Ainda que não tenha o mesmo poder financeiro de grandes ligas europeias, o futebol brasileiro possui alguns craques de nível mundial e com salários astronômicos. Se em algum momento o Brasileirão era espaço para atletas consagrados em fim de carreira, há um movimento recente de bons jogadores brilhando em solo nacional no auge da profissão.

Isso faz com que alguns times despontem e tenham fases históricas com títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro -- são os casos de Flamengo e Palmeiras --, além de alavancar outros grandes do futebol nacional para aumentar a régua e fazer contratações de peso: exemplos de Atlético-MG e Corinthians, mais recentemente.

O movimento, que é ótimo para elevar o nível do futebol apresentado aqui, às vezes inflaciona as folhas salariais dos clubes. Afinal, é preciso estrutura financeira para arcar com os vencimentos de Dudu, Gabigol, Hulk, Diego Costa, Willian e outros.

Quem ganha mais? Quais são os maiores salários do futebol brasileiro em 2021 após o fechamento da janela (nacional e internacional) do Campeonato Brasileiro? Abaixo, veja a lista completa e atualizada dos maiores salários do Brasil.

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Bruno Henrique e Everton Ribeiro (Flamengo): R$ 1,2 milhão

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A régua de salário de R$ 1 milhão por mês tem diversos jogadores de ponta. Filipe Luís e Vitinho, do Flamengo, Jorge (Palmeiras) e Giuliano e Róger Guedes, recém-contratados pelo Corinthians, dividem o posto.

Ultrapassando um pouco esse vencimento milionário (literalmente), aparecem dois craques do Flamengo, consolidados no time titular há pelo menos três temporadas. Bruno Henrique e Everton Ribeiro recebem por mês R$ 1,2 milhão.

Para justificar o salário, pesa o talento da dupla. O poder de decisão de Bruno Henrique e o fato de que Everton Ribeiro se tornou jogador da seleção brasileira atuando pelo Flamengo elevam os preços. O canhoto é também um dos líderes do elenco, e capitão em alguns jogos, no rodízio feito pela equipe carioca.

Hulk e Diego Costa (Atlético-MG): R$ 1,3 milhão

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Reforços de peso do Atlético-MG, que busca um bicampeonato inédito na história (seja no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil ou na Libertadores), Hulk e Diego Costa têm carreiras consolidadas na Europa e, portanto, possuem salários altos.

Um outro fator que determina o vencimento de R$ 1,3 milhão para cada jogador do Galo é o câmbio. Os atacantes já tinham salários altos na Europa ou em outros centros do futebol mundial. Como o real é desvalorizado em relação ao euro e ao dólar, é necessário um valor bem alto para que os craques mantenham minimamente o padrão salarial.

Douglas Costa (Grêmio) e Willian (Corinthians): R$ 1,5 milhão

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Depois de brilhar por anos no Bayern de Munique e na Juventus, Douglas Costa retornou para ‘casa’: o Grêmio. Revelado pelo clube gaúcho, o ponta-direita de 31 anos decidiu voltar da Europa para defender o Tricolor na temporada 2021.

Habilidoso, veloz e considerado um dos mais agressivos da posição por muitos anos, Douglas Costa carrega uma experiência no currículo que o faz ganhar muito dinheiro. Ainda que tenha voltado para ‘casa’, o atacante que disputou a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, acertou um vencimento de R$ 1,5 milhão.

Movimento parecido fez Willian, que voltou ao Corinthians depois de 14 anos. O ponta foi revelado em 2007 pelo clube do Parque São Jorge e rapidamente foi vendido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Em seguida, ele foi para o Chelsea, permaneceu por sete temporadas no time inglês e virou ídolo. Venceu duas vezes a Premier League, a Copa da Inglaterra, a Liga Inglesa e conquistou a Liga Europa.

Ainda que receba R$ 1,5 milhão, Willian abriu mão de muito dinheiro para assinar com o Corinthians. De acordo com o jornal “Daily Mail”, o salário do jogador, no Arsenal, era de R$ 6,3 milhões. Levando em consideração o que irá ganhar do Timão até 2023 em relação ao que poderia receber no clube londrino no mesmo período, o camisa 10 alvinegro deixará de ganhar R$ 136 milhões.

Gabigol e Kenedy (Flamengo): R$ 1,6 milhão

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Grande estrela do time histórico do Flamengo, Gabigol é um pacote de mídia e marketing para o clube rubro-negro, além de todos os gols, assistências e momentos decisivos ao longo dos anos. O sucesso com a camisa do Fla é premiado com um salário de R$ 1,6 milhão por mês para o centroavante de 25 anos.

Curiosamente, o clube foi ao mercado e repatriou Kenedy. O atacante, também de 25 anos, surgiu no Fluminense e rapidamente foi vendido para a Europa. Ele nunca conseguiu se afirmar no Chelsea, rodou com empréstimos para clubes ingleses e espanhóis, mas não vingou. Agora, retornou ao Brasil a peso de ouro.

Ainda sem espaço para atuar no time titular de Renato Gaúcho, já que Bruno Henrique e Gabigol formam uma das melhores duplas de ataque da história do clube, Kenedy se readapta ao futebol brasileiro. Enquanto isso, recebe R$ 1,6 milhão mensalmente.

Dudu (Palmeiras): R$ 2,1 milhões

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Dudu ficou um período longe do Palmeiras porque foi emprestado a peso de ouro para o Al-Duhail, do Qatar. Depois de uma temporada com o ídolo palmeirense, os gringos tinham a opção de compra, mas não a efetuaram. O movimento causou surpresa na direção palestrina.

Assim, Dudu, que foi emprestado por 7 milhões de euros (R$ 44 milhões, na cotação da época) no meio de 2020, voltou ao clube alviverde com o salário astronômico de R$ 2,1 milhões. Ele fica à frente de Gabigol, Hulk e outros craques, e supera até mesmo o valor que o São Paulo pagava a Daniel Alves (R$ 1,5 milhão). O lateral-direito rescindiu com o Tricolor e ficará sem clube até pelo menos dezembro de 2021.

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