A edição de 2022 do Globo de Ouro já começou polêmica. No ano passado, explodiu uma controvérsia envolvendo a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, grupo de repórteres que promove o evento. No caso, foram várias as revelações de que a organização não tem diversidade e é inclusive racista. Isso levou a diversos movimentos de cancelamento da cerimônia com ápice em maio, quando a emissora NBC anunciou que não fará a transmissão.

Dessa forma, é possível que não seja possível assistir à cerimônia, conhecida por premiar obras da televisão e do cinema. Mas isso não significa que não podemos relembrar outras polêmicas ou momentos constrangedores. Confira a seguir as maiores controvérsias e climões do Globo de Ouro:

Climão no palco

Grandes premiações com frequência contam com comediantes como apresentadores, o que ajuda a arrancar boas risadas do público e deixar o evento mais divertido. O Globo de Ouro não é diferente e por várias edições o show foi comandado por Ricky Gervais, comediante britânico que não poupa ninguém na hora da piada. Não é à toa que um dos momentos mais constrangedores da premiação foi em 2010, quando ele caprichou na piada - e, na opinião de muitos, passou do limite.

A vítima foi o ator e diretor Mel Gibson, que na época estava envolvido em uma polêmica por ter sido preso dirigindo embriagado e, durante a ocasião, feito afirmações antissemitas. Aproveitando a situação, Gervais não poupou o ator ao aparecer no palco do Globo de Ouro tomando cerveja e afirmando: “Gosto de uma bebida tanto quanto qualquer outro... a menos que o próximo homem seja Mel Gibson". Não é preciso nem dizer que o ator não gostou nadinha e ficou um climão.

Banheiro na hora errada

Já imaginou ganhar um prêmio super importante… mas estar no banheiro bem na hora do anúncio? Pois é, isso já aconteceu no Globo de Ouro - duas vezes! Na edição de 1998, a atriz Christine Lahti ganhou o prêmio de melhor atriz em série de TV por Chicago Hope, mas quando foi chamada, ninguém veio. O ator e comediante Robin Williams subiu ao palco e entreteve o público até Lahti voltar. Ao subir ao palco, a atriz contou o que aconteceu: “Eu estava apenas dando descarga e alguém disse,‘Você venceu!’. Pensei que eles estavam brincando, e pensei 'que piada terrível'".

Apenas três anos depois, foi a vez de Renée Zellweger ganhar o prêmio de melhor atriz em comédia ou musical e cometer a mesma gafe. Quem segurou as pontas no palco foi o ator Hugh Grant, que anunciou o nome e ficou bem sem graça com a situação. A sorte é que foi rápido, Zellweger logo apareceu e conseguiu agradecer no palco.

Critérios nebulosos

O Globo de Ouro é uma iniciativa promovida pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, um grupo de repórteres que é conhecido por ser misterioso. Tão misterioso que seus critérios de escolha para os vencedores do prêmio não é lá muito claro. Para se ter uma ideia, em 1968, a Comissão Federal de Comunicações censurou a NBC, que transmitia o programa na época, por ter “enganado o público sobre como os vencedores eram determinados”. Uma das suspeitas é que a associação exigia que os vencedores comparecessem à cerimônia, senão eles escolheriam outra pessoa.

A censura fez com que a premiação deixasse de ser transmitida por alguns anos e, quando voltou, alguns acontecimentos - como o prêmio de estreante para a atriz Pia Zadora, pouquíssimo conhecida, e a indicação para o filme O Turista, que foi altamente criticado na época - foram especulados como uma revanche do estúdio. Se foi ou não,

Agradecimento satânico

Em 2019, o ator Christian Bale ganhou o prêmio de melhor ator em comédia pela sua atuação do polêmico e antiético ex-vice-presidente Dick Cheney em Vice. Mas o estranho mesmo foi seu discurso, no qual ele agradeceu sua esposa pelo apoio e pelos filhos, "Banana e Burrito", uma piada sobre a forma que as celebridades nomeiam seus filhos - na verdade, eles se chamam Emmaline e Joseph. Para finalizar, Bale agradeceu ao próprio Satã: "Satanás, por me dar inspiração sobre como desempenhar este papel", uma alusão a Dick Cheney.

Do palco ao Supremo Tribunal

Na edição de 2003, a banda U2 ganhou o Globo de Ouro de melhor música original pelo trabalho que fizeram para o filme Gangues de Nova York, de Martin Scorsese. Ao agradecer a honraria, o cantor Bono acabou falando mais do que devia e soltou um belo palavrão, o que não pode ser censurado na transmissão ao vivo. A palavra foi a gota d'água para a Comissão Federal de Comunicações, que entrou com diversos processos judiciais para multar e censurar "palavrões fugazes" - soltos com frequência na cerimônia. O caso, que acumulou não só o deslize de Bono como também de outras celebridades como Cher e Nicole Ritchie, acabou chegando ao Supremo Tribunal dos EUA duas vezes até ser decidido que as multas deveriam ser retiradas.

Você conhecia essas polêmicas? Muitas vezes as confusões podem ser divertidas. Agora, se você busca diversão e na certa, acesse a nossa página de blackjack online e aproveite.