A segunda janela de transferências brasileira para contratar jogadores do exterior se fechou em 9 de novembro. Agora, os clubes locais dificilmente mudarão até o final da temporada, uma vez que as movimentações no mercado só podem ser internas. Ou seja, está liberado contratação apenas de jogadores que atuam no Brasil.

Vale destacar também, quando o assunto envolve contratação de novos atletas, que há uma regra importante no Campeonato Brasileiro: um jogador só pode atuar em mais de uma equipe caso ele não tenha feito sete partidas pela primeira agremiação que defendeu naquela edição.

Como o Brasileirão já está se encaminhando para o final, com um turno finalizado e brigas estabelecidas na tabela -- seja por título, G4 ou contra a zona do rebaixamento --, é muito improvável que algum jogador das 20 equipes na disputa não tenha completado os sete jogos e possa, portanto, trocar de clube.

Abaixo, desta forma, a Betway traz quanto os principais clubes da Série A do Brasileirão gastaram em 2020, analisando a situação das equipes e os nomes de destaque. Os dados são do site “Transfermarkt”.

Botafogo não gastou com transferências

Em crise financeira há anos, o Botafogo tem se virado com o que produz nas categorias de base, mais os jogadores que consegue trazer gratuitamente ou por empréstimo. Assim chegaram os badalados Honda e Kalou, além de Victor Luis e Angulo (que pertencem ao Palmeiras) por empréstimo e Kelvin, junto ao Avaí.

Vasco não gastou com transferências

Outro em situação delicada no Rio de Janeiro é o Vasco da Gama. O Gigante da Colina foi ao mercado de forma discreta e sem que gastasse dinheiro. Léo Matos, antes no PAOK, da Grécia, e Carlinhos, ex-Standard Liege, da Bélgica, foram contratados sem custos antes que a janela internacional se fechasse. No mesmo modelo, chegaram Jadson (Portimonense) e Gustavo Torres (Atlético Nacional), por empréstimo.

Fluminense não gastou com transferências

Também enxugando custos, o Fluminense de Odair Hellmann vem fazendo um Campeonato Brasileiro satisfatório apenas com os remanescentes de 2019 e a molecada de Xerém. Lucca foi repatriado a custo zero, bem como Kauan, do Mirassol, que chegou por empréstimo. Em compensação, o time teve uma venda significativa para avaliar os cofres: vendeu o lateral Gilberto para o Benfica, de Jorge Jesus, por 3 milhões de euros.

São Paulo não gastou com transferências

Fernando Diniz tem apostado para valer na base -- e porque o momento do São Paulo é de retenção. Diego Costa, Gabriel Sara, Igor Gomes, Brenner e companhia vêm ganhando espaço em meio a um momento turbulento do clube financeiramente. O único contratado em 2020 foi Luciano. O atacante chegou de forma gratuita do Grêmio, em negociação que mandou Éverton para o time gaúcho.

Santos não gastou com transferências

O Santos até trouxe Robinho, mas desistiu da contratação do ídolo por causa de uma acusação que o jogador sofre fora de campo. Assim, o Peixe, que tem tido problemas para quitar dívidas antigas, passou praticamente batido no mercado da bola. A base e jogadores mais experientes que já estavam por lá no ano passado, como Marinho e Soteldo, seguem tornando a equipe competitiva.

Inter: 180 mil euros em um reforço

Igualmente em contenção de gastos, o Internacional trouxe apenas um nome em 2020. Trata-se do meio-campista Mauricio, contratado junto ao Cruzeiro. O Colorado, ainda assim, manteve boa parte da base da equipe e vem desempenhando um futebol satisfatório em 2020. A ver se o elenco terá força, agora com Abel Braga, já que Eduardo Coudet pediu para sair -- o argentino acertou com o Celta de Vigo (Espanha).

Corinthians: 680 mil euros em uma contratação

Nos últimos dias da janela internacional, o Corinthians repatriou o zagueiro Jemerson, ex-Monaco, da França. O jogador chegou ao clube do Parque São Jorge por 680 mil euros. Se não vive também momento muito bom, o clube pôde arrecadar com a venda de Pedrinho. O Benfica desembolsou 18 milhões de euros para ter o jogador. Carlos Augusto também foi outra venda significativa. O lateral saiu para o Monza, da Itália, por 4 milhões de euros.

Grêmio: 3 milhões de euros e compras pontuais

Chegaram três nomes para reforçar o Tricolor gaúcho comandado por Renato Gaúcho. Diogo Barbosa, contratado por 1,6 milhões de euros e o atacante Diego Churín, negociado junto ao Cerro Porteño-PAR por 1,2 milhão. Além de negociações gratuitas (assim vieram Robinho e Éverton), Luiz Fernando desembarcou em Porto Alegre por empréstimo de 200 mil euros.

Palmeiras: 18,6 milhões de euros

Diferentemente dos rivais paulistas, o Palmeiras se encontra em situação financeira melhor a ponto de fazer bons investimentos no mercado. Em 2020, chegaram Rony (6 milhões de euros), Matias Viña (5,5 milhões), Kuscevic (1,28 milhões) e Breno (1,20 milhões). O clube também oficializou as compras de Gustavo Gómez junto ao Milan, por 2 milhões de euros, e Ivan Ângulo, por 2,65 milhões.

Flamengo: 33 milhões de euros

Campeão brasileiro e da Libertadores, o Flamengo foi ao mercado e se reforçou em 2020. A grande contratação foi Gabigol, que virou jogador rubro-negro após o clube desembolsar 17,45 milhões de euros para a Inter de Milão. Michael (7,5 milhões), Léo Pereira (7 milhões de) e Pedro, por empréstimo de um milhão até 31 de dezembro, também foram contratados. Recentemente, após a saída de Rafinha, o clube trouxe Isla de forma gratuita.

Atlético Mineiro: 33 milhões de euros e muitos jogadores

Jorge Sampaoli foi contratado para que o Atlético Mineiro voltasse a vencer o título brasileiro. E o treinador, como é de costume quando chega em uma equipe, transformou o elenco. Ao todo, gastou igual ao Flamengo, 33 milhões de euros, mas trouxe muito mais jogadores com este valor.

Zaracho (5 milhões de euros), Allan (3,5 milhões), Marrony (3,45 milhões), Guilherme Arana, Nathan, Júnior Alonso (3 milhões cada), Keno (2,2 milhões), Alan Franco (2,1 milhões), Savarino (1,8 milhão), Eduardo Sasha (1,5 milhão) e, por último, Eduardo Vargas (1,15 milhão) foram as principais contratações.

Eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana, o Atlético-MG foca as atenções no Brasileirão. Abriu os cofres para voltar a vencer o torneio nacional novamente -- o clube só venceu o campeonato uma vez, em 1971. Resta ver se Sampaoli conseguirá tornar o time mais regular na temporada para assumir, de fato, a liderança da tabela. Para isso, a diretoria e principalmente o patrocinador não pouparam investimentos.

A janela foi mais tímida para alguns, mas mais agressiva para outros. Você tinha uma ideia desse panorama? Pegue esse conhecimento para o returno e continue fazendo suas apostas no Brasileirão!