Em entrevista à Betway, zagueiro Felipe, do Atlético de Madrid, aponta diferenças entre o futebol europeu e o brasileiro
O zagueiro Felipe, que brilhou no Corinthians de 2012 a 2016 sob o comando do técnico Tite, é hoje um dos principais zagueiros do Campeonato Espanhol vestindo a camisa do Atlético de Madrid.
O brasileiro, de 33 anos, está há quase seis na Europa e parece adaptado ao modelo de jogo no Velho Continente. Em entrevista à Betway, ele explicou o que precisou mudar no seu jogo e analisou as diferenças para o futebol brasileiro.
“No Brasil, a gente costuma tocar mais a bola e o jogo se torna um pouco mais lento. Aqui, procurei acelerar mais o meu jogo e ser mais objetivo. A velocidade do jogo… ele é bastante dinâmico [na Europa]. É um detalhe que faz a diferença”, explicou o zagueiro, que, pela posição que atua, muitas vezes é responsável por iniciar as jogadas do Atlético em meio a pressões de atacantes adversários.
“Sim [futebol europeu está mais avançado]. Porque, no mundo inteiro, se você for falar de futebol, a Europa é a referência. Normalmente, até quando eu jogava no Brasil, os vídeos de correção [ajustes táticos] são baseados nos jogos da Europa”, contou.
Felipe, que chegou ao clube rojiblanco em maio de 2019, era cotado para uma vaga na Copa do Mundo no Catar, mas acabou dando lugar ao Bremer, da Juventos.
O zagueiro é um dos mais experientes do Atlético e conta com a confiança de Diego Simeone.
No Brasil, Felipe começou a carreira no União Mogi, passou pelo Bragantino e chegou ao Corinthians em 2012. Em pouco tempo, se tornou titular no clube paulista, foi protagonista em títulos importantes e deixou saudade na torcida alvinegra. Foram 116 jogos, 4 títulos e 8 gols com a camisa do Corinthians.
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Com o sucesso na equipe do Parque São Jorge, Felipe foi vendido para o Porto, de Portugal. Ele conquistou o Campeonato Português 2017/18 e foi eleito o melhor zagueiro da competição por duas temporadas consecutivas.
Pelo Atlético de Madrid, também foi peça importantíssima na conquista de La Liga 2020/21, que quebrou a hegemonia de Real Madrid e Barcelona no Campeonato Espanhol e coroou mais um sucesso de Simeone pelo clube rojiblancos.
Felipe fala sobre atacantes mais difíceis de marcar
Na conversa com a reportagem, o brasileiro Felipe também falou sobre suas referências no futebol. Ele elogiou três atacantes que, segundo ele, são imprevisíveis por causa do talento com a bola e muito difíceis de marcar.
“No início [da carreira], eu tinha o Ricardo Oliveira como uma grande referência, ele era um grande atacante e era muito inteligente. E aqui na Europa não posso deixar de falar dos maiores: Cristiano Ronaldo e Messi, que são jogadores com muito recurso. Por mais que a gente estude para entender a melhor forma de marcar, é complicado. Além disso, são pessoas com muita história no futebol, que eu respeito bastante”, disse o zagueiro brasileiro.
Perguntado sobre os ídolos, Felipe destacou as carreiras de Ronaldo Fenômeno e Cafu, embora nenhum deles seja zagueiro. Os jogadores, que estiveram na conquista do pentacampeonato da seleção brasileira, em 2002, são referências mundiais. Para o zagueiro, as carreiras sólidas e vitoriosas da dupla servem como inspiração.

















