Os consoles que impressionaram o mundo em 2013, como PlayStation 4 e Xbox One, já podem ser considerados coisa do passado. Apesar da situação que atinge o mundo, o mercado dos videogames manterá os aguardados lançamentos para a data inicial, em novembro. Não é para menos que as expectativas estão altas e tanto a Sony quanto a Microsoft deram sinais que entregarão à altura.

Consoles: o que vem por aí

A nova geração de videogames chega a tempo para manter a tradição. No caso, desde 1980, novos aparelhos são lançados no mercado em ciclos de seis a sete anos. Diferente dos eventos  anuais pomposos das gigantes de tecnologia, como Apple e Google, os consoles costumam chegar de forma mais discreta, mas não menos impactante.

Esses grandes lançamentos são responsáveis por uma verdadeira revolução em termos de games, deslumbrando jogadores com novos gráficos e tecnologia de ponta. Não é de se surpreender que a espera por eles seja carregada de ansiedade, especialmente se as fabricantes agitam o mercado com grandes promessas acerca dos produtos, o que é o caso deste ano. A questão é: será que as promessas ficam à altura do que será entregue?

Por enquanto, teremos que nos contentar com as informações divulgadas pela Sony e Microsoft, mas já é possível ter um cheiro do que está por vir. Sem mais delongas, vamos conhecer os consoles da vez: PlayStation 5 e Xbox Series.

PlayStation 5 x Xbox Series

Tanto o PlayStation 5 quanto o Xbox Series terão duas versões chegando ao mercado em novembro. A Sony apostou em um console mais robusto com leitor de mídia física e outro mais simples, sem o leitor, o que significa que o jogador precisará comprar todos os jogos de forma online. Já a Microsoft quis trazer duas opções com diferenças maiores: enquanto a sua versão top de linha tem 1 TB de armazenamento e o leitor de mídia física, a sua versão mais modesta, o Xbox Series S, tem metade do armazenamento - 512 GB - e não tem o leitor.

Processamento, placa de vídeo e memória: quem leva?

Em relação a processamento, o jogador encontrará aparelhos similares, uma vez que todos usam CPUs com a mesma arquitetura (Zen2), criadas pela AMD. Em outras palavras, a performance em tarefas como simulação dentro do jogo devem ser muito parecidas entre eles.

A placa de vídeo abre a diferença entre os consoles, com o Xbox Series X levando a dianteira. Apesar de todos terem placas de mesma origem - Radeon da AMD -, cada uma foi modificada para focar nas exigências de cada aparelho. No caso do Xbox Series X, o processador gráfico conta com 52 unidades computacionais e,  nesse caso, quanto mais, melhor. Isso, porque quanto mais unidades computacionais, melhor o sistema consegue processar arquivos pesados de forma rápida. Nessa briga o PS5 fica para trás com 36 unidades computacionais.

Já na memória a disputa complica, já que cada um optou por um tipo de construção. Enquanto a Microsoft optou por trazer duas memórias diferentes para dentro do seu aparelho, a Sony foi mais conservadora, ficando com uma solução mais tradicional.  No Xbox Series X é possível encontrar uma memória com um total de 16 GB, dividida em 6 GB de GDDR6 de baixa velocidade, alcançando até 336 GB/s, e os 10GB restantes de 560 GB/s. Já o PS5 conta com uma memória só de 16 GB de GDRR6 com velocidade de até 448 GB/s.

Aqui a gente explica: é importante os consoles terem números elevados de memória e velocidade, pois quanto maior a memória mais elementos gráficos (sabe aqueles jogos com visual de tirar o fôlego? Agradeça à memória!) e quanto maior a velocidade, mais esses elementos performam bem (carregam de forma rápida e com alta qualidade de primeira).

Até agora já foi possível ter uma boa noção do que está por vir, mas a verdadeira aposta das duas marcas está no armazenamento, que promete ser a revolução dessa geração.

Armazenamento é a grande promessa da geração

Tecnicamente falando, uma das mudanças mais marcantes dessa geração promete ser a chegada de placas SSD aos consoles. Para quem não sabe, o SSD, também conhecido como disco de estado sólido, é uma tecnologia com desempenho de gravação e leitura bem mais alta que um disco rígido normal. Em outras palavras, já é possível contar com maior velocidade e qualidade.

A mudança impacta diretamente no tempo de carregamento de página, que promete ser muito mais rápido. Isso significa que aqueles trechos de transição de cena - como quando o personagem está no elevador - deixarão de existir. Esses momentos são muito comuns em jogos atuais e servem para carregar os elementos do próximo cenário sem parar a narrativa, porque até agora a tecnologia não permitia mudanças repentinas de cenários.

Com a chegada do SSD como parte integral dos consoles, além das transições de cenários poderem ser automáticas, a quantidade de dados para armazenar os jogos será menor e os downloads, bem mais rápidos. Aqui, o impacto não vem só na velocidade para o usuário, mas a experiência de jogo também pode sofrer alterações, já que a tecnologia permite incluir mais conteúdo sem alterar a jogabilidade.

Não é surpresa que a Sony e a Microsoft tragam o SSD nos lançamentos de novembro, no entanto, segundo as fichas técnicas divulgadas dos aparelhos, um parece mais promissor que o outro. Enquanto o PlayStation 5 terá SSD que consegue chegar a uma velocidade de até 9 GB por segundo ao utilizar a compressão, o Xbox One Series X fica para trás com somente metade da performance: 4,8 GB por segundo.

Exclusividade versus Assinatura

Nem tudo é sobre o console, muitas vezes o que chama atenção do público é o pacote completo de console mais jogos. Por isso, é bem comum que os aparelhos venham acompanhado de um catálogo exclusivo ou alguma vantagem nesse sentido. Se na parte técnica o placar ficou acirrado com tecnologias similares, aqui as apostas da Sony e da Microsoft são completamente diferentes.

PS5: aposta em grandes nomes 

No lançamento do PS4, a Sony apostou pesado em grandes nomes do mundo dos games e o sucesso foi grande. Dessa vez não é diferente: o PS5 já conta com jogos exclusivos muito aguardados pelo mercado. Até agora, alguns deles são: Marvel's Spider-Man: Miles Morales, God of War, Horizon Forbidden West (continuação de Horizon Zero Dawn), Demon's Souls, Final Fantasy, Gran Turismo 7, Ratchet and Clank: Rift Apart e mais. Vale lembrar que, apesar desses lançamentos serem exclusivos do PS5, eles são vendidos separadamente.

Xbox Game Pass: a Netflix de jogos

O foco na Microsoft está sendo muito mais em criar uma verdadeira biblioteca de jogos do que impressionar o público com alguns nomes de peso. O nome da aposta é Xbox Game Pass e assinando-a por apenas R$ 30 por mês, o jogador tem acesso a um catálogo com centenas de jogos disponíveis para baixar no aparelho.

Como um verdadeiro Netflix da categoria, o serviço funciona de forma similar: todo mês entram e saem jogos, mas engana-se quem pensa que eles são de segunda linha. Títulos como Red Dead Redemption 2, The Outer Worlds, a série Yakuza, por exemplo, estão ou já passaram pela plataforma.

Conclusão: vale a pena?

Pelo que vimos até agora, esses aparelhos têm tudo para fazer jus à expectativa do público. Com tecnologia de ponta e jogos impressionantes, talvez o maior empecilho para o sucesso da nova geração de videogames fique com os valores altos em um período de crise econômica global. Enquanto o PlayStation 5 com leitor de mídia digital sai por R$ 4.999, sua versão sem o leitor fica em R$ 4.499. Já o Xbox Series X chega em solo brasileiro por R$ 4.999 e seu irmão mais modesto, Xbox Series S, por R$ 2.999.

O jeito será esperar pelos lançamentos, do Xbox no dia 10 e o do PlayStation no dia 19 de novembro, para o veredicto do público. Até lá, se você ficou interessado em algum dos consoles é bom já começar a economizar.

E você? Ficaria com o PlayStation ou com o Xbox? Não deixe de se divertir com a nossa Roleta Online!