Pode não parecer, sua memória pode te enganar, mas Lucas Paquetá tem apenas 25 anos. Essa informação às vezes assusta, porque, o ainda menino prodígio, estreou no time profissional do Flamengo no longínquo ano de 2016. E quanta coisa aconteceu desde então. Foi campeão carioca, se transferiu para o Milan, foi chamado pela primeira vez para defender a Seleção Brasileira, ganhou a Copa América de 2019, foi para o Lyon, se firmou como titular na seleção comandada pelo Tite e, finalmente, foi tentar a sorte na Inglaterra. 

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No West Ham, encontrou uma ótima estrutura, uma torcida fanática. Um estádio lindo - o Olímpico de Londres, com capacidade para mais de 62 mil pessoas. Encontrou também um dos jogadores mais promissores da Inglaterra: “O Declan Rice tem uma qualidade enorme. É um jogador que não se esconde. Quer sempre a bola, quer sempre propor o jogo, e para mim é um privilégio jogar ao lado dele. É bom ter jogadores assim do seu lado, que querem jogar, que querem ajudar, e essa troca entre a gente fica cada vez mais natural, cada vez mais a gente vem se entendendo.   

Nossa equipe conversou com exclusividade com Lucas Paquetá, confira a entrevista abaixo.      

Como jogador do West Ham, o meia brasileiro ainda busca o primeiro gol. Tem uma assistência em 12 partidas. Mas, nada que preocupe. Afinal, estamos falando da liga mais competitiva do mundo: ”A intensidade é algo diferente, pelo menos da liga italiana em que eu joguei e da liga francesa. O ritmo do jogo é muito intenso, e isso pesou um pouco na minha chegada, mesmo nos treinos, bem pesados. Mas acredito que estou me adaptando e a cada jogo sinto uma evolução”.    

Quando começava a se sentir mais leve, mais a vontade em campo, veio uma lesão rara, nos ligamentos da articulação esternoclavicular. Para facilitar o entendimento: na ponta da clavícula, região próxima ao pescoço. Susto. Faltava pouco mais de um mês para a Copa do Mundo. Não era hora disso acontecer: “Quando tive a lesão, tive muito medo, porque fiquei sem saber o que era. Disputar a Copa do Mundo é um sonho de criança. É um sonho não só meu, mas da minha família, dos meus pais, da minha esposa.”

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Mas, não passou de um susto. Paquetá logo começou o tratamento, a recuperação, a se movimentar, e tudo indica que estará 100% para a disputa do mundial. Ele, que esteve entre os pré-convocados para a Copa de 2018 mas acabou não sendo chamado, não vê a hora de representar o país no Catar. Já sonha com o primeiro gol no mundial: “Vai ter dancinha, porque isso não tem jeito, é uma marca nossa já”. E claro, com o título: “Acho que eu vou chorar muito de emoção, né”?            

O jogador do West Ham sabe que o Brasil aparece como um dos favoritos nos sites de apostas na Copa do Mundo 2022, só que deixa esse otimismo para os torcedores: “Vai ser uma Copa bem disputada, mas a gente acredita muito no nosso trabalho. Acho que o nosso ponto forte é esse, acreditar no nosso trabalho, acreditar em tudo que veio plantando pouquinho a pouquinho, para na Copa colher os frutos”.        

Paquetá tem plena noção do enorme desafio. Sabe que serão 215 milhões de pessoas torcendo, chorando, gritando. E claro, reclamando. Faz parte do jeito brasileiro de torcer. Pressão? Existe, não há porque esconder: “No início foi um pouco difícil vestir a camisa da seleção, confesso. Era um moleque, recebi algumas críticas, que são normais, você tem que escutar. Não concordava com algumas, mas escutava de cabeça baixa, tranquilo. Trabalhei muito e a partir daí fui ganhando confiança”.              

E é com essa confiança que Paquetá que chegar no Catar. Ser um protagonista na Copa e trazer o tão esperado hexa para casa.