

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Duas boas temporadas na Holanda chamou a atenção dos gigantes europeus. Ronaldo foi contratado pelo Barcelona por 15 milhões de euros, em 1996, e começou a brilhar para valer. Em 1996/97, na primeira temporada do jogador na Catalunha, o Barça estava fora da grande competição continental. O representante espanhol foi o Atlético de Madri, eliminado nas quartas de final.

O ano ‘meteórico’, que rendeu alguns dos maiores lances da carreira do Fenômeno e o primeiro prêmio de melhor do mundo, resultou em uma nova venda. Cobiçado em toda a Europa, o jogador mais jovem a vencer o prêmio da Fifa (20 anos) foi contratado pela Inter de Milão, em 1997. Os italianos desembolsaram 26,5 milhões de euros para adquirir o atacante após uma temporada no Barça.

Chegada como popstar na Inter, mas lesão vira pesadelo

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Depois de 47 gols em 49 jogos no Barcelona, e uma venda envolvendo dois gigantes europeus, Ronaldo já era uma realidade no futebol mundial. Ele chegou à Inter badalado, e logo correspondeu e virou o Fenômeno: 19 gols em 14 partidas na temporada 1997/98, um recorde na equipe de Milão.

Bicampeão do prêmio de melhor jogador do mundo (1996 e 1997), Ronaldo seguiu trilhando seu caminho de sucesso na Europa. Em 2000, ele teve uma lesão que o afastou por cinco meses dos gramados. O retorno, na final da Supercopa da Itália contra a Lazio, tinha tudo para ser triunfal. Só que a entrada do atacante na partida, aos 13 minutos do segundo, transformou-se num pesadelo.

Em vez das arrancadas e dribles desconcertantes, como esperava a torcida da Inter, o craque prendeu o joelho direito no gramado (o mesmo que o havia tirado dos gramados por cinco meses), e as imagens da patela saindo do lugar chocaram o mundo em 12 de abril de 2000. Em campo, companheiros e adversários de Ronaldo entraram em choque. Era uma lesão grave.

Operado na França, sem saber se conseguiria voltar a jogar futebol em alto nível, Ronaldo fez quase dois anos de fisioterapias. A lesão raríssima, que rompeu o tendão do joelho direito do jogador, virou referência e fez a medicina esportiva evoluir. À época, há mais de 20 anos, manchetes como “Cirurgião garante Ronaldo, mas não garante Fenômeno” e “Ronaldo: o medo do fim” dominaram o noticiário. Mas ele voltou. E em alto nível.

Resumidamente, portanto, a passagem pela Inter acabou com duas temporadas de impacto, realmente. Ronaldo e os companheiros venceram a Copa da Uefa, antiga Liga Europa, em 1997/98; ou seja, o time não tinha se garantido na Champions League naquele ano. Na temporada seguinte, já atrapalhado por lesões mais simples, ele e os italianos foram eliminados pelo Manchester United nas quartas de final.

No Real, fracasso com time galáctico

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Pentacampeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, Ronaldo viveu a redenção na Copa, mostrando que conseguia jogar em alto nível mesmo após a grave lesão. Naquele ano, ele levou o terceiro e último troféu de melhor do mundo.

Novamente cobiçado na Europa, Ronaldo Fenômeno foi contratado pelo Real Madrid por 45 milhões de euros para a temporada 2002/03. Campeão da Champions League em 2001/02, os merengues formaram uma verdadeira seleção para dominar o Velho Continente.

Ronaldo, Zidane, Figo, Roberto Carlos, Raúl e Beckham eram craques tão badalados que o time, estrelado, ganhou o apelido de galácticos. Mas nem com o esquadrão o Fenômeno conseguiu viver a sensação de levar a ‘orelhuda’.

No Real de estrelas, que mais fracassou do que tudo esportivamente, Ronaldo levou duas vezes o Campeonato Espanhol, um Mundial de Clubes, uma Supercopa da Europa e uma Supercopa da Espanha.

O que aconteceu na Champions? Em 2002/03, o Real avançou nas duas primeiras fases (em grupos), despachou o Manchester United nas quartas de final, mas caiu para a Juventus na semi. Os italianos fizeram final com o Milan (campeão).

Em 2003/04, os galácticos viveram o momento de maior pressão. Venceram o Bayern de Munique nas oitavas, mas caíram para o modesto Monaco nas quartas, mesmo após vencer por 4 a 2 na ida. Não deu para Ronaldo e companhia.

Na temporada seguinte, 2004/05, os merengues reencontraram a Juventus e novamente foram eliminados: 2 a 1 no agregado para os italianos nas oitavas, e os espanhóis colecionaram outro fracasso.

A última temporada completa do Fenômeno no Real foi em 2005/06. Já reformulado e desmanchado em relação ao time galáctico, os madrilenhos viram o grande rival Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, dominar a Europa. Além de cair para o Arsenal nas oitavas de forma melancólica, o Real teve de lidar com o título de Champions League do adversário direto. Assim, Ronaldo nunca nem chegou perto de levar o troféu da Liga dos Campeões.

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