Antes mesmo do cenário competitivo de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO) florescer no Brasil, tivemos outras versões do jogo de tiro da Valve que fizeram sucesso dentre competições de esportes eletrônicos (eSports). Na época, pouco se falava de jogar como uma profissão real. Na verdade, o ato de jogar não era considerado algo muito positivo ainda por conta de ser visto muito mais como apenas uma forma de entretenimento; principalmente entre os jovens que passavam horas em lan houses ou até em casa jogando jogos em internet discada. Muitos conhecem Gabriel “FalleN” Toledo, que é considerado uma lenda para a comunidade, porém, nem todo mundo conhece a história do pro player e entende o real motivo de FalleN ser uma personalidade extremamente importante para desenvolvimento da modalidade em solo brasileiro. A equipe de eSports da Betway separou  os principais feitos do verdadeiro e relembra que o cenário só existe atualmente como o conhecemos, graças ao empenho e paixão do itarareense por um dos jogos mais emblemáticos dos eSports.

Talvez nem nos sonhos mais impensáveis Gabriel tenha imaginado que chegaria onde está atualmente. O pro player é considerado um dos maiores nomes do cenário, foi selecionado pela Forbes como uma das personalidades mais eloquentes do mundo, ganhou dois Majors - campeonatos mais importantes da modalidade - e agora reuniu os melhores jogadores profissionais brasileiros de CS:GO para vestirem a camisa do “The Last Dance”, projeto liderado por FalleN a procura de uma organização.

Nascido em Itararé - uma cidade do interior de São Paulo que possui cerca de 50 mil habitantes - o pequeno Gabriel cresceu entre computadores e tecnologia. A infância pode ter sido reflexo da vida adulta, isso por conta de sua família ter uma loja de informática, o que pode ter ajudado a florescer o interesse do garoto em jogos de computador. O amor pelo CS foi uma descoberta de FalleN aos 12 anos de idade, ou seja, muito antes de pensar que somaria mais de R $5,9 milhões de reais em premiações na modalidade. Foi aí que uma brincadeira de criança virou a história de uma geração de fãs apaixonados.

Entrada no competitivo

A primeira versão do game que era um mod de Half-Life e ainda nem pertencia à Valve, foi inicialmente anunciado em 1999. FalleN começou a jogar o jogo de tiro profissionalmente em meados de 2005, pouco depois do lançamento do lendário Counter Strike 1.6, lançado em 2003 e pertencente à desenvolvedora norte-americana. Foram quase cinco anos se dedicando ao jogo até conseguir uma posição oficial de pro player, em que o jovem itarareense finalmente começou a se destacar entre outros jogadores de CS.

É importante lembrar que em 2005 não existiam campeonato igual temos hoje na modalidade, as oportunidades de brilhar dentre outros pro players era muito menor do que atualmente, visto que, na época, jogar nem era considerado uma profissão e muito menos era visto com bons olhos. Mesmo assim, FalleN chegou a competir no World Cyber Games (WCG), um dos eventos internacionais precursores dos eSports, responsável por mostrar ao mundo como as competições de videogame poderiam ser gigantes.

Primeiros contatos com o competitivo

O pro player tem vivido algumas etapas da famosa jornada do herói desde o começo de sua carreira. Foi chamado para a aventura ainda jovem e iniciou a trilhar seu caminho na modalidade, tendo oportunidade de jogar com Lincoln "fnx" Lau logo nos primeiros anos jogando profissionalmente. Mesmo após tantos anos, fnx ainda é próximo de FalleN e integra o elenco do "The Last Lance".

Nestes 15 anos jogando profissionalmente, o verdadeiro competiu no Counter-Strike 1.6, Counter-Strike: Source e no CS:GO, tendo passado por todas as fases da franquia e acompanhando a evolução do jogo durante todo este tempo, passando por equipes consolidadas, tais como CompLexity Gaming, semXorah, KaBuM! e-Sports, Keyd Stars, Luminosity Gaming, SK Gaming, Yeah!, SK Gaming, MIBR e Team Liquid.

Nem todo esse tempo foi marcado por headshorts certeiros, assim como viu o cenário crescer, também fez parte da época em que o CS não estava em alta, tendo que se obrigar a competir em outros jogos para conseguir juntar dinheiro para investir no CS e viver do sonho de ser jogador profissional. Foi aí que ele e Fernando "fer" Alvarenga se aventuraram no competitivo de CrosFire.

Gamers Academy e Gamers Club

Vendo a dificuldade de viver de CS no Brasil, FalleN resolveu aquecer o cenário e reuniu os melhores nomes do competitivo para ensinar o jogo para quem gostaria de se empenhar profissionalmente na modalidade.

Em 2016 a Gamers Club e a Games Academy nasceram com o intuito de profissionalizar o CS de uma vez por todas; com cursos dados pelos melhores jogadores nacionais e uma nova esperança para o crescimento da modalidade.

Atualmente, a plataforma conta com mais de um milhão de integrantes, impulsionando a veia competitiva da modalidade em solo brasileiro com a criação da Liga Gamers Club, que atualmente é o torneio regional mais influente. Ou seja, o competitivo brasileiro de CS só existe por causa do empenho do verdadeiro ao lado de Yuri "Fly" Uchiyama e outros nomes.

Vale lembrar que se o CS não tinha competições nacionais, as mulheres eram inexistentes no cenário. Com a Gamers Club também foi criada a liga feminina, fazendo mulheres entenderem que também podem competir. Claro que, personalidades femininas presentes no cenário há muitos anos incentivaram a criação de campeonatos, porém, também é essencial entender que se hoje existe uma liga de mulheres, o verdadeiro também fez parte dessa criação e inclusão da modalidade no Brasil.

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