A janela de transferências de verão da Europa em 2021/22 foi agitada e inédita em um sentido: nunca Lionel Messi (reforço do Paris Saint-Germain) e Cristiano Ronaldo (de volta ao Manchester United), os dois melhores jogadores do mundo nos últimos 15 anos, haviam mudado de time ao mesmo tempo.

Messi, que não conseguiu renovar seu contrato com o Barcelona -- mesmo com vontade própria -- por conta do fair-play financeiro de La Liga, acabou se transferindo para o PSG e faz um trio de ataque dos sonhos com Neymar e Mbappé.

Cristiano Ronaldo, que estava insatisfeito na Juventus, ficou muito próximo de acertar a ida para o Manchester City, mas de última hora mudou o destino dentro da cidade inglesa, escolhendo a opção em que tinha familiaridade e é ídolo.

De volta para casa, o astro português acertou seu retorno para o Manchester United. Não foi o clube inglês que o revelou, mas foi com a camisa vermelha que Cristiano virou o CR7, ganhou o primeiro prêmio de melhor do mundo e foi campeão da Champions League encantando o planeta.

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Além da Champions, CR7 faturou três vezes a Premier League na primeira passagem, uma Copa da Inglaterra e o Mundial de Clubes. Referência e ídolo absoluto, o português agora tem o desafio de repetir a dose de sucesso, aos 36 anos. Será que ele consegue?

Paralelamente, o movimento de retornar ao clube em que se tornou ídolo não é exclusividade de Cristiano Ronaldo. Abaixo, veja outros grandes jogadores que se tornaram ídolos de alguma equipe, saíram, mas voltaram para o clube em que ‘cresceram’ no futebol.

Griezmann – Atlético de Madri

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Se Cristiano Ronaldo acabou de retornar ao Manchester, a janela de transferências de verão registrou outro movimento de “volta para casa”. Antoine Griezmann, campeão da Copa do Mundo com a França em 2018, brilhou por cinco anos no Atlético de Madri. O canhoto por anos era a válvula de escape do time de Simeone e responsável por lances de efeitos, dribles e golaços na capital da Espanha.

Em 2019, porém, Griezmann quis mudar de ares. O atacante francês se transferiu para o Barcelona com um valor astronômico de 120 milhões de euros. Ele chegou com pinta de craque no Barça (como de fato é), mas havia a incógnita de como atuaria ao lado de Messi , já que ambos os jogadores sentem-se mais à vontade na mesma posição: abertura pela direita.

No fim, o investimento nunca foi justificado. Griezmann amargou duas temporadas ruins, passou algum tempo no banco de reservas e viu-se sem saída: em 2021/22, retornou ao Atlético de Madri, onde viveu a melhor fase da carreira, por empréstimo. Ele tem uma temporada para reagir à má fase e, quem sabe, ser recomprado pelo time da capital.

Hummels e Gotze – Borussia Dortmund

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Mats Hummels e Mario Gotze ganharam destaque no futebol europeu praticamente no mesmo período: ambos brilharam no ótimo Borussia Dortmund treinado por Jürgen Klopp. Foi o último clube alemão capaz de bater de frente com o Bayern de Munique no país, no início da década de 2010.

Tanto o zagueiro como o meio-campista acabaram vendidos para o time de Munique e foram taxados de traidores. Mas o sucesso no time vermelho nunca chegou próximo ao desempenhado pela dupla na equipe de Dortmund.

Hummels foi para o Bayern de Munique na temporada 2016/17 e retornou para o local onde é ídolo em 2019/20. Ele permanece até hoje no clube e é um dos líderes do elenco. Já Gotze, que saiu para o time bávaro em 2013/14, voltou na temporada 2016/17, mas nunca foi aceito da mesma forma como era tratado na primeira passagem. Hoje, defende o PSV, da Holanda.

Tevez – Boca Juniors

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Criado no Boca Juniors, ídolo e torcedor do clube, Carlitos Tevez fez uma carreira de sucesso no Brasil defendendo o Corinthians, e na Europa, atuando em clubes da Inglaterra (Manchester City) e da Itália (Juventus).

Em determinado momento da carreira, quando talvez vivia o seu auge, na Velha Senhora, o atacante decidiu retornar para casa, em 2015. Houve uma temporada no Shanghai Shenhua, da China, em 2017, mas Tevez novamente voltou ao Boca. Aos 37 anos, o jogador deve se aposentar na equipe em que o projetou para o futebol mundial: em 2003, ele venceu a Libertadores com a camisa da equipe argentina.  

Henry – Arsenal

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Thierry Henry tem uma história curiosa com o Arsenal em relação a um retorno de um ídolo depois de uma primeira passagem irretocável. Campeão da Premier League (duas vezes) e vice da Champions League com os Gunners no começo do século, Henry retornou para uma breve passagem em 2012. Mas ela não foi curta por insucesso do atleta, tudo foi planejado.

Quando tinha 34 anos, Henry foi emprestado do New York Red Bulls para o clube londrino. Ele se juntou ao elenco durante dois meses (janeiro e fevereiro), enquanto Gervinho e Marouane Chamakh disputaram a Copa Africana de Nações.

"Quando se trata do Arsenal, meu coração sempre está aberto", disse Henry, em 2012. "Assim que soube do plano, ficou tudo certo para mim. Não estou aqui para ser um herói ou provar alguma coisa, estou vindo apenas para ajudar. As pessoas têm que entender isso."

A curta, mas planejada segunda passagem de Henry pelo Arsenal registrou mais sete jogos e dois gols para a rica ligação do jogador francês com o clube inglês.

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