O League of Legends (LoL) é um jogo que existe há muitos anos e, por conta disso, o meta (most efficient tactics available) muda constantemente assim como o jogo atualiza ao longo do tempo. Por conta disso, muitas pessoas acabam não entendendo como funciona a definição do meta e qual o motivo do meta competitivo ser tão eficiente e ter uma pool de campeões tão oposta ao da fila ranqueada, também chamada de SoloQ.

Para solucionar e trazer uma luz para suas partidas ranqueadas, veja como funciona o meta e o que faz o meta competitivo ser diferente da SoloQ.

Entendendo o meta

O meta no LoL basicamente é o resultado das táticas mais eficientes no atual momento do jogo, seja por mudanças de itens, campeões, nerfs, buffs ou até lançamentos novos, que fazem toda a dinâmica do jogo mudar. Por conta disso, existem duas divisões do meta: meta competitivo e meta ranqueado.

O meta competitivo basicamente é o utilizado pelos jogadores profissionais, no caso levando em consideração jogar com 5 integrantes de um mesmo time, utilizando da comunicação para trazer o máximo de um campeão com base na estratégia determinada anteriormente, não apenas o uso individual para vencer em rotas. Por conta disso, alguns aspectos especiais definem a prioridade de escolha do “campeão do meta” ou até a criação do “meta do torneio”, que será abordado mais à frente.

O campeão mais forte do meta basicamente é uma escolha estável, funcional em qualquer situação, com poucas maneiras de revidar (sem o famoso counterplay) e que apresenta prioridade tática por conta da pressão exercida ou variedade tática disponível ao resto da equipe.

Para exemplificar, durante o Mid-Season Invitational 2021 o campeão Udyr foi um dos mais escolhidos na selva, mesmo com a opção de Morgana muito forte. Mesmo com Morgana sendo uma campeã com rápida limpeza, bons ganks e até um crescimento rápido, Udyr se destacou por oferecer essas mesmas características, porém com mais mobilidade mesmo após sofrer muitos nerfs em suas habilidades.

Por conta desse fator mobilidade, as composições do MSI que tinham Morgana comumente utilizavam Lee Sin no topo, outro campeão forte, mas que compensava na mobilidade para eliminar alvos distantes. Já Udyr, que é tank e com mobilidade, conseguia fazer esse papel de iniciação e proteção melhor, trabalhando mais táticas em volta de um atirador forte – tanto que a campeã do MSI 2021 Royal Never Give Up priorizou muito a escolha para oferecer proteção ao atirador Chen "GALA" Wei.

E esse é o ponto do meta do torneio, pois em eventos internacionais como Mundial e MSI, diferentes metas se misturam, com destaque para as regiões principais, e no final um deles acaba reinando por ser mais forte que todos os outros. Por isso muitos times que vão jogar internacionalmente acabam mudando o que utilizam, ainda mais os das regiões mais fracas, pois se a sua estratégia está fraca ou é dominada pelo oponente, o melhor jeito é se adaptar melhor ao novo.

O meta da SoloQ

No meta da SoloQ, o que é forte é priorizado, porém existe a diferença do foco. Ao invés de escolher algo que é forte para o time, o jogador busca sempre priorizar uma escolha que é forte individual, pois a comunicação é reduzida e a execução fortemente abalada.

Utilizando o exemplo de Morgana e Udyr, no patch em que o MSI foi jogado o Udyr tinha recebido fortes nerfs consecutivos em suas habilidades, enquanto Morgana recebeu buffs fortes. Enquanto no MSI muitos jogadores optaram por Udyr pelo que ele oferece além do dano, em um ambiente de fila ranqueada a Morgana tinha se tornado a principal escolha.

E no final das contas, o meta da SoloQ é definido apenas pela força e porcentagem de vitória. Tanto que é comum encontrar sites na internet que falam aos jogadores quais os campeões que estão mais fortes em suas respectivas rotas e as taxas de vitória.

Na atualização 11.11 de League of Legends, o campeão Talon ganhou prioridade no meio nas filas ranqueadas do mundo, com mais de 51% de taxa de vitória entre jogadores do elo Diamante ou superior. No entanto, o campeão tem diversas características que dificultam o uso em um competitivo, pois é previsível, a curva de força cai chegando no late game (30 minutos ou mais de jogo) e é fácil de ser parado por escolhas seguras utilizadas no competitivo, tal como a Syndra, Orianna e Viktor.

Mas analisando bem, um campeão com uma curva de força tão focada para o começo de jogo é o que um jogador de fila ranqueada precisa, pois assim ele domina o oponente muito cedo na partida para criar o famoso efeito bola de neve.

Existe um meio termo?

O meio termo entre o meta do competitivo e o meta da SoloQ é algo que acontece junto com um torneio profissional, pois os jogadores comuns observando os pro players jogar conseguem entender o motivo da escolha e até as execuções com a equipe.

Curiosamente, isso às vezes ocorre ao contrário, por exemplo a estratégia de afunilamento de recursos, em que um suporte ia no meio para segurar os minions e o caçador limpava a rota e a selva, foi criada por jogadores coreanos da fila ranqueada, mas que se popularizou no competitivo por dar uma vantagem de até 3 níveis ao caçador e não havia como parar – até a Riot Games mudar a mecânica do jogo para impedir isso de acontecer.

Além disso, é importante ressaltar que essa dinâmica tem um impacto diferente de acordo com a rota. Os caçadores e suportes são os mais afetados, pois oferecem apoio ao time e uma pequena mudança em todas as rotas impactam em suas funções. Já os atiradores, por exemplo, são muito mais guiados no dano que podem causar e habilidade de fuga, então costumam menos afetados pelo meta, já que outra rota, normalmente suporte, se ajusta para que ele faça a função.

Lembre-se que a temporada do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) já começou e termina só em 4 de setembro, nos canais oficiais do da Riot Games.

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