Vencer a Copa Libertadores não é tarefa fácil e por isso o slogan da competição é “Glória eterna”. Para dominar a América, é necessário ser forte e fatal em casa, superior a outras escolas do futebol do continente e aguentar a pressão nos jogos como visitante -- as torcidas sul-americanas são um show à parte na competição.

Dentro deste cenário equilibrado e de clima hostil para a equipe visitante, são poucas as equipes que conseguem manter a invencibilidade até a conquista do troféu -- como a Betway já mostrou, a maioria dos títulos sem derrotas aconteceu nas décadas de 1960 e 1970, quando a Libertadores era mais curta, principalmente para a equipe campeã da edição passada.

Disputada desde 1960, a Copa Libertadores teve a fase de grupos padronizada com seis partidas (três como mandante, três como visitante) em 1968 pela Conmebol. Ainda assim, vale destacar, o clube que havia sido campeão na temporada passada ganhava o privilégio de entrar só no mata-mata.

Algo que demonstra o equilíbrio e a dificuldade da fase de grupos da Libertadores é o fato de que, em mais de 50 anos de disputa com seis rodadas na fase inicial, apenas três times conseguiram vencer todos os jogos e ter 100% de aproveitamento.

Os três clubes que conseguiram o feito, aliás, são campeões da Libertadores ao menos uma vez: Boca Juniors, Santos e Vasco da Gama. Abaixo, relembre como foram as campanhas com seis vitórias na fase de grupos de cada um desses gigantes da América do Sul.

Santos (2007)

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Classificado para a pré-Libertadores em 2007, o Santos não teve muita dificuldade para confirmar uma vaga na fase de grupos. Ainda no formato antigo de apenas um duelo na fase preliminar, o clube paulista venceu duas vezes o modesto Blooming, da Bolívia, e se garantiu com tranquilidade na competição após um 6 a 0 no agregado.

Já de início, o Peixe deu sorte no sorteio das chaves. Enfrentou Defensor Sporting-URU, Gimnasia y Esgrima-ARG e Deportivo Pasto-COL.

O primeiro duelo foi na Colômbia: vitória por 1 a 0 da equipe treinada por Vanderlei Luxemburgo, gol de Maldonado. Em seguida, o clube paulista bateu o Defensor Sporting-URU por 1 a 0 na Vila Belmiro. Zé Roberto fez o único tento. O Gimnasia y Esgrima-ARG não foi capaz de oferecer perigo e levou um 3 a 0 na Vila (Marcos Aurélio, Cléber Santana e Zé Roberto anotaram os gols).

Depois, a equipe brasileira venceu o Gimnasia na Argentina (2 a 1, gols de Marcos Aurélio e Zé Roberto), aplicou 2 a 0 no Defensor Sporting (Marcos Aurélio e Rodrigo Tabata) e encerrou a campanha perfeita com 3 a 0 diante do Pasto-COL (gols de Carlinhos, Pedrinho e Rodrigo Tiuí).

Foram 12 gols marcados e apenas um gol sofrido, fechando a chave com 11 gols pró. Zé Roberto, que foi o artilheiro do Peixe naquela Libertadores, com sete gols, foi o grande destaque da equipe.

Embalado e confiante, o Peixe derrotou o Caracas-VEN nas oitavas, venceu o América-MEX nas quartas, mas perdeu para o Grêmio na semifinal. O time de Mano Menezes, que tinha Tcheco, Carlos Eduardo e Diego Souza, foi vice-campeão da Libertadores contra o Boca Juniors.

Vasco (2001)

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Protagonista do futebol brasileiro em 2000 (campeão do Brasileirão), o Vasco havia vencido a Libertadores de 1998 e estava acostumado a jogar a competição continental. Com um timaço que contava com Helton, Odvan, Gilberto, Juninho Paulista, Euller e os tetracampeões do mundo Bebeto e Romário, o Cruz-maltino era temido no continente.

Diferentemente da campanha do Santos, o Vasco pegou times mais complicados na única vez em que teve 100% de aproveitamento na primeira fase. Venceu todas da chave que continha América de Cali-COL, Deportivo Táchira-VEN e Peñarol-URU.

Primeiro, o time de PC Gusmão venceu duas fora de casa. Cali e Táchira foram derrotados por 1 a 0 e 3 a 0, respectivamente, com destaque para Euller, que marcou nos dois jogos. Em São Januário, Viola foi à rede duas vezes na vitória por 2 a 0 diante do Peñarol.

Cali (4 a 1) e Táchira (3 a 2) voltaram a ser vítimas do clube carioca, desta vez com Romário fazendo três gols nos dois jogos, e o Cruz-maltino fechou a campanha perfeita com um 3 a 1 no tradicional time do Uruguai.

Favorito ao título da Libertadores depois da campanha perfeita, com 18 pontos, 16 gols marcados e cinco sofridos (saldo de 11 gols), o Vasco caiu para o Boca Juniors nas quartas de final. Um agregado de 4 a 0 encerrou a boa campanha vascaína e deu moral para o clube argentino, campeão daquela Libertadores em 2001.

Boca Juniors (2015)

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O Boca Juniors, quando conseguiu vencer todas as partidas da fase de grupos, viveu situação semelhante ao do Santos: deu sorte no chaveamento e pegou adversários fracos na Libertadores de 2015. Montevideo Wanderers-URU, Palestino-CHI e Zamora-VEN eram as modestas equipes do grupo do temido clube argentino naquela edição.

Em campo, Lodeiro, Bentancur, Fuenzalida, Tevez, Pavón, Jonathan Calleri e companhia passaram por cima dos rivais. Palestino (2 a 0), Montevideo Wanderers (2 a 1) e Zamora (5 a 0) foram derrotados no primeiro turno.

Nas partidas de volta, o Boca venceu o Zamora (5 a 1) na Venezuela, derrotou o Montevideo Wanderers (3 a 0) no Uruguai e encerrou a participação com um 2 a 0 no Palestino.

O mágico desempenho na fase de grupos, que supera as campanhas das equipes brasileiras por causa do saldo (17 gols pró), foi brutalmente interrompido. O mata-mata da Libertadores reservou um Boca Juniors x River Plate nas oitavas, mas a partida de volta, na Bombonera, foi encerrada no intervalo após jogadores do River serem atingidos com gás de pimenta pela torcida.

Além de excluir o Boca daquela Libertadores, classificando o River para as quartas, a Conmebol puniu o clube com quatro jogos com portões fechados na edição seguinte. O título ficou com os Milionários.

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