Uma das principais atrações da Copa Libertadores da América é a torcida. Apaixonados por futebol, os sul-americanos fazem verdadeiros espetáculos para empurrar seus times e desestabilizar os adversários. Poucos lugares no mundo se equiparam ao padrão latino (passional e obcecado) de acompanhar o jogo do estádio.

Desta forma, não é só a bola e o campo que fazem a Libertadores um dos maiores torneios de clubes do mundo. As torcidas do continente têm parcela importante no espetáculo e, muitas vezes, são decisivas em relação ao que acontece no gramado.

Basta ver o retrospecto do Boca Juniors diante de clubes brasileiros em casa. Em 48 partidas oficiais no lendário estádio, os argentinos somam 30 vitórias, contra 10 empates e apenas 8 derrotas para times do Brasil.

Não à toa, o local onde o Boca manda suas partidas foi eleito pela FourFourTwo, conceituada revista inglesa, como o melhor estádio do mundo. A votação, feita em 2015, levou em consideração alguns quesitos (história, atmosfera, capacidade, arquitetura e ambiente) e cravou o palco como o mais tradicional -- e temido -- do planeta da bola.

Veja, a seguir, os estádios mais temidos da América do Sul.

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La Bombonera

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Abrindo a lista com toda a sua mística, a Bombonera tem a estrutura perfeita para se transformar em um caldeirão. Colado ao gramado e muito alto, o estádio treme, literalmente, quando é dia de Copa. E é difícil ganhar do Boca com a torcida no lugar em que ela mais se sente à vontade.

Não é por acaso que o clube tem o retrospecto que tem contra brasileiros em jogos oficiais (citado acima) e que, ano após ano, La Bombonera, com capacidade para 54.000 pessoas, ganha eleições entre os jogadores de estádio mais temido da América.

El Cilindro de Avellaneda

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Popularmente conhecido como El Cilindro de Avellaneda, o Estádio Juan Domingo Perón, casa do Racing, é outra parada dura da América do Sul. Com capacidade para 42.500 pessoas, o local se transforma em ‘caldeirão’ em dias de Copa. Além de já ter feito diversas vítimas brasileiras no local, o time argentino costuma trazer problemas para os adversários do país em Avellaneda.

Mas não é só a força da torcida que tem destaque por lá. O El Cilindro carrega uma herança que exemplifica bastante a relação do sul-americano com o futebol. Há, no recuo entre o campo e as arquibancadas, uma miniquadra, também azul, onde as crianças imitam os jogadores profissionais -- a ‘pelada’ não para nem mesmo quando a bola rola no jogo principal.

Monumental de Nuñez

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Considerado por muitos como o melhor torcedor do mundo, o argentino é apaixonado pelo time que torce e, por isso, a lista é recheada de estádios do país. O próximo palco da lista de mais temidos é o Monumental de Nuñez.

Casa do River Plate, grande rival do Boca, o Monumental tem estrutura parecida com o Morumbi, estádio do São Paulo: grande e antigo, ele suporte até 70.074 pessoas, em sua maioria fãs do time mandante. Os Milionários, como são conhecidos os torcedores, também não param um segundo de apoiar o time em campo e costumam intimidar os adversários estrangeiros na Libertadores e na Sul-Americana.

Estádio do Morumbi

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Quem também está no imaginário do torcedor sul-americano é o Estádio do Morumbi. A casa do Tricolor paulista, que hoje comporta 66.795 pessoas, já foi ainda maior, próximo de 100 mil pessoas de capacidade, e tem muita história no futebol do continente.

Seja com o São Paulo, tricampeão da Libertadores, ou com rivais paulistas que ‘emprestavam’ o estádio antes da era das arenas, o palco treme em dia de Copa e complica para o time visitante. Se os brasileiros têm dúvida da força do Morumbi, basta perguntar aos países vizinhos. Quem tem a oportunidade de escolher, prefere fugir do Morumbi lotado.

Arena da Baixada

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O estádio do Athletico Paranaense passou por reforma, virou uma arena para atender aos requisitos da Copa do Mundo de 2014, mas ainda assim segue como uma ‘pedra no sapato’ de quem atua no Paraná como visitante.

Com capacidade para 42.372 mil pessoas, a Arena da Baixada é tomada por torcedores do Furacão em jogos importantes, e a equipe costuma responder. Geralmente, o desempenho do Athletico em casa é bem superior aos resultados como visitante.

Estádio Centenário

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No Uruguai, o mais famoso -- e temido -- é o Centenário. Público, o local funciona de forma parecida ao que acontece com o Maracanã, no Rio de Janeiro, ou o Mineirão, dividido geralmente entre Atlético-MG e Cruzeiro em Minas.

O estádio localizado na capital, Montevidéu, geralmente é usado pelos clubes menores do Uruguai quando o jogo é contra uma equipe tradicional, ou de Libertadores, para aumentar a receita. No caso dos grandes, o estádio se transforma com a torcida do Peñarol, que até 2016 mandava quase todos os seus jogos lá. O Nacional, que sempre teve o Gran Parque, usa menos o espaço público.

Atanasio Girardot

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Com capacidade para 44.739 pessoas, o Atanasio Girardot, do Atlético Nacional, é o mais tradicional estádio da Colômbia. Contra sul-americanos em geral, nas Copas, a torcida do clube verde e branco faz bonito: lota as arquibancadas, canta, vibra e empurra para valer. A força do local alavancou o Atlético aos títulos na Libertadores, em 1989 e 2016. O Independiente Medellín às vezes manda seus jogos no local.

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