A Copa Sul-Americana foi criada há 20 anos, em 2002, pela Conmebol, sendo um torneio parecido com as extintas Supercopa Sul-Americana, Copa Conmebol, Mercosul e Merconorte. Todas essas competições, incluindo a atual, são secundárias à Libertadores. Mesmo assim, principalmente nos últimos anos, a Sul-Americana se tornou cada vez mais relevante.

Apesar de menos tradicional, é um título continental e envolve, principalmente nas fases finais, adversários qualificados dos países vizinhos. Dentre os brasileiros, apenas quatro clubes já foram campeões: Internacional (2008), São Paulo (2012), Chapecoense (2016) e Athletico Paranaense (2018 e 2021).

O vencedor da Sul-Americana garante vaga direta na fase de grupos da edição seguinte da Libertadores, que tem o Nacional, do Uruguai, como time com mais participações. Também garante participação na Recopa Sul-Americana, disputada contra o vencedor da ‘Liberta’, em sistema de ida e volta, e que neste ano pagou 1,6 milhão de dólares de premiação (na cotação atual, cerca de R$ 8,3 milhões) ao campeão. O vice-campeão ficou com 800 mil dólares (R$ 4,11 milhões).

Há alguns anos, quem levantasse o troféu da Sul-Americana também garantia uma participação na antiga Copa Suruga, disputada em jogo único contra o campeão da Copa da Liga Japonesa. A última edição foi em 2019, com o nome de J.League YBC Levain Cup/CONMEBOL Sudamericana Final.

Para 2022, a disputa não está confirmada – mas você já pode checar nossos palpites de futebol na temporada.

Além do mérito esportivo, conquistar a Sul-Americana oferece, claro, uma compensação financeira. O valor final pode, inclusive, superar o do Brasileirão. O Atlético-MG, campeão nacional no ano passado, recebeu R$ 33 milhões. Na competição continental, para um time que começa na fase de grupos, a soma do prêmio de campeão é de 7,8 milhões de dólares. Para superar o valor do Campeonato Brasileiro, portanto, depende da conversão financeira. Atualmente, no início de julho de 2022, o valor ficaria maior: cerca de R$ 40 milhões.

Como funciona a premiação da Sul-Americana?

Como dito, o valor total de premiação da Sul-Americana pago a uma equipe campeã que começa na fase de grupos é de 7,8 milhões de dólares. Os valores, porém, são definidos por fase. Na primeira fase de 2022, que não teve nenhum clube brasileiro na disputa, os participantes receberam US$ 225 mil (cerca de R$ 1.175.000).

A fase de grupos paga US$ 300 mil por jogo como mandante. Como cada time obrigatoriamente faz três jogos em casa nessa etapa da competição, a soma final é de US$ 900 mil (R$ 4,8 milhões).

Somente o primeiro colocado, no grupo com quatro participantes, avança para as oitavas de final. Como são oito grupos, esses oito times se juntam aos oito clubes que ficaram em 3º na fase de grupos da Libertadores. Quem disputa as oitavas recebe US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões).

As oito agremiações que avançam para as quartas de final recebem mais uma quantia milionária em reais. São pagos US$ 600 mil (R$ 3,1 milhões). Vale destacar que as fases de mata-mata são disputadas em ida e volta, sem o critério de gol marcado fora de casa. Quem se classifica para as semifinais recebe US$ 800 mil (R$ 4,1 milhões).

A final, que desde 2019 é disputada em jogo único, com estádio definido previamente, paga valores diferentes para o campeão e o vice-campeão. A equipe que perde a partida e termina em segundo lugar embolsa “só” US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,5 milhões). Já o vencedor da finalíssima recebe US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões).

Onde será disputada a final da Sul-Americana 2022?

O campeão da Sul-Americana será definido, como acontece há três anos, em final disputada em jogo único. A finalíssima de 2022 aconteceria, a princípio, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Seria a primeira vez que o Brasil receberia o evento nesse novo formato – no ano passado, a final também seria aqui, mas os brasileiros não conseguiram garantir que haveria liberação de capacidade máxima no estádio, por conta da pandemia, coisa que Montevidéu, no Uruguai, fez. A decisão foi entre Athletico Paranaense e Red Bull Bragantino – saiba os impactos e o que explica as finais ‘caseiras’ nessas competições.

Neste ano, a decisão de mudar de sede aconteceu depois que a CBF informou à Conmebol que não conseguiria realizar a partida na data estipulada, 1º de outubro, por ser véspera das eleições, que acontecem no dia 2. O governo do Distrito Federal já havia informado, em maio, que não conseguiria garantir a segurança da partida, já que agentes públicos estariam envolvidos na proteção do pleito eleitoral.

Como a Conmebol não tinha calendário para mudar a data, optou por mudar o local do jogo. Foi anunciado que a cidade de Córdoba, na Argentina, será o palco. É a mesma sede da edição de 2020, no auge da pandemia, sem venda de ingressos. O convite para esta temporada foi como uma forma de ‘compensação’ por parte da entidade, por terem aceitado realizar a decisão naquele momento. Brasília, por outro lado, deve sediar a final de 2023.

Quem será o campeão e levará a premiação da Sul-Americana 2022? Acesse nossa página futebol bets e faça suas apostas.