A primeira edição de La Liga foi disputada em 1929, há 93 anos, graças ao primeiro regulamento de futebol profissional, que havia surgido na Espanha três anos antes, em 1926. O primeiro campeonato já reuniu equipes que são gigantes atualmente, como Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid. Quem ficou com a conquista inicial de La Liga foi o Barça.

Ao longo das 91 edições disputadas até aqui, o Real Madrid se tornou o time com mais taças no Campeonato Espanhol, com 35 títulos. O Barcelona é o segundo, com 26. O Atlético de Madrid, terceiro no ranking, possui 11 troféus. O Athletic Bilbao tem oito – o último conquistado ainda no início da década de 80. O Valencia tem seis troféus. O Real Sociedad tem dois; Deportivo La Coruña, Sevilla e Betis, um cada.

Hoje, o torneio é disputado por 20 equipes, que se enfrentam em sistema de pontos corridos, em turno e returno, ao longo de 38 rodadas. A liga espanhola é a segunda mais rica do mundo. Na temporada de 2018/2019, a última antes da pandemia do novo coronavírus, a receita do campeonato foi de € 4,5 bilhões, atrás apenas da Premier League, a liga da Inglaterra, que arrecadou € 5,84 bilhões. 

As duas tiveram receitas maiores que campeonatos importantes ao redor do planeta, como Bundesliga (da Alemanha, com € 4,3 bilhões), Serie A (da Itália, com € 2,3 bilhões), Ligue 1 (da França, com € 1,6 bilhões) e também do Brasileirão, com € 1,33 bilhões.

No Brasil, La Liga é um dos campeonatos europeus mais admirados pelos fãs de futebol. A popularidade surgiu, principalmente, no fim da década de 90 e começo deste século, com craques brasileiros brilhando nos clubes locais. 

Em 1994, Romário foi eleito o melhor do mundo atuando com a camisa do Barcelona. Dois anos depois, em 1996, Ronaldo também foi coroado com o uniforme blaugrana. Em 1999, foi a vez de Rivaldo receber a premiação jogando pelo time catalão. Em 2004 e 2005, Ronaldinho Gaúcho repetiu o feito dos compatriotas. Neymar, mesmo sem a Bola de Ouro, fez história, conquistando a Champions League de 2015. Pelo Real Madrid, Ronaldo e Roberto Carlos eram pilares dos galácticos. O lateral Marcelo virou ídolo e colecionou quatro taças da Champions. Casemiro também virou um dos símbolos de uma geração vencedora.

Além dos brasileiros fazendo história, os dois melhores jogadores do século, Messi e Cristiano Ronaldo, desfilaram por anos seus talentos nos gramados espanhóis. O argentino chegou à Espanha ainda aos treze anos, e atuou pelo Barcelona entre 2004 e 2021. O português chegou ao Real Madrid em 2009, deixando o clube em 2018. Nesse período, ambos conquistaram todas as Bolas de Ouro e prêmios The Best da Fifa. A sequência deles foi interrompida pelo croata Luka Modric, que veste a camisa merengue. As premiações de ‘melhor do mundo’ tiveram, portanto, amplo domínio do futebol espanhol nos últimos anos, com jogadores do campeonato recebendo a honraria ininterruptamente entre 2009 e 2020.

Os desempenhos dos clubes da Espanha nos torneios europeus também justificam o porquê de a liga ser tão atrativa para os torcedores. O Real Madrid é o maior campeão da Champions League e detentor de diversos recordes na competição

O time madrilenho possui 13 taças ‘orelhudas’, mais de 1000 gols na história, mais jogos, mais vitórias e mais participações. O rival da capital, Atlético, nunca foi campeão, mas foi vice em três oportunidades: 1973/74, 2013/14 e 2015/16 – nas duas últimas, perdendo o título para o Real. O Barcelona tem cinco troféus. Os clubes espanhóis lideram o ranking de países com mais títulos na Champions League, com 18 taças e 11 vices. Na temporada atual, o Real Madrid é finalista – veja os palpites de futebol.

Quanto La Liga ganha com direitos de transmissão?

La Liga assinou, no fim do ano passado, um contrato com Telefônica (dona da Movistar) e DAZN para a transmissão local do Campeonato Espanhol. O vínculo será válido até a partir da próxima temporada, de 2022/23, e se estenderá até 2026/27.

As duas empresas pagarão juntas, por ano, 990 milhões de euros, valor que será revertido para os clubes. A receita é maior que as das últimas três temporadas, quando foram arrecadados, anualmente, 980 milhões de euros. No novo contrato, em cinco anos, serão faturados 4,95 bilhões de euros – o que, na cotação atual, equivale a R$ 31,5 bilhões.

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Desde 2015, uma lei na Espanha passou a determinar que os direitos de transmissão sejam cedidos pelos clubes para La Liga. Antes, a venda era individual. A liga deve repassar 50% de forma igualitária e 50% de forma variável, considerando, por exemplo, tabelas de classificação. A lei evitou que Barcelona e Real Madrid, os dois maiores clubes, ficassem com praticamente toda a arrecadação, como acontecia anteriormente.

Na temporada de 2018/19, o Barça arrecadou 166,5 milhões de euros com os direitos de televisão. O Real Madrid faturou 155,3 milhões de euros. Somados, as duas equipes representaram 22,6% da receita total. Em 2014/15, a última antes da lei, a soma dos rivais foi de 41%, um domínio financeiro muito maior e discrepante em relação aos demais.

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