A edição de 2022 da Libertadores é a 63ª da história do torneio, que surgiu em 1960. De lá para cá, apenas 12 campeões foram consagrados por disputa de pênaltis na final. Até o meio da década de 80, vale destacar, era comum haver um jogo de desempate quando o resultado não era definido nas partidas de ida e volta. Esse regulamento, em muitas ocasiões, evitou casos que seriam de cobranças de penalidades.

As disputas de pênalti se tornaram mais recorrentes a partir da década de 90, depois de a terceira partida, a de desempate, ser abolida. A competição continuou com o critério de ida e volta na finalíssima até 2018. Em 2019, a decisão aconteceu em duelo único – com sede pré-definida – pela primeira vez. Flamengo e River Plate se enfrentaram em Lima, no Peru, e o Mengão levou a melhor, ficando com o título.

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As edições de 2020 e 2021 também tiveram final única, e o modelo deve seguir para os próximos anos, já que tem feito sucesso. O Palmeiras é o atual bicampeão. A primeira foi contra o Santos, no Maracanã, Rio de Janeiro, e a segunda contra o Flamengo, em Montevidéu, no Uruguai.

O Verdão é o time brasileiro que mais chegou em finais (ao lado do São Paulo), o que mais disputou a competição e o que tem mais jogos da Copa Libertadores.

O Alviverde, assim como muitos clubes brasileiros, esteve envolvido em disputas por pênaltis em decisões do torneio continental. Das 12 finais que acabaram assim, oito tiveram algum time do Brasil. Veja, a seguir, a lista de todos os campeões que foram consagrados nas penalidades.

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Cruzeiro x Boca Juniors (1976)

A primeira final de Libertadores definida nos pênaltis envolveu de cara um time brasileiro. O Cruzeiro, que era o atual campeão, enfrentou o Boca Juniors, tradicional time argentino, mas que não tinha nenhum título do torneio até então.

O primeiro duelo, em solo argentino, em La Bombonera, terminou com vitória do Boca por 1 a 0. Na volta, no Mineirão, a Raposa venceu também por 1 a 0, com gol de Nelinho. Houve uma partida de desempate, em Montevidéu, no Uruguai, que terminou em 0 a 0. A solução, então, foi decidir nos pênaltis. Os argentinos, por 5 a 4 nas cobranças, levaram a melhor.

América de Cali x Argentinos Juniors (1985)

Quase dez anos depois, em 1985, a Libertadores voltou a ter campeão definido nas penalidades. A situação foi parecida com a de 1977. Os dois finalistas, Argentinos Juniors e América de Cali, venceram em suas respectivas casas por 1 a 0. O terceiro jogo, no Paraguai, acabou empatado por 0 a 0. Nos pênaltis, os argentinos fizeram 5 a 4 e ficaram com a taça.

Atlético Nacional x Olimpia (1989)

Em 1989, não houve um terceiro jogo. Olimpia, do Paraguai, e Atlético Nacional, da Colômbia, se enfrentaram apenas em ida e volta, com cada equipe vencendo em casa por 2 a 0. Houve, então, disputa por pênaltis, e os colombianos saíram vitoriosos por 5 a 4.

São Paulo x Newell's Old Boys (1992)

Em 1992, um time brasileiro voltou a estar envolvido em uma disputa por pênaltis na final. O São Paulo, comandado por Telê Santana, que fez a equipe virar potência mundial, perdeu o jogo de ida da decisão para o Newell's Old Boys, da Argentina, por 1 a 0.

Na volta, no Morumbi, devolveu o placar, também vencendo por 1 a 0, com gol marcado por Raí. O duelo foi para os pênaltis. O goleiro Zetti, do Tricolor, defendeu a última cobrança, de Gamboa, e garantiu, com placar de 3 a 2, o primeiro dos três títulos da equipe no torneio.

São Paulo x Vélez Sarsfield (1994)

O São Paulo voltou a uma decisão por pênaltis em 1994, em busca do tri, já que havia sido campeão também em 1993. O roteiro foi parecido com o de 1992, mas com um final triste para os tricolores. O adversário era outro argentino, o Vélez Sarsfield, e os dois jogos terminaram 1 a 0 para os respectivos mandantes. Nas cobranças de pênalti, porém, o time paulista não repetiu o feito, e perdeu por 5 a 3.

Palmeiras x Deportivo Cali (1999)

Em 1999, foi a vez do Palmeiras experimentar a tensão de uma disputa por penalidades na final diante do Deportivo Cali, da Colômbia. O Verdão perdeu o primeiro jogo, fora de casa, por 1 a 0, e ganhou na volta, no antigo estádio Palestra Itália, por 2 a 1, com gols de Evair e Oséasveja os brasileiros que já foram artilheiros da Libertadores.

Nos pênaltis, o Alviverde perdeu o primeiro, cobrado por Zinho, mas se recuperou nas duas últimas cobranças do Deportivo Cali: Bedoya acertou a trave; Zapata chutou para fora. O placar ficou em 4 a 3, e o Palmeiras levou a primeira taça na competição.

Palmeiras x Boca Juniors (2000)

No ano seguinte, o Verdão voltou à final e voltou a disputar por pênaltis. Dessa vez, o adversário era o Boca Juniors. Na ida, na Argentina, os clubes empataram por 2 a 2. Na volta, no Morumbi, não saíram do 0 a 0.

Nas penalidades, Asprilla e Roque Júnior perderam pelo Palmeiras, e todos do Boca converteram para o gol, vencendo por 4 a 2 e levando a taça.

Boca Juniors x Cruz Azul (2001)

O Boca também esteve na disputa por pênaltis na final do ano seguinte, em 2001, contra o Cruz Azul, do México, depois de as partidas de ida e volta terem sido vencidas, cada uma por um time, por 1 a 0. Os argentinos foram campeões com placar de 3 a 1 nas penalidades.

São Caetano x Olimpia (2002)

Em 2002, a Libertadores foi decidida nos pênaltis pela quarta vez seguida. O brasileiro São Caetano, que chegou pela primeira e única vez à final, encarou o Olimpia, do Paraguai, e ganhou o jogo de ida, fora de casa, por 1 a 0. Mas não segurou a vantagem na volta, perdeu por 2 a 1. Nos pênaltis, derrota por 4 a 2, dando adeus ao sonho do título continental.

Once Caldas x Boca Juniors (2004)

Mais uma vez Boca Juniors. Os argentinos também estiveram envolvidos na final de 2004, contra o Once Caldas, da Colômbia, e perderam. Após dois empates nas partidas (0 a 0; 1 a 1), os colombianos venceram os argentinos, nas penalidades, por 2 a 0.

Fluminense x LDU (2008)

Em 2008, o Fluminense teve a chance de conquistar a Libertadores pela primeira vez. Depois de perder o jogo de ida para a LDU, do Equador, fora de casa, por 4 a 2, conseguiu reverter a situação no Maracanã, vencendo por 3 a 1, com três gols de Thiago Neves, e garantindo a disputa nas penalidades.

Foram os equatorianos, porém, que levaram a melhor. Fizeram 3 a 1 nos pênaltis e comemoraram o título.

Atlético-MG x Olimpia (2013)

A última disputa por pênaltis em decisão aconteceu há quase 10 anos, em 2013, e também teve um time brasileiro. O Atlético-MG perdeu o duelo de ida para o Olimpia, no Paraguai, por 2 a 0. Sem desistir, venceu por 2 a 0 na volta, no Mineirão, e conseguiu levar a disputa para as penalidades. O Galo fez 4 a 3 nos pênaltis, diante da torcida, e conquistou o primeiro título na competição.

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