O Campeonato Brasileiro, com o nome que conhecemos hoje, completou 50 anos na última edição. A estreia aconteceu em 1971, e teve o Atlético-MG como vencedor. Meio século depois, em 2021, o Galo ficou novamente com a taça, conquistando, enfim, o bicampeonato. O troféu entregue ao clube mineiro, inclusive, teve uma alusão aos 50 anos de história, com o número cravado em detalhe especial.

Apesar de a CBF ter celebrado a data, a própria entidade reconheceu, em 2010, títulos nacionais anteriores ao Campeonato Brasileiro, que passaram a ter o mesmo peso histórico. Entre 1959 e 1970, foram disputadas a Taça Brasil e o torneio Roberto Gomes Pedrosa. Com a unificação, as duas competições entraram nas contagens dos campeões do país. A decisão ‘favoreceu’ Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Bahia.

Considerando o período de 1959 a 2021, possuem títulos brasileiros, portanto: Sport, Coritiba, Athletico-PR, Guarani, Bahia, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG, Internacional, Fluminense, Vasco, Cruzeiro, São Paulo, Flamengo, Corinthians, Santos e Palmeiras. O Verdão é o maior vencedor, com 10 taças. Dentre os jogadores, Pelé, Lima e Pepe são os mais vitoriosos; os três foram campeões em 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968, quando atuavam pelo Santos.

Nenhum deles, porém, aparece na lista de atletas com mais jogos disputados na competição – considerando apenas a primeira divisão. O líder é Fábio, ainda em atividade e atualmente defendendo o Fluminense. Veja, a seguir, a lista dos cinco atletas que mais entraram em campo no Brasileirão. Os dados sobre o número de partidas são do site oGol.

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Wellington Paulista

O centroavante segue em atividade, e em 2022 defende o América-MG, que fez ótima campanha no ano passado, conseguindo uma vaga inédita para a Libertadores. Wellington Paulista deve ampliar a marca de jogos na Série A, que atualmente está em 413.

O atleta tem 38 anos e joga profissionalmente desde 2003. A primeira equipe grande da carreira foi o Santos, em 2006. De lá para cá, atuou no futebol nacional por Botafogo, Cruzeiro, Palmeiras, Criciúma, Internacional, Coritiba, Fluminense, Ponte Preta, Chapecoense e Fortaleza. Em todas as equipes, ele teve a oportunidade de jogar a elite do Brasileirão.

O atacante não conquistou nenhum título nacional, mas está entre os maiores artilheiros da era dos pontos corridos, iniciada em 2003. São, até aqui, 106 tentos, atrás apenas de Fred, com 156, e Diego Souza, com 130, ambos também em atividade.

Diego Souza

O atacante, de 36 anos, é mais um dos que rodaram por clubes brasileiros ao longo da carreira. Torcedores costumam brincar de que, com ele, qualquer gol no Brasileirão é válido pela 'Lei do Ex', quando um atleta marca contra um ex-clube, já que atuou por Fluminense, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Atlético-MG, Vasco, Cruzeiro, Sport, São Paulo e Botafogo. Em alguns, com mais de uma passagem.

Diego Souza chegou, em 2021, a 472 jogos pelo torneio nacional. Apesar de ainda estar em atividade, não conseguirá ampliar a marca nesta temporada, pois disputará a Série B – saiba datas, onde assistir e todas informações da competição – com o Grêmio, rebaixado no último ano. Ele também não poderá ampliar os números como um dos artilheiros históricos do Campeonato Brasileiro.

Com uma carreira que começou em 2003, no Fluminense, o craque, assim como Wellington Paulista, não teve o gosto de levantar a taça do torneio. A campanha de maior destaque foi com o Vasco, em 2011, quando o clube carioca ficou com o vice-campeonato. O campeão, à época, foi o Corinthians.

Léo Moura

A carreira de Léo Moura teve menos clubes no Brasil – o que se deve ao fato de o lateral ter defendido o Flamengo por dez anos, entre 2005 e 2015, equipe na qual se tornou ídolo. Além do Rubro-negro, Léo passou por Botafogo, Vasco, Palmeiras, São Paulo, Fluminense e Grêmio. Ele se aposentou em março de 2021, aos 42 anos, após mais de 20 anos jogando profissionalmente.

Pelo Brasileirão, foram 497 partidas disputadas. Em 2009, pelo Mengão, Léo Moura conquistou seu único título no torneio. No mesmo ano, conquistou o prêmio de melhor lateral-direito no Craque do Brasileirão, feito que já havia conseguido em 2006, 2007 e 2008. Em 2007, ganhou o Bola de Prata, da Revista Placar, tradicional premiação do calendário nacional.

Em 2008, aos 29 anos, foi convocado uma vez para a seleção brasileira, então dirigida pelo técnico Dunga. "Sou feliz, realizado e agradecido a tudo que o futebol me proporcionou", escreveu, ao anunciar a aposentadoria.

Rogério Ceni

Em segundo lugar na lista está Rogério Ceni. O ídolo são-paulino disputou 574 jogos do Campeonato Brasileiro, todos pelo Tricolor, clube no qual chegou em 1990 e se aposentou no fim de 2015, quando tinha 42 anos.

Ceni fez história no clube paulista, mas também marcou época especialmente no Brasileirão. Foram três títulos conquistados, e de maneira consecutiva: 2006, 2007 e 2008 – neste último, levou o prêmio Bola de Ouro, da Placar, de melhor jogador. Em 2000, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008 foi Bola de Prata. Em 2006 e 2007, ganhou o prêmio Craque do Brasileirão.

O ex-goleiro também carrega outra marca histórica: é o jogador que mais fez gols de pênalti no torneio, com 34 tentos. Ao todo, balançou as redes 65 vezes na competição. E a história segue, agora, como técnico. Em 2020, Ceni foi campeão brasileiro dirigindo o Flamengo.

Fábio

O jogador que mais atuou na história do Brasileirão é outro goleiro: Fábio. São 596 jogos, e contando. Fábio ainda está em atividade. Atual campeão carioca com o Fluminense, o atleta, hoje com 41 anos, aumentará os números no nacional – veja o valor da premiação da Série A em 2022.

A carreira começou em 1997, no União Bandeirante. Ao longo da trajetória, defendeu, além do Flu, o Athletico-PR, o Vasco e o Cruzeiro, onde passou por empréstimo entre 1999 e 2000, e, depois, virou ídolo entre 2005 e 2021. Pelo clube mineiro, Fábio conquistou o Campeonato Brasileiro em 2013 e 2014. Ele também levou a taça em 2000, com o Vasco.

É o atleta com mais partidas na história do Cruzeiro, com 976 confrontos. Assim como Ceni, o arqueiro, além da identificação com uma equipe, também acumula conquistas individuais. Foi Craque do Brasileirão em 2010 e 2013, e Bola de Prata, da Placar, nos mesmos anos.

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