O competitivo de League of Legends fala muito sobre o pico de força dos campeões, que é o ponto em que o personagem começa a crescer de forma exponencial, se diferenciando do oponente mesmo que esteja em pé de igualdade em ouro.

Para entender melhor como funciona esse conceito, entenda como é definido o pico de força dos campeões e também como a build, skills e o próprio meta (most efficient tactics available) competitivo afeta nessa decisão.

Categorias de pico de força

Os picos de força dos campeões são definidos pelos três momentos do jogo: early game, mid game e late game. Campeões de early game possuem uma grande força no começo, porém não ganha muita força no mid e late game, campeões de mid game começam com uma força média, crescem muito aos 20 minutos de jogo (aproximadamente) e tem um late game com crescimento menor se comparado ao do meio do jogo, enquanto campeões de late game são extremamente fracos no early game, crescem um pouco no mid game e tem todo o potencial extraído em partidas longas.

Campeões de early game

Os campeões com pico de força no early game normalmente são os que possuem um dano natural alto em suas skills, sem muita dependência dos modificadores presentes em cada habilidade, além de se beneficiar do dano de um primeiro item barato. Essa categoria costuma ser muito dominante na fase de rotas e o ponto crucial é ganhar vantagem o suficiente no começo para sair na frente em itens, compensando o crescimento menor nas etapas seguintes da partida pelo modificador baixo (dependente de dano físico ou mágico).

Riven, Varus de Letalidade e Talon são alguns exemplos, os três possuem ótimas habilidades para início de jogo, que tem alto dano e isolam o inimigo por conta disso, além de conseguirem causar um grande dano com poucos itens. No entanto, os três são muito dependentes desse início para criar um efeito bola de neve, pois posteriormente eles perdem forças em lutas grandes caso estejam atrás em experiência ou ouro. Varus tem menos esse problema por ser um atirador, mas Talon e Riven são totalmente neutralizados por um início ruim de jogo.

Campeões de mid game

Os campeões de mid game são os que mais costumam aparecer no competitivo, por serem uma opção mais segura, pois não depende muito de uma rota extremamente vitoriosa, mas traz força para lutar durante os principais objetivos. Eles costumam ter um começo relativamente tranquilo, pois seguram bem a pressão e conseguem impor ameaça se necessário, além de terem normalmente uma força muito grande quando a primeira habilidade é colocada no nível 5 (no level 9 do campeão) e crescerem muito com 2 itens fechados.

Alguns ótimos exemplos disso são Ezreal, Kha’zix e Nocturne, pois eles mesmo com uma rota de pressão, se manterem um bom farm conseguem voltar no jogo, fazem muito estrago com a ultimate e habilidade no nível 5, junto com grande potencial de dano com apenas dois itens fechados que são relativamente baratos, veja abaixo:

  • Ezreal: Level 9, Q maximizado e Muramana (2900g) + Ruptor Divino (3300g)

  • Kha’zix: Level 9, Q maximizado e Garra do Espreitador (3200g) + Limiar da Noite (2900g)

  • Nocturne: Level 9, Q maximizado e Quebrapassos (3300g) + Presa da Serpente (2600g)

Com exceção do Ezreal, os outros dois campeões constroem a build de acordo com a necessidade e da composição inimiga, porém o custo dos dois primeiros itens ainda é baixo em suas variações.

Campeões de late game

Já os campeões de late game são os que possuem um crescimento muito lento, que acaba sendo imbatível após a construção da build completa. O crescimento é extremamente lento, o começo é fraco e costuma ser onde o oponente mais tenta aproveitar para crescer, enquanto o meio do jogo é quando ele começa a ganhar um pouco de força para chegar no ápice do final de jogo, com seus 4-6 itens completos e com level 16 ou mais.

Existem alguns campeões de exemplo, como Vayne, Ryze, Kayle, Kassadin e Jax. Esses campeões são chamados de hypercarry, que são verdadeiras máquinas de finalizar o jogo assim que chegam no seu ponto de força. Todos eles têm um padrão muito comum para serem parados: neutralizar e finalizar o game antes deles pegarem o level 16 (próximo aos 35 minutos de jogo) ou fecharem 4 itens, pois quando chegar nesse ponto eles vão derrubar tudo e todos os oponentes.

O Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) em temporadas anteriores sofreu muito nas mãos do hypercarry, principalmente Kassadin, pois as equipes tinham problemas para finalizar o jogo e era comum equipes menos táticas apostarem em segurar o jogo e deixar para o hypercarry vencer.

Os power picks

Existe uma quarta opção que é puramente decidida pelo balanceamento da Riot Games e o meta, que são os Power Picks, campeões que são extremamente fortes e dominam as três etapas do jogo. No patch 11.13, utilizado competitivamente durante a terceira semana de julho, os power picks eram Akali, Lee Sin, Gwen, Viego e Ezreal.

Todos esses cinco campeões, incluindo o Ezreal que é naturalmente de mid game, estavam muito fortes e dominantes durante o early, mid e late game. A diferença que os torna um power pick é que o patch estava favorecendo todos esses campeões, seja em status ou pelos itens.

Gwen e Viego são campeões relativamente novos e, como de costume, campeões recém-lançados são extremamente fortes e um pouco desbalanceados, sendo transformados em power picks assim que estão disponíveis pela primeira vez no competitivo – virando foco de banimento.

A grande diferença dos power picks é que eles estão completamente dependentes do meta e costumam ser nerfados nas atualizações, sendo uma seleção muito variável de campeões e que mudam constantemente. Dessa maneira, a melhor forma de entender essas mudanças é ler os patch notes e ver os profissionais jogando.

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