O primeiro mundial em território africano foi um espetáculo, digno de uma verdadeira Copa do Mundo. Grandes jogos, momentos históricos e craques desfilando seu talento pelos gramados em busca da maior honraria do futebol.

No final, a Espanha se sagrou campeã pela primeira vez em sua história, ao bater a Holanda na prorrogação com um gol de Andres Iniesta.

Ambos os finalistas tinham elencos estelares e fizeram campeonatos magníficos. Qualquer que fosse o campeão, seria justo. Na Espanha, além de Iniesta, Xavi, Villa, Sergio Ramos e Casillas viviam suas melhores fases na carreira. Do lado holandês, Sneijder vinha de sua melhor temporada e era acompanhado por craques como Robben, Van Persie e Van Der Vaart.

Mas mesmo com dois times finalistas repletos de craques, o melhor jogador da Copa da África do Sul não saiu de nenhum deles.

O uruguaio Diego Forlán, camisa 10 da Celeste, foi eleito como o melhor jogador daquele mundial. O Uruguai fez uma campanha extraordinária e chegou a alimentar a esperança de um tricampeonato após 60 anos. O time ainda tinha Luis Suárez, Cavani, Muslera e outros excelentes jogadores e chegou às semifinais de forma heroica, após Suárez cometer um pênalti contra Gana, nas quartas-de-final, em bola que estava entrando no gol e foi defendida com as mãos pelo atacante. Expulso de campo, ele viu do túnel do vestiário quando a bola da cobrança da penalidade estourou no travessão e o Uruguai garantiu sua classificação às semifinais na decisão por pênltis.

Mas mesmo com este momento heroico do atacante, a campanha uruguaia tinha um nome forte, um dono: seu capitão Forlán. Foi ele quem conduziu o time durante todos os 7 jogos que resultaram na 4ª colocação no mundial. Mesmo na derrota para os holandeses na semifinal, Forlán foi valente e quase conseguiu levar a Celeste à decisão. Ele terminou o mundial com 5 gols, dividindo a artilharia com Müller, Villa e Sneijder.

Mas a grande questão é: será que tudo isso fez dele o maior merecedor do título de craque da Copa? Para isso, precisamos olhar quem eram os outros candidatos e tentar entender o que fez Forlán ficar à frente deles.

Iniesta

Ele fez o gol do título da Espanha, além de ter realizado uma Copa impecável, assim como sua carreira. Ele foi o principal armador da Fúria no mundial, ajudando Villa a ser um dos artilheiros da Copa. Sua participação na criação de jogadas, no auge do tiki taka, foi a principal peça do título espanhol

Sneijder

O holandês foi outro que fez uma Copa impecável. Vestindo a camisa 10 laranja, o craque da Internazionale dominou o time Bert van Marwijk, sagrando-se como um dos artilheiros e exibindo performances magistrais. Ele vivia o auge de sua forma e venceu tudo com a Internazionale naquela temporada, o que o tornaria o principal concorrente à Forlán como craque da Copa. Alguns ainda acham que ele deveria ter sido eleito como melhor do mundo naquele ano, apesar da excelente temporada de Messi. No final, ele não ficou nem entre os 3 melhores.

Villa

O artilheiro espanhol ficou na 3ª colocação na eleição de craque da Copa, atrás de Forlán e Sneijder. Responsável por mais da metade dos gols espanhóis na Copa, Villa conseguiu se destacar em um time conhecido por seu trabalho coletivo e cheio de craques.

Müller

Eleito como revelação do mundial, Thomas Müller chegou como substituto de Michael Ballack, que era o craque do time e foi cortado do mundial, e rapidamente se tornou titular indiscutível da Alemanha.

Com apenas 20 anos de idade, ele não se intimidou e mostrou com 5 gols o que mostraria durante sua carreira: não era pipoqueiro e tinha estrela, sempre aparecendo em momentos importantes, no lugar certo e na hora certa.

Forlán

E então, voltamos ao camisa 10 uruguaio. Que ele era um craque, ninguém duvida, mas há quem ache exagero ele ter sido eleito o melhor do mundial. Mas nós, não.

Forlán era um craque de bola, com inteligência e polivalência. Podia jogar bem como meia, meia armador e centroavante. Foi o principal responsável por articular o ataque uruguaio, que ficou em 3º lugar em gols marcados, sendo 5 de Forlán.

Mas ele teve um diferencial que os outros não tiveram. Ou melhor, os outros tiveram e ele, não: o time. A equipe de Forlán, por melhor que fosse, era muito inferior à Espanha de Iniesta e Villa, à Holanda de Sneijder e à Alemanha de Müller.

Sim, Forlán tinha Cavani e Suárez, mas não podemos achar que Walter Gargano jogava a mesma bola de Schweinsteiger ou que Muslera, um ótimo goleiro, fosse do nível de Casillas. No fim das contas, mesmo com um elenco inferior, Forlán foi capaz de fazer uma Copa tão incrível quanto a de seus pares, se não mais, e isso também deve ser reconhecido. É muito mais fácil jogar com Xavi Hernández do que com Diego Pérez.

 

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