Desde 2008, com o lançamento de Homem de Ferro, a Marvel deu início a uma série histórica de filmes de super-heróis, dominando as telonas com personagens como Hulk, Thor, Viúva Negra, Capitão América, Homem-Aranha e muitos outros. No entanto, o que no começo pareciam ser filmes sem muita conexão, com o tempo ficou cada vez mais claro que todos faziam parte de um grande todo. Em outras palavras, todos os heróis (e respectivos vilões, é claro) eram da mesma realidade. Mas não para por aí.

Conforme a trama se desenvolve nos filmes, viagens no tempo e realidades alternativas são temas que ganham cada vez mais destaque e, com a chegada de séries como WandaVision e Loki, não tem mais como fugir do assunto. Por isso, se você está acompanhando os lançamentos da Marvel mas não está entendendo muito bem isso que eles chamam de multiverso, confira abaixo todos os detalhes sobre o assunto!

Teoria dos muitos mundos e a realidade Marvel

Universos diferentes sempre foram um tema importante na Marvel. Talvez você se lembre que em Thor a cientista Jane Foster (Natalie Portman) estuda a ponte Einstein-Rosen. Esse é um conceito real, que prevê que um buraco no espaço-tempo permite que uma pessoa viaje para um universo-espelho do outro lado. Apesar de ser uma teoria interessante, a ideia do multiverso vai além.

Também baseado em uma teoria real, chamada de teoria dos muitos mundos, o multiverso prevê que um desfecho diferente em uma situação resulta em uma realidade ligeiramente diferente (e não espelho, como afirma a ideia da ponte Einstein-Rosen). No caso, todo acontecimento que tem mais de uma possibilidade de escolha ganha uma ramificação nova na mesma hora que uma decisão é tomada, o que gera um universo alternativo. Vale lembrar que em Doutor Estranho é falado que: "As manipulações temporais podem criar ramificações no tempo. Aberturas dimensionais instáveis, paradoxos espaciais, loops de tempo! Você quer ficar preso revivendo o mesmo momento indefinidamente, para sempre, ou nunca ter existido mesmo?".

Para deixar mais claro, a virada de chave da ideia dos muitos mundos é que o tempo não é algo linear, mas uma dimensão, o que permite que os personagens transitem por ela e viajem no tempo. Durante essas idas e vindas temporais, é importante deixar claro que as ramificações só tomam forma se o personagem for para antes do seu ponto de partida - ou seja, o passado. Isso porque voltar significa que os eventos sofreriam alterações, criando novas possibilidades.

Mas falando especificamente de Marvel, há ainda outro fator que permite essa ramificação, que são os impactos de objetos poderosos. No caso, nos filmes dos Vingadores, é citado que as pedras do infinito são responsáveis por criar o que é entendido como tempo. Em outras palavras, mexer com ela de alguma forma faz com que uma ramificação nova surja. Aqui vale atentar para um detalhe: se uma das pedras for removida da linha do tempo mas for substituída no mesmo instante, não é gerada uma nova ramificação.

Multiverso x Universos Paralelos

Ao contrário do que você possa pensar, essa teoria dos muitos mundos não é o mesmo que universos paralelos. Na Marvel, os universos alternativos se ramificam a partir da mesma linha temporal principal. Dessa forma, qualquer pessoa, ou personagem no caso, poderia ir de um lado para o outro nesses caminhos, chamados de Linha do Tempo Sagrada.

Se universos alternativos são como os galhos de uma única árvore, universos paralelos, por sua vez, são como duas árvores que crescem lado a lado. Eles podem até ser iguais, mas nunca se cruzam.

Origem do multiverso

Se você está acompanhando a série Loki, já deve estar um pouco mais por dentro, já que a obra mergulha de cabeça no assunto. Nela, somos apresentados aos Guardiões do Tempo, três seres místicos que controlam o que é chamado de Linha do Tempo Sagrada. Eles são os responsáveis por traçar a Linha do Tempo e cuidar de qualquer interferência que desvie dela. Essas interferências, por sua vez, são chamadas de eventos nexus, mas não são todos os nexus que se tornam uma nova realidade. Antes de se concretizarem como um universo alternativo, eles contam com um momento de cristalização no qual é possível reverter seus efeitos e impedir a criação oficial dessa nova ramificação.

Como já citamos, as ramificações são inúmeras e ocorrem a todo momento, por isso, é impossível que todas sejam destruídas nessa janela de tempo. É aqui que o multiverso da Marvel se encontra: as linhas do tempo que conhecemos são todos os eventos nexus que não conseguiram ser revertidos.

Nem tudo é perfeito

Apesar de contar com uma narrativa bem construída, há algumas lacunas consideráveis e até certas inconsistências no multiverso da Marvel - pelo menos até agora. Na série Loki, o deus das travessuras é capturado por ter mexido com uma das joias do infinito, mas os Vingadores não passam pela mesma situação quando fazem o mesmo. A justificativa que é dada é que os super-heróis estavam de acordo com os planos dos Guardiões do Tempo, enquanto Loki não. Outro ponto de interrogação foi em Guerra Infinita. Quando o Capitão América volta para o passado e vive uma vida completamente diferente, na teoria uma nova linha do tempo deveria ter sido criada.

No geral, apesar dos grandes esforços, a Marvel tem diversas inconsistências, mas não é desleixo do roteiro... A verdade é que nem mesmo a ciência explica. Tudo sobre viagem no tempo e universos alternativos são ideias teóricas que dependem da linha de pensamento em que se baseiam. Dessa forma, se nem elas concordam entre si (física quântica e teoria da relatividade que o digam), não dá para esperar que a Marvel consiga ser completamente coerente, não é mesmo?

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