A Copa Sul-Americana é um torneio relativamente recente, tendo sido disputado pela primeira vez há 20 anos, em 2012. A competição é a segunda principal do continente, atrás, claro, da Libertadores. O campeão ganha vaga para a Recopa Sul-Americana; saiba qual foi a premiação deste ano.

No início, os clubes brasileiros não fizeram questão de disputar com afinco. Muitas vezes, o torneio foi deixado em segundo plano, com técnicos priorizando outras competições. Hoje em dia, no entanto, há quem enxergue na disputa um caminho 'fácil' e bom para tentar conquistar um título relevante.

Ao longo da história, apenas quatro times do Brasil já foram campeões da Sul-Americana, com um deles sendo bicampeão. Veja, a seguir, os brazucas que realizaram o feito.

Internacional (2008)

O Internacional foi o primeiro time brasileiro a ser campeão da Sul-Americana, ainda na sétima edição do torneio. O Colorado levou a taça de forma invicta, sem perder nenhuma partida, além de ter os dois artilheiros da competição, Alex e Nilmar, que marcaram cinco gols cada.

A equipe gaúcha entrou na disputa na segunda fase, quando ainda era disputada uma etapa nacional antes da classificação às oitavas de final. E logo de cara precisou encarar um clássico contra o Grêmio, o Grenal, uma das maiores rivalidades do mundo. Após dois empates, por 1 a 1 e por 2 a 2, na ida e na volta, o Inter avançou pelo critério de gols marcados fora de casa.

Já nas oitavas, novamente o Internacional se classificou sem vencer e, claro, sem perder. Foram dois empates contra a Universidad Católica, do Chile, por 1 a 1 e 0 a 0, outra vez avançando pelo critério de gols fora.

Nas quartas de final, o Colorado encarou outra pedreira, o multicampeão Boca Juniors, da Argentina. No confronto de ida, no Beira-Rio, vitória colorada por 2 a 0. Na volta, em plena La Bombonera, casa xeneize, o time comandado por Tite conseguiu uma atuação sólida e venceu mais uma vez, agora por 2 a 1, com gols de Magrão e Alex. O Inter havia sido eliminado pelos argentinos nas edições de 2004 e 2005.

A semifinal foi contra o Chivas Guadalajara, do México, mesma equipe que, dois anos depois, seria adversária do Internacional na final da Libertadores, com o clube gaúcho ficando com o título – veja os brasileiros que chegaram à mais decisões da Liberta. Na Sul-Americana, em 2008, o Inter também levou a melhor. Fora de casa, na primeira partida, venceu por 2 a 0. No Beira-Rio, na volta, goleou por 4 a 0, com show de D'Alessandro e Nilmar, que fizeram dois gols cada. Foi a primeira vez que um time brasileiro chegou à final.

A grande decisão aconteceu contra o Estudiantes, da Argentina. A primeira partida, disputada na casa do adversário, teve vitória colorada por 1 a 0, com gol marcado por Alex. Na volta, no Beira-Rio, o Estudiantes venceu o tempo normal também por 1 a 0, com gol de Alayes, e levou o jogo para a prorrogação. Quase no fim, Nilmar marcou para os colorados, empatando o jogo e dando o primeiro título da Sul-Americana a um clube brasileiro.

São Paulo (2012)

O São Paulo, tricampeão da Libertadores, muito graças a Telê Santana, que fez o time virar potência mundial, conquistou a Copa Sul-Americana em 2012, sob o comando do então jovem Lucas Moura, craque do time, e, claro, Rogério Ceni, o jogador mais velho a fazer gol pelo Brasileirão, ainda como goleiro. O primeiro confronto, já na segunda fase, foi contra o Bahia. E o Tricolor paulista levou a melhor após duas vitórias por 2 a 0.

Nas oitavas de final, contra a LDU Loja, do Equador, foram dois empates, por 0 a 0 e por 1 a 1, e a vaga veio graças ao critério de gols marcados fora de casa. Já nas quartas, por outro lado, o Tricolor sobrou: foram duas vitórias sobre a Universidad de Chile, por 2 a 0 e por 5 a 0, garantindo vaga para a semifinal.

Na semi, contra a Universidad Católica, também do Chile, a missão foi mais complicada. Outra vez o time paulista avançou pelo critério de gols fora, após empates por 1 a 1 e 0 a 0.

A final foi disputada contra o Tigre, da Argentina, em uma das decisões mais confusas da história. O primeiro jogo aconteceu em La Bombonera, e terminou empatado por 0 a 0. Luis Fabiano e Donatti se desentenderam e foram expulsos.

Na volta, no Morumbi, a partida não terminou. Nos primeiros 45 minutos, o São Paulo venceu por 2 a 0, com gols de Lucas e Osvaldo. No fim da primeira etapa, houve muita confusão em campo, com provocações e discussões. Lucas recebeu uma cotovelada e saiu com o nariz sangrando. Após o apito do árbitro, provocou os argentinos, e houve briga.

Nos vestiários, os policiais precisaram intervir, e os jogadores do Tigre disseram ter sido ameaçados por eles, se recusando a voltar para o segundo tempo. Após mais de 30 minutos de espera, a arbitragem resolveu encerrar a partida. Sendo assim, o São Paulo ficou com a taça. O Tricolor está na disputa da atual temporada.

Chapecoense (2016)

A campanha da Chapecoense na Sul-Americana de 2016 encantou a todos os amantes de futebol. A equipe brilhou naquela edição do torneio e conquistou o carisma dos brasileiros.

Na primeira fase, eliminou o Cuiabá, perdendo um jogo por 1 a 0, e vencendo o outro por 3 a 1, com dois gols de Bruno Rangel, o maior artilheiro de uma única edição da Série B. Nas oitavas, passou pelo Independiente, da Argentina, maior campeão da história da Libertadores, nos pênaltis, após dois empates por 0 a 0.

Nas quartas de final, enfrentou o Junior Barranquilla, da Colômbia. Após perder o jogo de ida por 1 a 0, fora de casa, a Chape reverteu a situação em casa, vencendo por 3 a 0, com gols de Ananias, Gil e Willian Thiego, e fez muita festa por chegar às semifinais.

Na semi, encarou mais um time argentino, o San Lorenzo, e, após dois empates, por 1 a 1 e 0 a 0, avançou à decisão por ter feito gol fora. A final, que seria disputada contra o Atlético Nacional, da Colômbia, se transformou em tragédia.

O avião que transportava a delegação da Chape para a Colômbia, onde seria disputada a partida de ida, caiu, deixando 71 mortos, entre jogadores, comissão técnica e imprensa. O Atlético Nacional, em gesto nobre, cedeu o título da Sul-Americana para a Chapecoense. A Conmebol acatou o pedido. Assim, o clube catarinense foi campeão continental pela primeira vez.

Athletico Paranaense (2018 e 2021)

O Athletico Paranaense é o único clube brasileiro bicampeão da Sul-Americana. O primeiro título veio em 2018. Na primeira fase, a equipe eliminou o Newell's Old Boys, da Argentina, vencendo o primeiro confronto por 3 a 0 e perdendo o segundo por 2 a 1. Na segunda fase, passou fácil pelo Peñarol, do Uruguai, com duas vitórias: 2 a 0 e 4 a 1. Nas oitavas, eliminou o Caracas, da Venezuela, novamente com duas vitórias: 2 a 0 e 2 a 1.

A partir das quartas de final, o Furacão enfrentou duas equipes brasileiras. Primeiro, passou pelo Bahia, nos pênaltis, após vencer um jogo por 1 a 0 e perder outro pelo mesmo placar. Na semifinal, a vítima foi o Fluminense – o time paranaense ganhou os dois duelos por 2 a 0.

A decisão foi contra o Junior Barranquilla, da Colômbia, e foi emocionante, também nos pênaltis, após dois empates por 1 a 1. O Athletico levou a melhor e garantiu o primeiro título.

A segunda taça veio na temporada passada, em 2021. O formato de disputa foi um pouco diferente. A equipe entrou na fase de grupos, com Melgar (Peru), Aucas (Equador) e Metropolitanos (Venezuela), e se classificou com cinco vitórias e uma derrota.

Nas oitavas, passou pelo América de Cali, da Colômbia, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e goleando no segundo por 4 a 1. Nas quartas, eliminou a LDU, do Equador, perdendo um duelo por 1 a 0 e revertendo o outro por 4 a 2. Na semifinal, eliminou, com duas vitórias, o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 1 e 2 a 0.

A final foi disputada em jogo único, em Montevidéu, no Uruguai, contra o Red Bull Bragantino. Com gol de Nikão, o Furacão venceu por 1 a 0 e foi bicampeão.

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