É impossível dissociar a história de Roberto Dinamite do Vasco da Gama. Considerado um dos maiores jogadores do clube carioca, o atacante brilhou nas décadas de 1970 e 1980 e se transformou no Dinamite que explodia São Januário e o Maracanã. O faro de gol absurdo e a força física o colocaram no topo no Campeonato Brasileiro: ninguém fez mais do que os 190 gols do ex-jogador em toda a competição nacional.

Não bastasse o recorde histórico no Brasileirão, Dinamite também é o maior goleador do Campeonato Carioca: ele balançou as redes em 284 oportunidades, e lidera o ranking do estadual à frente de Zico (239 gols), grande ídolo do rival Flamengo.

Os números de Roberto com a camisa do Vasco são realmente impressionantes. Com a camisa do Cruzmaltino, o ex-jogador conquistou o Campeonato Brasileiro de 1974 e o Campeonato Carioca em cinco oportunidades: 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992, quando ele retornou ao clube que o lançou para o futebol mundial para encerrar a carreira.

Além do Vasco, Dinamite teve uma curta passagem pelo Barcelona, com 11 jogos e três gols, e dois empréstimos: para Portuguesa e Campo Grande-RJ. Somadas as passagens pelos dois times, foram 31 partidas e nove bolas na rede.

Fora isso, Dinamite brilhou mesmo com a camisa do Vasco da Gama, hoje na Série B do Brasileirão. Foram 20 anos de dedicação ao clube carioca dentro de campo, com 754 jogos e 475 gols. O ídolo vascaíno, que ultrapassou a marca de 500 tentos na carreira, teve uma incrível média de 0,62 gol a cada 90 minutos. É um número muito elevado para quem passa de 700 partidas por uma equipe.

Após encerrar a carreira, Roberto Dinamite ainda se aventurou nos bastidores do clube. Ele se candidatou à presidência, venceu a eleição duas vezes e permaneceu no comando geral do time por seis anos. A passagem no cargo não repetiu o sucesso de outrora, no entanto.

Em seis anos como presidente do clube pelo qual se notabilizou como maior ídolo, Dinamite amargou dois rebaixamentos (2008 e 2013) e apenas um momento de glória: o inédito título da Copa do Brasil, em 2011. O péssimo trabalho fez com que ele deixasse a gerência do Vasco, em 2014, bem enfraquecido internamente.

Voltando à carreira do jogador que mais brilhou com a camisa do Vasco no século passado, Roberto não foi apelidado de Dinamite à toa. A força e a explosão em campo, aliadas a um chute muito potente para a época, fizeram o atacante virar ‘explosivo’.

Mas você conhece a origem do nome Roberto Dinamite? Sabe quando e por que ele surgiu? A seguir, conheça a história do apelido do maior artilheiro do Campeonato Brasileiro e do Carioca.

Como surgiu o apelido, Roberto Dinamite?

Nada melhor do que o próprio Roberto Dinamite para responder: como surgiu o apelido do maior jogador da história do Vasco? Em entrevista ao UOL Esporte, em 2019, o ex-jogador e ex-presidente do clube carioca contou a sua versão.

“Eu fiz a minha estreia no Maracanã num jogo entre Vasco e Internacional, no time principal, e aí surgiu o apelido Dinamite. Na época, o técnico interino me levou para a partida no Maracanã e eu entrei no segundo tempo. Entrei no jogo, peguei uma bola na intermediária, fui levando, levando, dei um corte no zagueiro e bati, um chute forte, de fora da área”, começou Roberto, na entrevista ao portal.

“Naquela época, a rede tinha um ferrinho, não era esticada como é hoje. Quando a bola entrou, ela levou a rede, carregou. E um fotógrafo tirou a foto e mostrou [para o time do Vasco]. O Jornal dos Sports deu, à época, ‘o garoto dinamite explode o Maracanã’. Desse título [da matéria, no jornal já extinto], surgiu o Roberto Dinamite”, acrescentou o ex-jogador.

Roberto já tinha sido chamado de Dinamite antes do 1º gol

O jornalista André Garone, autor do livro '1898 em diante', sobre a história do Vasco da Gama, aponta para uma história levemente diferente do que é contado pelo próprio Roberto e considerado como a versão oficial sobre o surgimento do apelido.

Recentemente, em suas redes sociais, o jornalista trouxe registros do próprio Jornal dos Sports que, na cobertura diária do Vasco, já havia se referido ao garoto como Dinamite nos treinamentos, antes mesmo do primeiro gol no Maracanã, contra o Internacional (veja no tuíte abaixo).

“Em matéria assinada por Eliomario Valente, estava lá: ‘Roberto, agora chamado de Garoto Dinamite, não recebeu aplausos apenas pelos gols, mas pelas ótimas jogadas que fez [no treino]’. E uma curiosidade extra: o treino foi na Gávea [Centro de Treinamento do Flamengo]”, destaca o jornalista, que descobriu a ligeira diferença sobre o surgimento do apelido em pesquisa para a produção do livro '1898 em diante'.

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