O Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) é um jogo visualmente simples para quem está começando a jogar, pois se trata apenas de ataque (Terrorista) e defesa (Contra-Terrorista) do bomb, em que os TR precisam plantar a bomba e os CT defendem o bombsite. Mesmo com objetivos tão simples, o jogo se torna mais complexo por conta de mapas diferentes, funções e reações ao que o oponente está fazendo. Por isso, para entender um pouco melhor de como funciona o CS:GO, veja as funções básicas de defesa de um bomb e algumas aplicações simples de reações.

Quais funções de cada jogador?

Em uma partida competitiva existem apenas 5 jogadores em cada time e, por isso, os jogadores de CT precisam se dividir entre os bombs A e B, além de cobrir as áreas principais. Em um resumo geral existem três funções: Âncora, Coringa e Suporte.

O jogador Âncora é aquele que ficará segurando um dos dois bombsites como prioridade, sendo o último a fazer a rotação de bombsite caso o seu não esteja sob ataque. Essa função também é chamada de Solo Bomb.

O Coringa é similar ao coringa de um baralho, pois ele precisa cobrir funções variadas, mudar de posição e ser o primeiro a tomar a dianteira para fazer rotações e pegar informações pelo mapa. Essa função é chamada também de “Rotator”

Por fim, o Suporte é o que auxiliará o Âncora ou Coringa que está próximo. Ele costuma ficar em posição de proteção para fazer uma troca, flashbang ou smoke para o aliado sair de uma posição ruim ou mesmo para responder a ação dos TR.

É importante ressaltar que essas funções são como “principais”, enquanto as outras já mais famosas (entry fragger, lurker, suporte, AWPer e trader/secondary entry) acabam sendo “secundárias”. Por exemplo, um suporte pode ser um AWPer da mesma forma que um âncora pode ser um AWPer – porém terá mais dificuldade para lidar com um rush se não tiver alguém perto.

Como funciona na prática?

O posicionamento dos jogadores dependerá muito do mapa e, ao longo da partida, de como os oponentes estão jogando para o ataque. Utilizando um exemplo clássico, a Dust 2 costuma ter um âncora no bombsite B, um coringa no meio e três jogadores no A, que podem variar entre as três funções, como um âncora na varanda, um suporte e um coringa para bater o fundo.

No entanto, diferente de uma tática TR que o entry fragger costuma ser o mesmo, o lado CT precisa de uma boa leitura para seguir a dinâmica da partida. Por exemplo, se você está trabalhando com apenas um âncora no bomb B da Dust 2, é possível que o inimigo faça uma leitura no próximo round e tente uma explosão para fazer uma troca de 1 por 1, ter a bomba plantada e a vantagem de território. Por isso, é importante manter os âncoras e alternar entre os suportes ou até mesmo com o coringa do time, um coringa no meio tem foco em buscar informações e ser o primeiro na rotação, já um suporte no meio tentará trabalhar mais recuado para, caso o âncora do B peça, auxiliar em uma possível explosão.

Em um âmbito geral, cada mapa possui um padrão que só pode ser identificado após jogar com frequência. Mapas em que os Terroristas têm rápido acesso a um bomb, como o bomb A da Vertigo, bomb B da Ancient ou bomb A da Mirage, costumam alocar mais jogadores para impedir um rush rápido, enquanto o âncora do outro bomb precisa trabalhar sozinho e se comunicar com o coringa, que normalmente faz a marcação no meio.

Ainda existem mapas mais balanceados como a Overpass, que oferece muito mais espaço para o CT trabalhar inicialmente e é mais difícil de tomar rush em bomb. O rush B da Overpass ainda existe, mas os CT possuem diversos pixels para trabalhar granadas smoke, incendiárias e HE para evitar a passagem rápida – diferente de uma Vertigo, em que o timing de chegada na rampa é quase o mesmo para CT e TR.

Um outro bom exemplo é a Nuke, um mapa que é bem favorável para o CT justamente pelo espaço possível de conquistar. Quem costuma trabalhar no bomb B da Nuke raramente fica dentro do bomb como Âncora, mas trabalha como se fosse um Coringa na rampa para fazer uma rotação rápida para o A. Com esses dois exemplos é bem fácil de ver como cada mapa tem uma dinâmica diferente de acordo com o layout, velocidade de domínio de espaço e possibilidade das execuções de granadas.

Exemplos de profissionais

Existem alguns jogadores profissionais que são ótimos exemplos para ficar de olho em competições e aprender com eles. Veja abaixo uma lista de profissionais, suas equipes e funções de CT seguido do mapa (caso se aplique):

  • Jacky "Stewie2K" Yip (Team Liquid) - Âncora do bomb B na Dust 2;
  • Hampus "hampus" Poser (Ninjas In Pyjamas) - Âncora do bomb B na Mirage;
  • Ilya "Perfecto" Zalutskiy (Natus Vincere) - Âncora do bomb A na Ancient, bomb B na Inferno e mais;
  • Nicolas "Plopski" Gonzalez (Ninjas In Pyjamas) - Suporte;
  • Kirill "Boombl4" Mikhailov (Natus Vincere) - Suporte;
  • Andreas "Xyp9x" Højsleth (Astralis) - Suporte;
  • Nemanja "huNter-" Kovač (G2 Esports) - Coringa;
  • Andrei "arT" Piovezan (FURIA) - Coringa;
  • Richard "shox" Papillon (Team Vitality) - Coringa.

É importante ressaltar que alguns jogadores variam essas posições de acordo com o ritmo do jogo. Por exemplo, a Overpass permite que fiquem dois coringas no bomb A, para dominar banheiro e fundo, enquanto os outros três ficam no B, sem a necessidade de um âncora segurando o bomb sozinho.

Para entender melhor essa dinâmica, acompanhe partidas profissionais em torneios de alto nível. Entre os principais estão os Majors, torneio oficial da Valve, além de eventos importantes como BLAST Premier, Intel Extreme Masters e ESL Pro League – algumas das competições de maior nível atualmente no cenário.

Acompanhe eventos profissionais de alto nível para ganhar mais conhecimento no jogo e melhorar suas partidas. Aproveite e use o seu conhecimento para fazer suas apostas no CS:GO.