Em agosto de 2017, o Paris Saint-Germain dominou o noticiário esportivo mundial, pois contratava o craque brasileiro Neymar a peso de ouro: o PSG desembolsou 222 milhões de euros para tirar o atacante do Barcelona e simplesmente bateu o recorde de transferência mais cara de todos os tempos. O feito segue como o maior da história até hoje.

Com Neymar em Paris, o PSG ganhou maiores holofotes e atualmente é acompanhado de perto pela comunidade brasileira. Antes do craque formado no Santos chegar ao clube francês, porém, outros brasileiros já trilharam caminho de sucesso na capital europeia, viraram ídolos e tornaram a relação PSG-Brasil em um verdadeiro ‘casamento’.

Se os jogadores brasileiros têm bastante entrada no Campeonato Espanhol, onde muitos já viveram momentos de glória e viraram ídolos, cada vez mais abre-se espaço para os atletas do país na França: seja no PSG, com Neymar, Marquinhos e Rafinha, além da recente passagem de Thiago Silva, no Lyon, com Juninho Pernambucano, Bruno Guimarães e companhia, ou outros nomes, como Gerson e Luan Peres (Olympique de Marselha).

O movimento atual pode ser explicado pelo sucesso brasileiro na capital. Em especial no PSG. A relação do clube com o Brasil é como uma bela história de amor, moldada ao longo de décadas -- desde 1990 --, com muito talento, dribles e gols.

A lista de brasileiros que já vestiram a camisa do clube é extensa. Adaílton, Alex, Alex Dias, André Luiz, Ceará, César, Christian, David Luiz, Edmilson, Éverton Santos, Lucas Moura, Maxwell, Nenê, Paulo César, Reinaldo, Souza e Vampeta estão na história do time europeu, mas não necessariamente são considerados ídolos.

A seguir, veja quais são os brasileiros que mais fizeram história no Paris Saint-Germain antes da chegada do atacante em atividade. Spoiler: para os torcedores do PSG, muitos estão à frente do camisa 10 da seleção brasileira no nível de idolatria. Será que um dia Neymar irá atingir o ‘topo’ da lista?

Raí

Em ordem de relevância, nenhum outro brasileiro conseguiu tanto sucesso no Paris Saint-Germain como Raí. O ex-meia do São Paulo e da seleção brasileira defendeu o clube europeu de 1993 a 1998 e está para sempre na história dos ídolos. Ele fez 71 gols em 204 jogos e conquistou seis títulos: um Campeonato Francês e duas edições da Copa da França são as conquistas mais relevantes, em uma época em que o PSG não tinha o mesmo poder de hoje.

Raí também foi um dos líderes do time que chegou à semifinal da Champions League em 1995, também um feito marcante para a torcida, à época. Em 2020, quando o clube completou 50 anos, o brasileiro venceu uma eleição popular sobre quem seria o maior jogador da história.

“Sinto um imenso orgulho. Estou muito honrado com essa gratidão que as pessoas manifestaram comigo. Não acredito necessariamente em destino, mas acredito em energias que atraem. Estava escrito que eu compartilharia essa história com o Paris”, comentou Raí, na ocasião, em uma revista produzida pela própria equipe francesa.

Leonardo

Também campeão do mundo na Copa de 1994, assim como Raí, Leonardo tem uma trajetória extensa pelo Paris Saint-Germain. Como jogador, foram duas temporadas, 46 partidas e 10 gols. Fora do campo, o ex-meia-esquerda tem participação importante em cargos diretivos. De 2011 a 2013, era o diretor de futebol, antes de ir realizar a função no Milan. Mas em 2019 o clube parisiense contratou novamente Leonardo, e ele é o responsável pelo departamento de futebol atualmente no clube.

Ronaldinho Gaúcho

Na mesma eleição que colocou Raí como o maior jogador da história do PSG, Ronaldinho Gaúcho garantiu um espaço no top-3. O craque foi considerado o terceiro mais importante do clube parisiense por toda a magia dentro de campo. Foram 77 jogos defendendo o Paris, com 25 gols.

Ele tem o respeito da torcida mesmo sem levantar nenhum troféu oficial e com poucas partidas. O motivo: Ronaldinho era espetacular em campo e fazia jogadas geniais com a camisa do Paris Saint-Germain.

Aloísio Chulapa

Campeão mundial com o São Paulo, Aloísio Chulapa foi vendido do Goiás para o Saint-Étienne, um dos principais rivais do PSG no Campeonato Francês. Depois de uma temporada interessante pelo clube 10 vezes campeão nacional, Chulapa chamou a atenção do time da capital e ficou do PSG de 2001 a 2003. Em duas temporadas, foram 72 jogos e 17 gols. Ele também não tem título oficial pelo clube, mas está na galeria de referências brasileiras na França.

Thiago Silva

Ainda em atividade aos 37 anos, no Chelsea, Thiago Silva não saiu muito satisfeito do PSG, que entendeu que o zagueiro brasileiro já estava velho e não tinha mais condicionamento físico para seguir no elenco. Ainda assim, Thiago é ídolo em Paris. Foram oito temporadas, sete títulos do Campeonato Francês, seis taças da Liga Francesa e cinco troféus da Copa da França.

Ele, claro, pegou o clube em outro momento se comparado com os jogadores citados acima, por isso a galeria bem maior de taças. Capitão da equipe por bastante tempo, o defensor é um dos líderes da ‘era moderna’ do PSG.

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