Ganhar a Copa Libertadores é a glória eterna, como diz o slogan da própria Conmebol. Seja para o grupo de jogadores e comissão técnica campeão, seja para a torcida, que geralmente entra em êxtase com a conquista do troféu. E vencer o torneio tão importante para os clubes sul-americanos também costuma ser sinônimo de marcar na história grandes elencos, equipes entrosadas e atletas em momentos mágicos na carreira.

Foi aí, então, que surgiu o “Rei da América”, prêmio criado pelo diário “El Pais” em 1971, para homenagear o melhor jogador de cada temporada na América do Sul. O prêmio, vale pontuar, hoje em dia é tão tradicional que muitas vezes é mais valioso que qualquer premiação oficial da Conmebol. A cada temporada, o jornal saúda o nome que se destacou pelos gramados do continente.

A primeira edição do prêmio, em 1971, foi entregue a Tostão, ainda que o Cruzeiro não tenha vencido a Libertadores naquele ano. Em 76, quando a venceu pela primeira vez, o time mineiro viu Elias Figueroa, que fez história no Internacional, levar a gratificação de “Rei da América”.

De 71 para cá, em que o prêmio ganhou notoriedade no continente, muitos craques já foram lembrados pela votação. Pelé, Zico, Diego Maradona, Sócrates e Raí, por exemplo, já venceram a concorrência em alguma oportunidade pelo menos.

Abaixo, a Betway relembra os últimos 10 vencedores do prêmio e por onde anda cada jogador que já foi um dia considerado o “Rei da América”.

2010 – D’Alessandro

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O meia argentino se consolidou como ídolo no Internacional em 2010. D’Ale foi eleito o melhor jogador pelo que fez na Libertadores em 2010, ano em que conduziu o Colorado a mais um troféu da competição. Hoje com 39 anos e já em fim de carreira, o jogador permanece no Inter, mas com prazo determinado. D’Alessandro já anunciou que irá deixar o clube gaúcho no fim de 2020, entendendo que seu ciclo por lá se encerrou. Ainda que esteja com idade avançada, o atleta quer continuar jogando futebol.

O anúncio de despedida de Porto Alegre foi emocionante. D’Ale convocou uma coletiva de imprensa e afirmou de forma decidida que 31 de dezembro seria seu último dia na equipe. Depois, ele leu uma carta emocionado de agradecimento aos torcedores pelos mais de dez anos de convívio.

2011 e 2012 – Neymar

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O maior jogador do Brasil em atividade marcou história na América do Sul e no Santos antes de ir brilhar na Europa. Em 2011, o então menino Neymar dos moicanos e dribles mágicos em campo, guiou o Peixe até o título da Libertadores, o primeiro pós-Pelé. E levou o prêmio de “Rei da América” sem deixar dúvidas: decidiu para o clube em praticamente todo o mata-mata do torneio, coroado com uma atuação de gala na decisão contra o Peñarol, no Pacaembu.

No ano seguinte, o Santos ficou pelo caminho na busca pelo bicampeonato seguido. Acabou derrotado pelo forte time do Corinthians de Tite, que, em um jogo coletivo, conseguiu parar Neymar. Como não tinha nenhum jogador que simbolizasse aquela campanha, o coletivo era o segredo, o Timão viu o prêmio novamente desembarcar na Vila Belmiro, e para Neymar.

Se conduziu o Peixe no início da década, o camisa 10 da seleção brasileira é hoje o grande astro do Paris Saint-Germain. Depois de se transferir para o clube francês, se arrepender e forçar uma saída sem sucesso, o atacante parece resolvido e disposto a cumprir seu contrato em Paris. A missão agora é dar a primeira Liga dos Campeões para a equipe, que bateu na trave e foi vice na temporada anterior (2019/20) pela primeira vez. O Bayern de Munique foi o campeão.

2013 – Ronaldinho Gaúcho

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O “último ato” de Ronaldinho como jogador de futebol talvez tenha sido também quando ele foi eleito “Rei da América”. O astro do Brasil e do Barcelona era o líder de um timaço montado pelo Atlético Mineiro em 2013, que resultou no primeiro título da Libertadores do clube. Além de R10, o Galo contava com Jô, Diego Tardelli e Bernard. Depois da passagem marcante em Belo Horizonte, Ronaldinho ainda jogou no Querétaro (México) e no Fluminense, em 2015. Aposentou-se pouco depois, com 760 partidas e 274 gols na carreira.

2014 – Teófilo Gutiérrez

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O prêmio de 2014 ficou longe do Brasil. Teo Gutiérrez, então no River Plate, foi eleito o melhor daquele ano. Depois de três anos de domínio brasileiro, Gutiérrez levou o prêmio do jornal uruguaio por ter sido o principal jogador do título da Sul-Americana do River. Ele foi o primeiro colombiano a ganhar o troféu depois de Valderrama, em 1993. Atualmente, o atacante de 35 anos joga no Junior Barranquilla e é um dos líderes do elenco e referência no ataque.

2015 – Carlos Sánchez

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De volta à Libertadores, o River Plate fez dobradinha em 2015 -- novamente o prêmio ficou com um jogador da equipe. Desta vez, o escolhido foi o meia Carlos Sánchez, um dos principais nomes do time de Marcelo Gallardo campeão da Libertadores naquele ano. O uruguaio de 35 anos é hoje conhecido do público brasileiro pois defende o Santos. De todo modo, este não é o melhor momento do atleta. Depois de temporadas promissoras em 2018 e 2019, Sánchez perdeu espaço em 2020 e nem sempre participa dos compromissos do Peixe. O técnico Cuca tem utilizado o meio-campista mais no decorrer das partidas.

2016 – Miguel Borja

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Quem não se lembra da campanha histórica do Atlético Nacional na Libertadores de 2016? Ela ficou marcada também pela entrada já na fase final de um atacante promissor, desconhecido e que, além de exterminar o São Paulo, mostrou um poder de finalização de encantar a América. Borja então ganhou status e foi contratado a peso de ouro (10,5 milhões de dólares) pelo Palmeiras, mas nunca conseguiu repetir a boa forma de 2016. Após virar motivo de chacota por rivais e ser encostado no Alviverde, o atacante está recuperando a confiança no Junior Barranquilla, por empréstimo.

2017 – Luan

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A campanha que levou o Grêmio ao tricampeonato da Libertadores teve um camisa 10 clássico no comando: Luan. O meio-campista brilhou naquele time treinado por Renato Gaúcho e calou o Lanús com um golaço de cavadinha na decisão. Foi escolhido o “Rei da América” com justiça, mas depois caiu muito de rendimento. Hoje está no Corinthians e tem de lidar com a impaciência dos torcedores muitas vezes. A reclamação é pela lentidão e falta de participação mais efetiva do atleta em campo.

2018 – Gonzalo Martínez

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“Pity” Martínez, como é conhecido o meia argentino, venceu o prêmio depois de uma temporada histórica e uma final marcante: Boca Juniors x River Plate, em decisão realizada em Madri após as autoridades locais alegarem falta de segurança no próprio país sul-americano. O meia canhoto era o cérebro do River Plate, que bateu o rival em um dos títulos mais importantes da Libertadores. Hoje, o atleta de 27 anos roda o mundo e está no Al Nassr, da Arábia Saudita.

2019 – Gabigol

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Teria como ser outro o nome da temporada 2019? Gabriel Barbosa voltou da Europa em baixa, mas se transformou no Flamengo. Campeão brasileiro e da Libertadores, ele fez 43 gols só no ano passado, e dois deles entraram para a história do clube da Gávea: o atacante virou para o Fla praticamente nos acréscimos da decisão única da Libertadores em Lima, no Peru, garantiu o troféu e foi eleito o “Rei da América” com propriedade.

E a pergunta que não quer calar é: quem será o vencedor de 2020? Enquanto o Rei da América não sai, você pode fazer suas apostas na Libertadores para a fase final do campeonato.