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Os maiores jogadores do Brasileirão por década

07 Oct | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Os maiores jogadores do Brasileirão por década

O Brasil é uma fábrica de craques, mas há alguns que marcam mais do que outros. Estes são os jogadores mais importantes de cada década do Campeonato Brasileiro

Nenhum país no mundo é pentacampeão mundial além do Brasil. E ninguém consegue ser penta de qualquer coisa sem ter muita competência para isso.

O Brasil é o maior celeiro de craques da história do futebol, e isso dificilmente será superado um dia. Podemos deixar de sermos o país com mais títulos mundiais, já que Itália e Alemanha estão logo atrás e os alemães têm produzido gerações de alta qualidade, mas a verdade é que ter uma lista de craques tão grande quanto o Brasil tinha entre 1960 e 2000 é uma estatística quase insuperável.

Muitos destes craques atuaram no Brasil por longos períodos, diferente do que acontece hoje, com jogadores saindo com no máximo 20 anos de idade para tentar uma carreira na Europa. Isso faz com que cada vez menos jogadores tenham identificação com o clube que os formou, pois a torcida mal teve tempo de vê-los jogar, e chances são de que estes jogadores saem dos clubes formadores sem qualquer conquista.

Porém, ainda há jogadores que marcam época, não só em seus clubes, como no futebol brasileiro em geral. Estes são os jogadores que mais marcaram uma década no futebol nacional desde 1960, primeiros anos do campeonato brasileiro.

1960 – Pelé

Essa é fácil. Pelé é a epítome de um jogador de futebol completo e vitorioso.

É verdade que Pelé estourou para o mundo na Copa de 1958, com apenas 17 anos, mas foi na década de 60 que ele realmente marcou época.

Comandando aquele mágico time do Santos que tinha outros craques como Pepe, Mengálvio, Zito, Coutinho e Dorval, Pelé levou o alvinegro praiano à uma série de conquistas. Entre 1960 e 1970, foram 8 Paulistas, 3 Torneios Rio-São Paulo, 6 Campeonatos Brasileiros, 2 Libertadores da América, 2 Mundiais de Clubes, uma Recopa Sul-Americana e uma Supercopa Sul-Americana. Haja currículo!

E para coroar esta década, o Rei ainda foi fundamental na conquista do tri mundial para o Brasil. Isso que ele já havia ganho as Copas de 1958 e 1962.

1970 – Falcão

Falcão era um volante com um toque refinado na bola. Sua visão de jogo, precisão nos passes e participação constante na partida são suficientes para mostrar como ele era um jogador à frente de seu tempo.

Seu estilo de jogo é replicado até hoje por jogadores que atuam como volantes armadores, diferentes dos famosos brucutus que estão lá para destruir jogadas adversárias.

Talvez estes jogadores tenham sido influenciados diretamente pelo Rei de Roma, mas mesmo que as influências tenham sido passadas por treinadores, é inegável que jogadores como Andrea Pirlo, Xavi Hernández e Toni Kroos fazem – ou faziam – muito do que Falcão fez pelo Internacional, pela Roma e um pouco pelo São Paulo.

Falcão começou a carreira profissional no Internacional em 1973, e até sua saída para a Itália em 1980, conquistou 5 Campeonatos Gaúchos e 3 Brasileirões.

1980 – Zico

É impossível falar da década de 1980 no futebol brasileiro sem falar do Galinho. O ídolo máximo do Flamengo é, possivelmente, o melhor cobrador de faltas que já jogou, e isso é dizer muito, quando ele compete com jogadores como Juninho Pernambucano e Marcelinho Carioca, só para citar 2 dos mais eficientes.

Porém, Zico era muito mais do que um bom batedor de bolas paradas. Ele era um verdadeiro craque, um camisa 10 clássico, que armava o time e entrava na área para finalizar a jogada.

Pelo Flamengo, Zico teve duas passagens. Na primeira e mais marcante, ficou de 1973, quando subiu para os profissionais, e ficou até 1983, fazendo 635 jogos e 476 gols, uma marca incrível para um meio-campista.

Porém, após uma passagem de apenas 2 anos pelo futebol italiano, Zico voltou ao rubro-negro, onde ficou de 1985 a 1989, quando anunciou sua primeira aposentadoria.

Entre os anos de 1980 e 1990, Zico venceu 2 Cariocas, 5 Taças Guanabara, 2 Torneios Rio-São Paulo, o Módulo Verde da Copa União, 3 Campeonatos Brasileiros, além de uma Libertadores e um Mundial de Clubes.

Infelizmente, jamais saberemos quão maior teria sido a carreira de Zico se ele não tivesse sido tão atormentado por lesões.

1990 – Edmundo

O Animal foi simplesmente inacreditável na década de 1990. Seu domínio técnico no país era inigualável, e quem tinha este craque no time podia se considerar um favorito a qualquer conquista.

É verdade que Edmundo dividiu os holofotes desta década com Romário e Ronaldo, mas ambos ficaram muito mais tempo na Europa, enquanto Edmundo só não fez chover em terras tupiniquins, e isso em uma época em que os clubes brasileiros não deviam em nada aos europeus, em quesitos técnicos.

A importância de Edmundo para o futebol brasileiro é tamanha, que ele é ídolo em diversos clubes do país. Começou sua carreira no Vasco, em 1992 e já venceu seu primeiro Campeonato Carioca e marcando 24 gols em 32 jogos na temporada.

No ano seguinte, fez parte da mágica equipe do Palmeiras na era Parmalat, onde venceu 1 Rio-São Paulo, 2 Paulistas e 2 Brasileiros. Terminou sua passagem de 3 anos com 180 jogos e 106 gols pelo alviverde.

Em 1995, voltou ao Rio de Janeiro para defender o Flamengo, onde fez 23 jogos, 9 gols e acumulou confusões e casos de polícia. No ano seguinte, foi para o Corinthians, onde fez 32 gols em 38 jogos e mais confusões.

Ainda em 1996, voltou ao Vasco, e sua consagração viria no ano seguinte. Foram 77 jogos e 61 gols nesta passagem, mas o que fica foram as conquistas. Edmundo estava simplesmente impossível de ser parado, e levou o time da Cruz de Malta ao título do Brasileiro quebrando o recorde de gols da competição.

Para muitos (este editor incluso), Edmundo foi o melhor jogador do mundo naquele ano, e só não venceu porque não jogava na Europa. Foi neste ano, também, que Edmundo venceu a Copa América com a Seleção Brasileira e carimbou sua passagem para a Copa do Mundo no ano seguinte.

Ele ainda teve uma temporada de sucesso pela Fiorentina, e voltou ao Vasco em 1999, para ficar até o final da temporada de 2000. Terminou sua terceira passagem pelo Gigante da Colina com 37 jogos, 29 gols, uma parceria complicada e produtiva com Romário, e o título da Taça João Havelange em 2000.

2000 – Rogério Ceni

O maior ídolo da história do São Paulo teve uma carreira brilhante, conquistou praticamente todos os títulos que podia pelo clube, era parte do elenco que venceu a Copa de 2002, e simplesmente deixou uma lacuna que o tricolor dificilmente conseguirá preencher em termos de identificação e liderança.

Rogério jogou por boa parte da década de 1990, mas foi na década de 2000 que ele atingiu seu auge técnico e conquistou uma série de títulos e prêmios individuais.

O primeiro foi o Campeonato Paulista de 2000. Na sequência, o Rio-São Paulo de 2001. Em 2004, o time voltou à Libertadores depois de anos de ausência, e foi eliminado nas semifinais, sendo que a equipe era favorita.

Isso serviu, no entanto, para que o clube fosse vacinado e vencesse a competição no ano seguinte, com a liderança mental e técnica de Rogério.

Mais cedo em 2005, o time já havia vencido o Paulista, indicando que aquele seria um bom ano para o tricolor. Mas nem o torcedor mais otimista podia esperar o que viria na sequência. Após a conquista da Libertadores com um sonoro 4 a 0 sobre o Athlético Paranaense, o time venceu o Mundial de Clubes em partida contra o Liverpool.

Depois, foram 3 Campeonatos Brasileiros seguidos, entre 2006 e 2008, e sempre com Rogério Ceni no gol e na liderança da equipe.

O goleiro de defesas incríveis e em momentos cruciais também é conhecido por marcar gols. Foram mais de 1200 jogos com a camisa do São Paulo, e 132 gols entre cobranças de faltas e pênaltis.

2010 – Cassio

A década ainda não acabou, mas o tempo é curto para que alguém tire o posto do arqueiro corintiano como jogador mais marcante da década. Dudu ainda pode conseguir isso, mas precisaria ser o melhor jogador do Palmeiras no restante do ano e levar a equipe ao 3º título brasileiro na década, algo que não parece que vai acontecer.

Cassio chegou ao Corinthians em 2012, e sua chegada não foi tímida. O goleiro foi fundamental nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes daquele ano, fazendo defesas espetaculares nos momentos em que mais era necessário.

Sua identificação com o clube só aumentou a partir deste momento, e ele já garantiu seu posto como um dos maiores ídolos da torcida corintiana.

Depois destas conquistas, Cassio ainda venceu 4 Paulistas, 1 Recopa e 2 Brasileiros, fazendo dele o jogador mais vitorioso da história do Timão.

 

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