Uma das fórmulas mais lucrativas de Hollywood é refazer filmes de sucesso depois de anos, apostando nas tecnologias mais avançadas e um novo elenco. Enquanto algumas dessas versões são um grande fracasso, outras conseguem superar até mesmo as originais.

Atualmente, uma das grandes apostas é o filme Duna, remake da versão de 1984 dirigida por David Lynch, que está dando o que falar. A história se passa em uma realidade alternativa, na qual Paul Atreides (Timothée Chalamet) é um aristocrata cuja família aceita controlar o planeta-deserto Arrakis, produtor de um recurso valioso e cobiçado por muitos. Ele é forçado a fugir para o deserto e se junta a tribos nômades, eventualmente liderando-as por conta de suas habilidades mentais.

Enquanto muitos já dizem que essa versão tem tudo para superar a original, aqui no Brasil o veredito sairá somente depois do dia 21 de outubro, quando o filme está previsto para estrear. Até lá, vale conferir os 7 melhores remakes do cinema (até agora):

Nasce uma Estrela (1954)

media Warner Bros. Entertainment Inc. / Clay Enos

Um dos filmes que passou por mais remakes na história, Nasce uma Estrela já teve quatro versões até hoje e se tornou uma tradição do cinema - toda geração tem que ter a sua. A história não é novidade: um astro conhece uma aspirante, eles se apaixonam e, enquanto ela tem uma carreira meteórica, a dele tem uma queda brutal, levando-o a uma espiral de vícios. Exatamente por ter tantas versões é difícil agradar a todos destacando somente uma delas, mas os clássicos dirão que a de 1954 com Judy Garland segue suprema. O remake foi indicado a 6 Oscars, mas não levou nenhum. No caso, a escolha de Melhor Atriz para Grace Kelly ao invés de Garland é até hoje tida como uma das piores escolhas da premiação. Em 2019, a versão estrelada por Lady Gaga e Bradley Cooper rendeu no Oscar 8 indicações e o prêmio de Melhor Canção Original, pela música-tema do remake “Shallow”. 

O Homem que Sabia Demais (1956)

Se você não sabia, um dos sucessos do mestre do suspense é na verdade um remake - mas (surpresa!) dele mesmo. Depois de 20 anos da primeira versão, Alfred Hitchcock recontou a história de O Homem que Sabia Demais, sobre um casal que descobre informações sobre uma conspiração internacional e decide resolvê-la. Dessa vez, no entanto, a experiência adquirida pelo diretor foi crucial, pois a obra é muito mais completa e intrigante do que a primeira. Em outras palavras, um título digno do legado de Hitchcock.

Invasores de corpos (1978)

A versão original do filme Invasores de Corpos (batizado no Brasil como Vampiros de Almas) foi um grande sucesso na década de 1950, retratando em toda a sua glória de thriller série B um enredo de ficção científica no qual humanos são infectados por alienígenas. No entanto, foi seu remake, dirigido por Philip Kaufman e estrelado por Donald Sutherland e Brooke Adams, que foi realmente aclamado. Enquanto no primeiro, o suspense gira em torno de uma cidade pequena e conta com um final feliz; no segundo, o palco é uma das maiores cidades dos EUA, São Francisco, e o clímax tem uma reviravolta trágica e pessimista.

Scarface (1983)

media Universal Pictures

Você sabia que um dos grandes filmes de Al Pacino é na verdade um remake? Pois é. Acontece que a versão original de Scarface foi feita em 1932, por Howard Hawks, mas ela foi censurada pelo Código Hays, um conjunto de normas morais aplicadas em filmes entre 1930 e 1968. Ambas as histórias contam sobre a ascensão violenta de um gângster, inspiração direta na vida de Al Capone. No entanto, enquanto a original sofreu mudanças consideráveis por conta da censura, o remake teve mais sucesso mesmo recebendo uma classificação acima de 18 anos (por causa das cenas de violência).

O Enigma de Outro Mundo (1982)

A história gira em torno de um grupo de cientistas isolados na Antártida que depois de um acontecimento começam a ser perseguidos por criaturas desconhecidas. A versão de 1951 foi um marco pelos efeitos especiais utilizados na época, mas enquanto a ameaça é um extraterrestre identificado desde o começo, na segunda versão, esse ser assume a forma de qualquer ser vivo. Essa aposta na paranóia foi um acerto em cheio do diretor John Carpenter, que trouxe o impacto da Guerra Fria na sociedade e adicionou uma camada inigualável de tensão e suspense para o filme.

A Mosca (1986)

Nessa história, um cientista finaliza uma máquina de teletransporte e, quando decide testá-la, não percebe que uma mosca cai no aparelho, que por sua vez acaba fundindo o DNA do inseto nele. É preciso admitir que um dos grandes diferenciais do remake de A Mosca foram os efeitos especiais e a maquiagem utilizadas, o que permitiram que o ator Jeff Goldblum se transformasse na telona de forma impressionante. Ao mesmo tempo, a versão de 1986 também merece mérito pelo aprofundamento da temática do filme, assim como o que significa ser humano e o preço da busca pela verdade.

Drácula de Bram Stoker (1992)

media Columbia Pictures

Drácula é outro personagem que é um dos mais retratados no cinema, mas é impossível não falar do remake de 1992 de Francis Ford Coppola que contou com Gary Oldman no papel do vampiro. De fato, a versão de quase 60 anos antes foi um marco na história do audiovisual e o início da vida do personagem nas telonas. Mas com Oldman, o terror do vampiro mais poderoso do mundo ganhou inúmeras camadas a mais, como a sedução, o carisma, a paixão e o medo. Além disso, vale mencionar que toda a estética e maquiagem do filme são outros fatores que elevaram a obra a outro patamar.

Qual remake é o seu preferido? Aproveite para se divertir como nesses filmes em nosso blackjack online, acesse.