Três países dominam o futebol na América do Sul desde que o esporte foi popularizado no continente: Argentina, Brasil e Uruguai. Campeões da primeira Copa do Mundo, em 1930, e da edição em solo brasileiro em 1950, os uruguaios surgiram como primeira grande força sul-americana, mas viram os outros dois países crescerem e dominarem principalmente a Copa Libertadores.

No início da competição continental, na década de 1960, o domínio era argentino e uruguaio. O único time ‘intruso’ na galeria de campeões da Libertadores foi o Santos de Pelé, que conquistou o bicampeonato em 1962 e 1963.

Primeiro, o Peixe do Rei do Futebol, Pepe e Coutinho desbancou o Peñarol, do Uruguai, em 62; no ano seguinte, a vítima foi o temido Boca Juniors, da Argentina, derrotado em plena Bombonera pela equipe paulista.

Depois do triunfo duplo do Santos, o Brasil viveu um jejum e passou longe da ‘Glória eterna’. O domínio de argentinos e uruguaios só foi novamente interrompido pelo Cruzeiro, em 1976. A Raposa bateu o River Plate em três jogos e evitou que mais uma taça fosse para a Argentina.

Um quarto país só experimentou o que era vencer a Libertadores em 1979. O Olímpia, do Paraguai, venceu o Boca Juniors na decisão e garantiu o primeiro título continental do país. Da década de 1980 em diante, a Libertadores viveu uma certa descentralização e, nos anos 1990, conheceu diversos novos campeões.

Ainda assim, em 60 anos de história do maior torneio da América do Sul, os três principais países do continente lideram o futebol local. Além de Argentina, Brasil e Uruguai, outros quatro países venceram a Libertadores.

O Paraguai (Olímpia, três vezes) e a Colômbia (Atlético Nacional, duas vezes, e Once Caldas) têm três títulos cada. O Chile, com o Colo-Colo, e o Equador, com a LDU, conquistaram o campeonato em uma única ocasião.

Abaixo, veja quem tem mais títulos da Libertadores entre Argentina, Brasil e Uruguai e estatísticas de cada país na competição.

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Uruguai: 8 títulos

media PABLO PORCIUNCULA/AFP via Getty Images

Campeão das duas primeiras edições da Libertadores com o Peñarol, o Uruguai tem bastante tradição na competição por conta do futebol de raça, brigador e forte defensivamente. Além do espírito em campo, que torna a seleção competitiva também em Copas do Mundo, a torcida local impulsiona bastante os clubes e foi essencial em algumas conquistas.

Curiosamente, a força uruguaia está dividida em dois times: o Peñarol, pentacampeão e terceiro clube mais vitorioso da Libertadores, e o Nacional, com três troféus. Chama a atenção, no entanto, o jejum dos maiores times do país, que não vencem a Libertadores há muito tempo.

O Peñarol ganhou seu último troféu em 1987; o Nacional, confirmando a força do futebol uruguaio à época, conquistou a sua terceira taça no ano seguinte, em 1988. Já são mais de 30 anos longe da ‘Glória eterna’.

No geral, o Uruguai tem 50% de aproveitamento em finais de Libertadores. Além dos oito títulos, foram oito vice-campeonatos ao longo da história. É o terceiro melhor aproveitamento, atrás apenas de Brasil e Argentina.

Brasil: 21 títulos

media Franklin Jacome/Getty Images

Próximo de seu 21º título de Libertadores, já que a edição de 2021 será decidida entre brasileiros (Flamengo x Palmeiras), o Brasil demorou para se destacar no torneio continental, mas vem se consolidando nos últimos anos como o grande país da competição máxima da Conmebol.

Talvez a maior explicação para isso seja a maior estrutura financeira do país, que naturalmente resulta em melhores jogadores e times do continente. Todo ano, os brasileiros chegam às fases finais.

Outro ponto importante para o Brasil, que não fala espanhol e sempre se viu ‘prejudicado’ diante dos vizinhos Uruguai e Argentina, é a modernização do campeonato. Com a introdução do VAR e outras medidas, há menos pressão em cima da arbitragem em jogos da equipe mandante -- até 1980, a tônica da Libertadores era o clima hostil fora do Brasil e arbitragens polêmicas.

Prestes a atingir 21 títulos, o Brasil se aproxima da Argentina e é o país com a maior variedade de campeões. Ao todo, dez clubes brasileiros já sentiram o sabor de atingir a ‘Glória eterna’: São Paulo, Grêmio, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Internacional, Flamengo, Corinthians, Atlético-MG e Vasco.

Em finais, o Brasil tem 55,2% de aproveitamento na Libertadores, com 21 conquistas e 17 vice-campeonatos (já contabilizando a edição de 2021).

Argentina: 25 títulos

media Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

País mais tradicional na Libertadores, a Argentina lidera o ranking do continente com 25 troféus. Fora das semifinais na edição de 2021, os ‘hermanos’ vivem uma crise após um período de domínio principalmente do River Plate de Marcelo Gallardo. Foram dois títulos e um vice dos Milionários de 2015 a 2020.

O número elevado de títulos pode ser explicado por diversos fatores: a Argentina sempre teve grandes jogadores e boas equipes em sua história e faz jogos épicos diante de brasileiros e uruguaios. Em finais, o aproveitamento é altíssimo: 67,5%. São 25 vitórias e 12 vice-campeonatos.

Além do Independiente, ‘Rei de copas’ com sete conquistas, Boca Juniors (seis troféus) e River Plate (quatro taças) são os terrores do continente por conta de suas torcidas. Jogar na Bombonera ou no Monumental de Núñez nunca é uma tarefa simples.

No total, oito times argentinos já venceram a Copa Libertadores: além do tradicional trio citado acima, Estudiantes (4), San Lorenzo (1), Racing (1), Vélez Sarsfield (1) e Argentinos Juniors (1) conquistaram o continente.

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