O Brasil foi, ao longo da história, um país conhecido pela hospitalidade para receber estrangeiros. No futebol, claro, não poderia ser diferente. Muitos gringos se adaptam ao estilo de jogo brasileiro, ganham destaque e viram ídolos das torcidas.

A maior parte dos jogadores que chega para atuar por aqui são os vizinhos sul-americanos, mas também há atletas de outras nacionalidades. Nos últimos anos, quem mais buscou jogadores de fora foi o Botafogo, que contratou o marfinense Kalou, o japonês Honda, ambos já fora da equipe, e, mais recentemente, o finlandês Niko Hamalainen.

Não são todos, porém, que fazem história e ficam eternizados. Confira, a seguir, uma lista dos estrangeiros que mais fizeram gols no Brasileirão, considerando desde 1959 – veja os times mais goleadores no formato de pontos corridos. O levantamento é do jornalista Rodolfo Rodrigues.

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D'Alessandro

Andrés D'Alessandro é o tipo de jogador que pode despertar amor e ódio, a depender de qual clube você torce. Para os torcedores do Internacional, onde o argentino fez história, é só amor. Ele se aposentou em abril deste ano atuando pelo Colorado, após 14 anos de história com a camisa da equipe.

A primeira passagem de D'Ale pelo Inter começou em 2008 e durou até 2020, com uma temporada de empréstimo para o River Plate em 2016, justamente o ano em que o time gaúcho foi rebaixado para o Brasileirão Série Bapenas três clubes na história da competição nunca caíram.

Depois de passar pelo Nacional, do Uruguai, em 2021, o argentino, que agora também é naturalizado brasileiro, voltou ao Internacional para se despedir dos gramados – veja os atletas com mais jogos na história do Campeonato Brasileiro.

D'Alessandro fez um gol na última partida como profissional, na vitória sobre o Fortaleza por 2 a 1, no Beira-Rio saiba a capacidade de público dos estádios do certame –, no último mês, e chegou aos 41 tentos no Brasileirão, sendo o quinto maior artilheiro estrangeiro.

Arrascaeta

Giorgian de Arrascaeta é outro sul-americano que conquistou os corações dos brasileiros, mais especificamente dos cruzeirenses e flamenguistas. Ele chegou ao Brasil em 2015, para atuar no time mineiro, onde se destacou e conquistou duas Copas do Brasil: 2017 e 2018. Também foi campeão mineiro.

No começo de 2019, foi contratado pelo Flamengo. Foi fundamental em uma equipe considerada uma das melhores da história do clube, sob o comando de Jorge Jesus, e com companheiros como Bruno Henrique, Gabigol e Everton Ribeiro. A equipe foi campeã da Libertadores de 2019.

No Brasileirão, foram dois títulos: um em 2019 e outro em 2020, já dirigido por Rogério Ceni veja os valores atuais de premiação. Arrascaeta, constantemente convocado para a seleção uruguaia, não deixou de ser destaque. Somando todo o período em que está no país, já marcou 45 gols no campeonato nacional. Como é o único jogador desta lista que ainda está em atividade, o número pode aumentar, passando, inclusive, de posição no ranking. O levantamento, vale destacar, aconteceu até o fim de abril de 2022.

Aristizábal

Aristizábal é um representante da geração dos anos 90 e início dos anos 2000. O atacante colombiano surgiu no Atlético Nacional, e desembarcou no Brasil pela primeira vez para atuar no São Paulo, em 1996.

Em 1999 foi envolvido em uma troca com Anderson e foi para o Santos por empréstimo. Depois de um novo período na Colômbia, atuando por Atlético Nacional e Deportivo Cali, retornou ao Brasil, dessa vez para o Vitória.

No ano seguinte, viveu uma temporada mágica no Cruzeiro, conquistando a tríplice coroa de 2003: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. O Brasileirão foi o primeiro da história a ser disputado no formato de pontos corridos, e a Raposa fez mais de 100 pontos, com 31 vitórias em 46 jogos, além de sete empates e apenas oito derrotas.

Aristizábal ainda passou pelo Coritiba antes de encerrar a carreira no Atlético Nacional. Durante o período em que esteve aqui, anotou 48 tentos no Campeonato Brasileiro, sendo o terceiro maior artilheiro estrangeiro da competição.

Guerrero

O peruano Paolo Guerrero foi artilheiro por onde passou. A carreira profissional começou na segunda equipe do Bayern de Munique, e o centroavante foi, depois, para o time principal. Jogou por anos no Hamburgo até desembarcar no Corinthians, em 2012, logo após o Timão conquistar a Libertadores.

Foram dele os dois gols no Mundial de Clubes, um na semifinal e um na final, que deram o título inédito ao Alvinegro. Em 2015, o peruano fez parte do início da campanha que terminou com o título do Brasileirão do Timão. No meio do ano, porém, ele foi para o Flamengo, onde ficou por três anos.

Após a passagem pelo Rubro-negro, com altos e baixos, acertou com o Internacional, onde jogou por quase quatro temporadas. Atualmente, está sem clube. Nos quase dez anos em que esteve no Brasil, Guerrero se tornou o segundo maior artilheiro do Brasileirão, com 56 gols. Ele lidera o ranking quando a contagem considera apenas o formato de pontos corridos.

Petkovic

O sérvio Dejan Petkovic está no seleto grupo de europeus que atuaram no Brasil. Mais do que isso: ele virou ídolo por aqui. A identificação foi tanta que, atualmente, aos 49 anos e já aposentado há tempos, reside no país e é comentarista de futebol em um dos maiores canais esportivos.

Pet, apelido carinhoso dado pelas torcidas, é o estrangeiro que mais gols fez no Campeonato Brasileiro, com 83 bolas na rede. O primeiro clube em que jogou por aqui foi o Vitória, no fim dos anos 90, emprestado pelo Real Madrid. Anos depois, no Seleção SporTV, o ex-atleta explicou por que aceitou jogar no Brasil.

"Várias coisas influenciaram. A primeira foi que o Vitória era campeão. Eu pensei: 'O Vitória é campeão? O Bebeto joga no Vitória?'. Para mim, batiam as duas coisas. Bebeto era fenômeno. [...] Aí eu disse: 'Ah, então está bom, eu vou. É campeão e é onde está jogando o Bebeto. Lógico!'. Quando eu cheguei, vi que era campeão, mas campeão estadual – na época não tínhamos informações de que tipo de campeão era – e o Bebeto não estava jogando mais", contou.

A escolha, apesar de confusa, deu certo, e Petkovic virou ídolo no clube baiano. Pouco depois, acertou com o Flamengo, onde também virou lenda. Foi dele o gol histórico que deu o tricampeonato carioca ao clube em 2001, em uma cobrança perfeita de falta.

O sérvio ainda passou por Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG. Em nova passagem pelo Flamengo, em 2009, foi um dos destaques da campanha do título do Campeonato Brasileiro. Ele se aposentou pelo clube carioca, em 2011. A importância para o futebol nacional foi reconhecida, e Pet colocou os pés na Calçada da Fama do Maracanã.

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