O confronto entre Palmeiras e Santos na decisão da Copa Libertadores de 2020 foi um capítulo histórico da rivalidade entre os grandes clubes paulistas. Seja com o Alviverde, o Alvinegro ou com São Paulo e Corinthians, clássicos paulistas paralisam o estado e ocupam uma imensa parte da história do futebol da metrópole.

É assim hoje em dia, no Campeonato Paulista, no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Libertadores, como era no século passado, em que o Estadual tinha ainda mais importância e arrastava multidões aos estádios -- principalmente nos clássicos envolvendo esses quatro times.

A força dos gigantes de São Paulo é tanta que, também no século passado, cada confronto ganhou um apelido. Por exemplo, qualquer duelo entre Corinthians e São Paulo é chamado de Majestoso.

Já quando o Timão enfrenta o Palmeiras é dia de Derby -- ou Dérbi, dependendo do veículo de imprensa. Há ainda o Choque-Rei (São Paulo x Palmeiras), o San-São (Santos e São Paulo), o Clássico da Saudade (Santos x Palmeiras) e o Clássico Alvinegro (Santos x Corinthians).

Você sabe qual é a origem do apelido de cada clássico paulista? Por que os duelos têm esses nomes? Uma dica: todos eles foram criados pelo prestigiado jornalista Thomaz Mazzoni, que foi um incentivador do futebol do estado nas décadas de 1930 e 1940.

Abaixo, a Betway conta a história dos seis clássicos centenários e como eles influenciaram (e influenciam até hoje) a vida dos paulistanos durante este período.

Derby: Palmeiras x Corinthians

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Considerado por muitos como a maior rivalidade do estado, Palmeiras x Corinthians é disputado desde 1917, quando o então Palestra Itália venceu o time do Parque São Jorge por 3 a 0. Caetano Izzo foi o responsável por fazer os três gols da equipe de origem italiana no primeiro confronto.

A rivalidade entre as equipes surge em um momento de transformação do futebol brasileiro. Antes restrito à elite paulistana, a modalidade começou a ser democratizada no início do século XX, e Palestra Itália (antigo nome do Palmeiras) e Corinthians foram dois times precursores dessa inserção de classes mais baixas no esporte.

O clássico, que crescia no estado a cada ano, ganhou o apelido de Derby por Thomaz Mazzoni, o prestigiado jornalista que fez sucesso em A Gazeta Esportiva nas décadas de 1930 e 1940. Ele deu este nome, com ‘y’ na grafia, ao duelo entre Palmeiras e Corinthians em referência ao Derby de Epsom, a mais importante corrida de cavalo do mundo. A associação aconteceu porque alviverde e alvinegro eram as grandes potências da época.

Majestoso: Corinthians x São Paulo

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Como o São Paulo foi fundado mais tarde do que os rivais (1930), a origem dos apelidos dos clássicos envolvendo o Tricolor é um pouco mais recente. Mazzoni, no caso da partida contra o time do Parque São Jorge, estampou a capa do jornal no dia seguinte de um clássico realizado em 24 de maio de 1942.

O jogo, que terminou em empate por 3 a 3 (os corintianos igualaram o marcador nos minutos finais), marcou a estreia de Leônidas da Silva (o Diamante Negro) no São Paulo e teve mais de 70 mil pessoas presentes no Pacaembu.

“Na segunda-feira (25), após o jogo, o jornal A Gazeta Esportiva estampou na capa o título ‘Choque Majestoso!’ por causa do fato de que qualquer um dos dois times poderia ter vencido aquela partida, disputada com galhardia, combatividade e com viradas no placar. Foi a primeira vez que se referiam, desta maneira, ao confronto entre São Paulo e Corinthians”, destaca o site oficial do Tricolor paulista.

Choque-Rei: São Paulo x Palmeiras

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No caso de São Paulo x Palmeiras, a década de 1940 foi determinante para o apelido dado por Mazzoni ao clássico. As equipes, que se destacaram no Paulistão e dividiram nove conquistas entre 1942 e 1950, protagonizavam, à época, verdadeiros embates dentro e fora de campo, com importantes brigas políticas. Por isso o nome de Choque-Rei. A Gazeta Esportiva destacou os jogos entre os rivais com mais de 100 mil pessoas para também justificar o apelido.

San-São: Santos x São Paulo

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Na hora de apelidar o clássico entre Santos e São Paulo, Thomaz Mazzoni, de origem italiana, teve mais facilidade. Ele contou com a ajudinha da junção dos nomes dos dois clubes. Como San-São é sonoro, já que remete ao personagem bíblico Sansão, o editor de A Gazeta Esportiva teve mais facilidade na hora do momento criativo. O apelido surgiu na década de 1940.

Clássico da Saudade: Santos x Palmeiras

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Santos x Palmeiras disputam um clássico ‘saudosista’. Ao menos no nome. Isto porque o apelido surgiu em referência aos dois melhores times do futebol brasileiro na década de 1960. O Santos, de Pelé, fazia história mundialmente. O Rei comandava a equipe que brilhou em excursões por todos os continentes.

Havia, à época, poucos times que enfrentavam de igual para igual aquele Peixe. O principal adversário era o Palmeiras, da Academia de Futebol, que vencia o rival pelo talento principalmente de Ademir da Guia. Desta forma, a saudade remete a uma época marcante, de grande auge das equipes.

Clássico Alvinegro: Santos x Corinthians

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O último capítulo da história dos clássicos paulistas é de Corinthians e Santos. Sem um apelido inusitado, os clubes receberam uma alcunha mais convencional para quando duelam. Como os dois são alvinegros, nada mais justo do que “Clássico Alvinegro” para representar a rivalidade. Até por conta de ser um nome mais comum, é o menos famoso dos seis apelidos paulistas.

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