A primeira edição do Brasileirão Série B aconteceu em 1971, mesmo ano em que foi criado, com o nome que conhecemos hoje, o Campeonato Brasileiro da Série A, vencido pelo Atlético-MG. Antes disso, eram disputados torneios como a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa, que posteriormente foram reconhecidos pela CBF como títulos nacionais. Quando a entidade, à época CBD, passou a organizar o próprio torneio nacional, surgiu a segunda divisão.

Na primeira edição, o campeão foi o Villa Nova, de Minas Gerais, que hoje briga por vaga na Série B de 2023 – apesar de nomes parecidos, o clube não é o mesmo que o Vila Nova, de Goiás, com bem mais destaque nos últimos anos. As primeiras temporadas da Série B não foram totalmente bem definidas, como acontece atualmente. Houve anos, inclusive, em que a competição não foi disputada, ou que algum torneio paralelo foi equivalente.

A partir de 2006, a CBF transformou a Série B em um campeonato de pontos corridos – mesmo formato adotado para a Série A três anos antes, em 2003. O número de participantes foi fixado em 20, e o regulamento ficou claro e está na cabeça de todo amante de futebol: os quatro primeiros clubes conseguem o acesso à primeira divisão; os quatro últimos colocados são rebaixados para a Série Cveja os valores pagos na Série B em 2022.

Em anos anteriores, muitas torcidas reclamavam de ‘tapetões’, quando um clube grande era mantido na divisão de elite mesmo tendo campanha de rebaixado, já que os regulamentos davam brechas para que isso acontecesse. Desde então, porém, não houve mais essa possibilidade. Muitos clubes gigantes do futebol brasileiro foram rebaixados, jogaram a Série B e subiram – ou permaneceram – de acordo com o que aconteceu dentro de campo.

Ao longo da história, somente três clubes nunca foram rebaixados: São Paulo, Santos e Flamengo. O Fluminense, vale destacar, não foi rebaixado pelos pontos corridos, ou seja, desde 2006, mas caiu antes. Todas as outras equipes passaram pela Série B – dentre elas, 14 que foram campeãs na elite do futebol nacional: Guarani, Coritiba, Sport, Bahia, Athletico-PR, Vasco, Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Cruzeiro, Corinthians, Fluminense, Atlético-MG e Internacional.

Diversos medalhões, atletas consagrados, já passaram pela segunda divisão. Alguns em começo de carreira, outros já no fim. A temporada atual conta com vários deles, como Gum, Thiago Ribeiro e Wesley – dê seus palpites no Brasileirão aqui na Betway. Atacantes famosos, como Túlio Maravilha, Kieza e Dagoberto, já foram artilheiros de diferentes edições do torneio.

Veja, a seguir, uma lista dos maiores goleadores de uma única edição do Brasileirão Série B de pontos corridos.

Bruno Rangel (31 gols)

Ninguém fez mais gols em uma temporada de Série B no Brasil que Bruno Rangel. O ex-atacante, que morreu no acidente de avião com a Chapecoense em 2016, quando a equipe se preparava para jogar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, da Colômbia, foi o destaque do campeonato nacional em 2013, já pela Chape.

Foi o primeiro ano de Bruno Rangel pelo clube catarinense – ele deixou a equipe para defender o Al-Arabi, do Catar, mas retornou pouco depois. A Chapecoense foi vice-campeã na temporada, ficando atrás apenas do Palmeiras, e garantiu vaga para a Série A pela primeira vez na história do clube. 

Bruno Rangel, claro, foi muito importante para a conquista do acesso. Em 34 jogos, o centroavante marcou 31 gols, o maior número de um jogador em uma edição da competição. 

Zé Carlos (27 gols)

No ano anterior, em 2012, Zé Carlos, pelo Criciúma, havia superado os rivais e conquistado o posto de maior artilheiro de uma edição da Série B. Hoje aposentado, com 39 anos, o ex-centroavante, que teve passagens por Cruzeiro, Santa Cruz, Fortaleza e outros, fez 27 gols em 30 partidas que disputou.

Por coincidência, assim como a Chapecoense em 2013, o time do artilheiro não ficou com a taça. O Tigre foi o segundo colocado, perdendo o título para o Goiás. A classificação à Série A, porém, veio com classe, em uma boa campanha da equipe catarinense. Zé Carlos ainda foi novamente artilheiro do torneio dois anos depois, em 2015, dessa vez pelo CRB. Na ocasião, foram ‘apenas’ 19 tentos anotados.

Alessandro (25 gols)

O terceiro maior artilheiro de uma edição de pontos corridos do Brasileirão Série B é Alessandro, atacante que passou por Flamengo, Fluminense, Cruzeiro e Atlético-MG. Em 2007, pelo Ipatinga, ele anotou 25 gols em 33 partidas. 

O time mineiro foi vice-campeão, atrás do Coritiba, que levou a taça. Essa não foi a única vez em que Alessandro foi o goleador máximo da Série B – ele repetiu o feito em 2010, pelo mesmo clube. Hoje, já aos 40 anos, está aposentado, e já chegou a ser treinador do Ipatinga, onde é ídolo.

Túlio Maravilha (24 gols)

Túlio dispensa apresentações. Craque de bola e folclórico na mesma proporção, o ex-atacante marcou 24 gols em 37 partidas pelo Vila Nova na temporada de 2008 da Série B. Os tentos, porém, não foram suficientes para garantir o acesso à equipe goiana, que terminou o campeonato na sexta colocação.

Essa foi a única vez que Túlio Maravilha, o atacante dos 1000 gols, foi artilheiro da segunda divisão. Na elite, ele foi o goleador máximo em três oportunidades: em 1989, 1994 e 1995 – recorde dividido com Dadá Maravilha, Romário e Fredveja os artilheiros dos clubes brasileiros neste século –, que também são ‘tri’ artilheiros da competição.

Quem será o artilheiro desta edição na segunda divisão? Acesse nossa página e faça suas apostas na Série B.