Como está sendo esse início de temporada do Paris Saint-Germain e o que esperar para 2020/21? Certamente as projeções são otimistas, afinal o clube chegou à final da Liga dos Campeões pela primeira vez na temporada anterior e quer mais. O título não veio, a equipe de Thomas Tuchel perdeu para o impressionante Bayern de Munique de Hansi Flick na decisão e amargou o vice da Champions.

Mas a reta final da competição europeia, realizada em Lisboa (Portugal), deixou alguns indícios, positivos e negativos, em relação ao PSG. Nos jogos decisivos, o diretor brasileiro Leonardo e toda a direção viram que é preciso melhorar o time. Por outro lado, a campanha na capital portuguesa simbolizou a redenção de Neymar.

O camisa 10 resolveu jogar depois de pedir para deixar a França na janela de transferências de 2019. Ele chamou a responsabilidade e começou a fazer valer, de fato, o investimento pela sua contratação: foram 222 milhões de euros do PSG para tirá-lo do Barcelona, a maior negociação de um jogador de futebol em toda a história.

Neymar, inclusive, já determinou o “fico” e acaba sendo, claro, o maior reforço para 2020/21. Ele seguirá como principal estrela do elenco, que até o momento não se modificou muito. Ao lado dele, o jovem francês Mbappé enche a torcida de esperanças para que o novo rico da Europa chegue à primeira taça da Liga dos Campeões. O que é preciso para que o PSG consiga o título? Veja, abaixo, um raio-x do atual campeão francês.

Grandes líderes do elenco deixaram o PSG

Para analisar como o PSG chega para a temporada é preciso pontuar quem deixou o clube depois da definição da Liga dos Campeões. Thiago Silva, zagueiro experiente e capitão do time, não teve contrato renovado e já foi para o Chelsea, por exemplo. Antes dele, o lateral Meunier foi contratado pelo Borussia Dortmund, enquanto Cavani também foi descartado. O atacante uruguaio não chegou a um acordo por renovação e não esteve presente nem mesmo na reta final da Champions. Outro que participou dos jogos decisivos e está fora de Paris é Choupo-Moting.  

PSG: como está o time, por posição, até o momento?

Lateral

A reta final da Liga dos Campeões em Lisboa mostrou que a lateral é uma posição defasada no clube. Kehrer, originalmente zagueiro, acabou improvisado na direita depois da saída de Meunier para o Borussia. 

Ainda que tenha ido bem arranjado mais aberto, o jovem de 23 anos precisa ao menos de uma sombra por ali. Atualmente, o reserva direto de Kehrer, Kurzawa, não ameaça muito o companheiro de perder a posição.

Pela esquerda, Bernat dominou o setor, mas vive situação parecida a de Kehrer: não tem concorrente. Mitchel Bakker, cria do PSG de 20 anos, é a reposição em caso de qualquer problema com Bernat.

Zaga

É impossível imaginar que o PSG siga apenas com os jogadores da temporada anterior para a linha defensiva depois de perder o capitão Thiago Silva. É o que acontece até o momento na janela de transferências, no entanto, e isso provavelmente fará com que Marquinhos volte à zaga até que um reforço chegue.

Além de Marquinhos, o PSG conta com Kimpembe, zagueiro titular pela esquerda, Mbe Soh e Diallo. Esses dois últimos, assim como Nianzou não parecem jogadores prontos para assumirem a responsabilidade da posição. É preciso mais, caso o PSG queira retornar à final da maior competição de clubes do mundo.

Meio de campo

Este talvez seja o setor menos modificado para a temporada, ao menos por enquanto. Não saiu nenhum nome, como também não chegou ninguém de muita expressão (Kays Ruiz-Atil foi promovido para o time profissional). Por ali, então, quem deve jogar são os mesmos nomes: Ander Herrera, Verratti, Paredes, Gueye, Draxler e Dagba. Sem a presença de Marquinhos como primeiro volante, é bom destacar, o meio de campo perde um pouco em relação ao que foi visto na última jornada.

Ataque

O reforço para o ataque em 2019/20 foi a recuperação de Neymar. Desta vez, o “fico” do brasileiro é também a principal novidade para o PSG. Ele e Mbappé são os grandes jogadores do time, que inclusive sobe de patamar quando conta com a dupla. Di María e Sarabia podem contribuir por ali, mas a esperança é que Icardi se encaixe e faça o trio com os pontas titulares.

Contratado por 50 milhões de euros, o argentino ainda não conseguiu repetir as boas atuações da Inter de Milão. Até por isso, Tuchel preferiu escalar Di María ao lado de Neymar e Mbappé nas últimas partidas da Champions, já que o centroavante destoava dos companheiros. A favor de Icardi, porém, está o fato da saída de Cavani. Ele foi contratado justamente para substituir o uruguaio e é quem faz a função de camisa 9, referência no ataque.

Goleiro

A posição de goleiro parece resolvida. Keylor Navas, experiente e multi campeão pelo Real Madrid, dominou a meta, como se esperava. Fez boas intervenções das quartas de final em diante na Liga dos Campeões, antes de se machucar e desfalcar o time na semi. Naquela ocasião, Sergio Rico entrou em seu lugar e se mostrou um bom nome para defender a meta caso Navas se machuque. Areola também retornou de empréstimo e se junta aos companheiros.

Quem pode chegar?

Depois de ser protagonistas em mais de uma janela de transferências – foi assim que trouxe Neymar e Mbappé – o PSG tem postura mais conservadora no atual mercado. A especulação mais midiática até o momento foi uma possível contratação de Cristiano Ronaldo. 

O clube francês, no entanto, descartou essa possibilidade. De acordo com a “France Football”, não fosse o momento, o negócio tinha boas chances de avançar, já que o português, em certo momento, demonstrou vontade de deixar a Itália.

Com CR7 longe – ele depois disse que permanecerá na Juventus --, o clube tenta reforçar a parte defensiva, talvez a mais defasada neste início de temporada. O nome preferido é o de Alaba, que tem contrato somente até junho de 2021 com o Bayern de Munique. Desta forma, o PSG tentaria contratá-lo por um preço menor. Um “plano B” seria Joel Matip, que foi para o banco de reservas do Liverpool.

Além do austríaco do clube bávaro e de Matip, o brasileiro Matheus Cunha é um desejo em Paris. Ele se destacou com a camisa do Hertha Berlim e chama a atenção de grandes europeus. Outro favorito a chegar é Léo Dubois, lateral do Lyon. No meio de campo, o clube deve contratar nomes discretos e buscar jogadores jovens, pensando no futuro.

É uma nova postura do PSG na janela de transferências, que colhe os frutos e tenta criar certa consistência com todo o investimento feito recentemente. Na França, a supremacia deve seguir, claro. Resta saber como o time se comportará diante dos tradicionais clubes europeus na Champions.

O fico de Neymar e da estrutura do time vice-campeão da Champions League representa boas perspectivas ao PSG para a temporada 2020/21? Ou precisa se reforçar? Use esse conhecimento e não deixe de fazer suas apostas no Campeonato Francês.