O Mundial de League of Legends (LoL) é um evento que acontece desde 2011. No entanto, muitas mudanças aconteceram ao longo dos anos, como formatos, equipes participantes e até mesmo a variedade de regiões campeãs. O Brasil teve chance de participar desde 2013, mas só em 2014 uma equipe brasileira estreou em palco do Mundial. Com o Mundial 2021 chegando, relembre a trajetória das equipes brasileiras nesse evento.

De 2013 até 2015 com as primeiras tentativas

A primeira tentativa de uma equipe brasileira tentar uma vaga no Mundial foi em 2013, quando o International Wildcard Tournament (IWCT 2013) era realizado para selecionar apenas uma equipe de região tier 2 para a única vaga no Mundial. Nessa tentativa, a paiN Gaming chegou na grande final do IWCT 2013 e acabou perdendo para a GamingGear.eu de 2 a 0.

Mas em 2014, a história foi diferente. A KaBuM! Esports venceu a IWCT 2014 contra a PEX Team da América Latina e garantiu a vaga no Mundial. Os brasileiros caíram no Grupo D contra os Alliance (Seed 1 da Europa), Najin White Shield (Seed 3 da Coreia do Sul) e Cloud9 (Seed 2 da América do Norte) – um grupo bem difícil para a estreia.

A KaBuM! teve 0-5 (vitória-derrota) nos grupos. No entanto, chegou ao último jogo e venceu a Alliance em um jogo realmente heróico, pois a vitória para o Brasil não valia nada, enquanto a equipe europeia dependia da vitória para garantir a vaga nos Playoffs - que estava entre eles e a Cloud9. Essa vitória foi marcante, principalmente pelo Seed 1 da Europa ter perdido para uma das regiões Tier 2. A situação gerou bons memes e um deles foi o “This is for Kabum”, que a Cloud9 gritou após a vitória nos grupos.

Já o ano de 2015 foi marcado como a melhor atuação de uma equipe brasileira no Mundial na história. A paiN Gaming venceu o IWCT 2015 Chile contra a Kaos Latin Gamers, também da LATAM e garantiu a vaga no Mundial. Pelo Grupo A, a paiN enfrentou pela frente a KOO Tigers (#2 da Coreia), Flash Wolves (#2 de Taiwan) e a Counter Logic Gaming (#1 do NA), também chamada de CLG.

Com o melhor desempenho brasileiro em Mundial, a paiN ficou com 2-5 no saldo e venceu uma partida contra a Flash Wolves e CLG. A partida contra a Flash Wolves foi uma vitória bem convincente e, ao mesmo tempo, suficiente para deixar as outras equipes mais de olho. Mas, assim como a partida da KaBuM!, a paiN estava com um saldo de 1-4 e não valia mais vaga, mas estava em jogo a honra das duas equipes, principalmente pela CLG estar bem inflamada com os torcedores brasileiros que brincavam nas redes sociais. A paiN venceu de uma forma extremamente convincente e garantiu a 2ª vitória no grupo – além do eterno meme “Doublelift < brTT”.

Dos dominantes até a surpresa

Em 2016 foi o ano em que o INTZ estava dominando o cenário brasileiro e foi também o último classificado por um IWCT, pois o torneio posteriormente foi removido e inserido no Mundial como Fase de Entrada. O Grupo C contava com EDward Gaming (#1 da China), H2k-Gaming (#2 da Europa) e ahq eSports Club (#1 de Taiwan) para os brasileiros enfrentarem e, de cara, a gigante EDward Gaming, que era uma das favoritas ao título, foi o confronto de estreia.

Enquanto a paiN Gaming marcou como a equipe que teve o melhor saldo em Mundial, o INTZ certamente foi o time que teve a maior vitória, pois a única vitória nos grupos foi contra a EDG e em uma partida totalmente dominante, em que eles entraram em lutas consecutivas que viraram uma bola de neve jamais esperada por analistas ou fãs. Infelizmente, essa foi a única vitória do time no grupo, mas pode ser chamada de “A Vitória”.

Pulando para 2017, o sistema de Fase de Entradas foi implementado e o time brasileiro que participou do Mundial foi a Team oNe, que foi uma das grandes surpresas ao vencer a favorita paiN de 3 a 1 na grande final. O time contava com jogadores inexperientes, mas com muita gana de vitória, e eles chegaram bem, saindo do grupo da Entrada para a série valendo uma vaga na Fase Principal. No entanto, o time acabou sofrendo uma derrota dura de  3 a 1 para o 1907 Fenerbahçe e encerrou a participação antes mesmo de alcançar a Fase Principal. Pequeno spoiler: desde a implementação da Fase de Entrada, o Brasil não chegou mais ao palco principal.

Já 2018 foi o ano que a KaBuM! voltou para os holofotes do cenário brasileiro e dominou o cenário, sendo campeã do 1º e 2º split. No Mundial, infelizmente, a equipe acabou perdendo logo nos grupos da Fase de Entrada, que contava com Cloud9 e a japonesa DetonatioN FocusMe. Talvez esse tenha sido o ano que começou a colocar uma dúvida na torcida, pois anteriormente o Brasil nunca tinha perdido para o Japão e a derrota mostrou que outras regiões estavam começando a andar até na frente de nossa região.

Do choque ao reinício do caminho

Recentemente, o Mundial 2019 contou com o Flamengo Esports como representante do Brasil. Essa classificação foi um grande momento de hype para a torcida, já que muitos falavam em 2018 que “O Flamengo que devia ter ido no Mundial ao invés da KaBuM!”. No entanto, tudo que vai muito ao alto acaba doendo mais na queda: o Flamengo não conseguiu um resultado diferente, sendo eliminado nos grupos da Fase de Entrada após perder no desempate para a Royal Youth.

A esperança de muitos fãs tinha caído por terra em 2019, mas em 2020, outros acontecimentos deixaram os brasileiros com uma perspectiva melhor – mesmo que o resultado tenha sido parecido com anos anteriores. Foi o ano em que a Fase de Entrada foi reformulada, passando a oferecer mais oportunidades e confrontos para as equipes se provarem. Assim, o INTZ voltou a representar o Brasil na competição.

O time terminou com um saldo de 1-3 e foi eliminado do torneio em uma partida de desempate contra a MAD Lions (#3 da Europa). Mesmo com um saldo bem parecido, a equipe não sofreu um atropelo como costumava acontecer em derrotas de edições anteriores, mostrando uma grande e tão esperada evolução.

Mas e em 2021?

Este foi o ano em que o sistema de franquias foi implementado no Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), que é um sistema que oferece mais estabilidade aos times e ao mesmo tempo, fomenta a entrada de novas figuras no cenário competitivo. Mesmo sendo um sistema novo, a RED Canids, campeã brasileira, já mostra alguns frutos que a equipe plantou uns anos atrás, pois traz uma lineup muito nova e que é trabalhada há um bom tempo.

Essa participação não é um bom “termômetro” para avaliar as recentes mudanças na liga, mas ainda pode ser um termômetro para ver se pro players mais novos e com trabalho de longos períodos podem ser melhores nas edições futuras. Então, é uma boa ideia ficar de olho na RED Canids neste ano, principalmente por ela ter caído em um grupo difícil contra a Hanwha Life Esports (Coreia), LNG Esports (China), PEACE (Oceania) e Infinity Esports (LATAM). Nos momentos que mais duvidam, é quando o Brasil costuma brilhar mais, como em 2014, 2015 e 2016.

Vale lembrar que o Mundial de League of Legends acontece entre os dias 5 de outubro e 6 de novembro, sendo realizado presencialmente na Islândia. A transmissão acontece nos canais oficiais do LoL Esports.

Com o principal torneio do calendário competitivo de League of Legends cada vez mais próximo, aproveite para estudar as equipes e visitar a página LoL bets para caprichar nos palpites.