O Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) é um game muito conhecido pelo cenário competitivo que existe desde os primórdios na era do Counter-Strike 1.6, com nomes famosos que cresceram nessa época, como a Fnatic, Ninjas In Pyjamas, SK Gaming e Evil Geniuses. No entanto, as coisas mudaram muito com o tempo e atualmente já existe um sistema mais estabilizado para jogadores embarcarem no ramo profissional do esporte eletrônico, além de uma maneira mais linear de crescimento.

Para entender melhor como funciona o cenário competitivo em si e a evolução que os jogadores podem ter, veja alguns exemplos de torneios amadores que servem de caminho para virar um pro player.

Ligas externas e com divisões

Uma das principais maneiras é por meio das ligas externas, que são criadas por plataformas que oferecem um sistema competitivo aos jogadores. Na Europa a FACEIT é bem comum, enquanto na América do Norte é a ESEA que domina e a América do Sul tem a maior fatia do mercado com a Gamers Club.

Por meio desses serviços, os jogadores podem se unir com outros para criar times e começar a competir pela liga mais baixa até subir à mais alta. No Brasil, a Gamers Club tem a Liga Aberta, Série C, Série B, Série A e Série S, sendo essas duas últimas as que já possuem times competitivos renomados do cenário sul-americano.

Outro exemplo é a ESEA, que tem parceria oficial com a ESL Pro League, um dos principais torneios do cenário, para enviar a melhor equipe de suas ligas (América do Norte, Austrália e Europa) ao evento. Mas para isso, o time terá que vencer a Premier Division, uma tarefa que não é fácil e um time amador precisará subir das ligas Open, Intermediate, Main e Advanced até alcançar a Premier – além de ganhar para conseguir a vaga.

Essas ligas externas são as formas mais consistentes para um time trabalhar em busca de virar profissional, pois oferecem muitas partidas e equilibram por meio de níveis, assim é possível entender o nível de sua equipe para estudar com mais facilidade o que precisa melhorar.

Qualificatórios abertos

A maneira clássica de entrar em torneios ainda é bastante usada no cenário de CS:GO, pois os qualificatórios abertos costumam permitir qualquer equipe entrar e tentar. No entanto costumam ser bem mais duros, pois você não pode perder nenhuma partida e, pela quantidade de inscritos, são melhores de um (MD1) para todas as primeiras fases antes de uma oitavas de final, então é fácil acabar perdendo por ser um único mapa. Além disso, tem o grande problema de poder enfrentar um time muito forte no seu lado da chave e logo no começo, sendo o verdadeiro teste para seguir no evento.

Pode parecer que esse formato é mais bruto, só que traz a oportunidade de competir com um time forte sem ter que subir as ligas (igual na categoria mencionada anteriormente). Ainda existem muitos torneios que usam esse método, os qualificatórios regionais para o Major são assim (disponíveis no Brasil), além de outras competições mais famosas em cenário internacional, que possuem a fase do Qualificatório Aberto que dá vaga para o Qualificatório Fechado, que aí sim garante a vaga ao torneio, por exemplo: Elisa Invitational, DreamHack Open, Flashpoint, Intel Extreme Masters (IEM) e por fim os exemplos brasileiros Circuito Brasileiro de Counter-Strike (CBCS) e Aorus League.

A dificuldade desse formato para times amadores é bem contrastante. Por exemplo a DreamHack Open November 2021, teve como classificados no Qualificatório Aberto a Team GamerLegion e a MAD Lions, dois times que mesmo ainda no Tier 2 são fortes e com uma estrutura bem grande, além de que no Top 16 do evento, 13 das equipes eram de organizações e apenas 3 eram tags, formadas por times amadores.

Exemplos que subiram do amador ao profissional

Mesmo sendo um caminho bem difícil, existem equipes e jogadores que conseguiram crescer por meio das ligas ou de qualificatórios abertos até ficarem conhecidos pela comunidade. Pegando o caso mais extremo de sucesso tem a Gambit Youngsters, que era um projeto de desenvolvimento de jovens talentos do cenário russo, que acabou se tornando a lineup principal em outubro de 2020 e, em 2021, conseguiu ascender até chegar na semifinal do PGL Major Stockholm 2021.

O caso da Gambit é muito excepcional e vitorioso, mas outros jogadores fizeram ascensões parecidas até o Tier 1. Veja abaixo alguns exemplos:

  • Michael "Grim" Wince, que saiu da famosa tag Bad News Bears para a Team Liquid;
  • Romeu "zevy" Rocco, que começou em 2019 na tag Pouco Papo e está na Sharks Esports;
  • Owen "oBo" Schlatter, que jogou na tag Old Guys Club e entrou na Complexity Gaming em 2019 e agora joga na Evil Geniuses.

Um exemplo muito legal de ser citado é o brasileiro Romeu "zevy" Rocco, que jogou o Americas Minor Championship - Katowice 2019 pela tag “Pouco Papo” e chegou até o Top 16 do evento, chamando a atenção da Lowkey Esports Brasil, seguindo depois para Team Fearow, DETONA Gaming e a sua equipe atual a Sharks Esports, no qual disputou o PGL Major Stockholm 2021. Se levar em comparação com o sistema de ligas, jogadores extremamente habilidosos conseguem se destacar em qualificatórios, enquanto ligas podem funcionar muito melhor com uma lineup definida.

Se você não é um jogador profissional, mas se interessa pelo cenário competitivo, aproveite para usar seu conhecimento: faça suas apostas em CS:GO.