Desde que voltou ao Brasil, em 2015, Nenê prova que, para ele, a idade é apenas um número: hoje aos 40 anos, o meio-campista do Fluminense segue sendo decisivo e brilhante nos gramados da América do Sul, seja no Brasileirão, na Libertadores ou na Copa do Brasil.

Em 2021, por exemplo, Nenê é um dos líderes do Flu na Copa Libertadores. A equipe avançou em primeiro na fase de grupos, e o jogador bateu uma marca: com o tento anotado contra o River Plate, em vitória do time brasileiro na Argentina, ele se tornou o 7º jogador mais velho a fazer um gol na história da competição nacional, sendo o terceiro entre os brasileiros.

O recorde da Libertadores é de Zé Roberto. Com a camisa do Palmeiras, o ex-jogador fez um gol contra o Godoy Cruz-ARG, em 2017, aos 42 anos, 10 meses e 19 dias.

Mantendo um bom nível técnico aos 40 anos, Nenê deve superar outras marcas até o final da carreira, algo que ainda não foi planejado pelo jogador -- em diversas entrevistas, o meio-campista diz que ainda tem condição de seguir no futebol de elite.

“Estou bem feliz, penso em me aposentar no Fluminense. Acredito que posso jogar mais uns dois, três anos”, afirmou o craque, em entrevista ao jornal O Globo em dezembro de 2020.

O experiente jogador de meio de campo também não esconde o desejo de virar treinador após pendurar as chuteiras. “Quero ser treinador. Não tinha essa cabeça antes, achava que não ia ficar ativo dentro do campo, no dia a dia. Hoje eu vejo que vou sentir muita falta se não estiver ali. Vejo o cargo de treinador como muito bacana. Gosto muito do Carlo Ancelotti, com quem trabalhei no Paris [Saint-Germain], do Mauricio Pocchetino, com quem trabalhei no Espanyol”, revelou na mesma entrevista.

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Prova de que ainda joga o fino da bola foi o recorde alcançado na edição de 2020 da Copa do Brasil. Com seis gols, Nenê dividiu a artilharia com Brenner, que atuava no São Paulo, Léo Gamalho, que defendeu o CRB, e Rodolfo, do América-MG.

Brenner, que se transferiu para o futebol dos Estados Unidos, e Rodolfo não passavam dos 30 anos quando a Copa do Brasil de 2020 terminou. O atacante ex-São Paulo, de 21, inclusive está em começo de carreira. Já Léo Gamalho é um jogador rodado, experiente e tem 35 anos, mas nada que se aproxime de Nenê.

Com o feito na temporada passada no torneio mata-mata, vencido pelo Palmeiras, o meia do Flu bateu um recorde: ele se tornou o jogador mais velho a ser artilheiro da Copa do Brasil (39 anos). Ele superou Edmundo, que foi o goleador da competição em 2008 aos 37 anos.

À época defendendo o Vasco, Edmundo também fez seis gols, e dividiu o topo da artilharia com Romerito (Sport) e Wellington Paulista (Botafogo).

Hat-trick do Vovô: os gols de Nenê na Copa do Brasil

Apelidado carinhosamente de Vovô pelos companheiros de Fluminense e por parte da mídia, Nenê teve atuações marcantes na Copa do Brasil de 2020. O camisa 77 do Tricolor das Laranjeiras foi titular em todos os seis jogos do time na competição e balançou a rede em metade deles.

Logo na estreia, contra o Moto Club, do Maranhão, fez dois gols na vitória por 4 a 2: um de falta e outro de pênalti; no segundo compromisso do clube carioca, fez mais um, novamente em cobrança de penalidade. A vítima foi o Botafogo-PB.

Na terceira rodada, Nenê foi o destaque do Flu. Fez um hat-trick (três gols) e garantiu o 3 a 0 em cima do Figueirense. Veja a seguir todos os gols que colocaram o meio-campista na história da Copa do Brasil.

Artilheiro do Flu: os números de Nenê em 2020

Os seis gols na Copa do Brasil foram parte da temporada espetacular do jogador de 40 anos pelo Fluminense. Além deles, Nenê anotou outros seis no Campeonato Carioca (em 13 jogos) e oito no Brasileirão (31 partidas). Ele terminou com 20 tentos em 2020, sendo o artilheiro isolado do time. Por apenas um gol ele não igualou a sua temporada mais goleadora no futebol brasileiro. Pelo Vasco, em 2016, foram 21 tentos em 55 jogos.

Maiores artilheiros da Copa do Brasil

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 Artilheiro de uma edição da Copa do Brasil, Nenê ainda está longe dos maiores goleadores de todos os tempos do campeonato. Um companheiro do Fluminense, porém, está no top-3.

O terceiro maior artilheiro da história do torneio mata-mata é Viola. Campeão da Copa do Mundo de 1994, o atacante balançou as redes 29 vezes. A segunda colocação é de um companheiro de Nenê no Fluminense. Fred, também em atividade mesmo com a idade avançada (37 anos), já fez 35 gols na Copa do Brasil. O Baixinho Romário é o líder máximo, com 36 gols no campeonato.

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