Seja pelos filmes, tapete vermelho ou celebridades, a premiação do Oscar atrai olhares de todo o mundo e não é para menos: custando por volta de 50 milhões de dólares, o evento chega muito próximo à perfeição… mas será que tudo é tão impecável assim?

A cerimônia ocorre por volta de fevereiro, mas o burburinho começa meses antes, mais precisamente no final do ano anterior, quando os favoritos à estatueta chegam às telonas. É nessa época que começam os questionamentos: como a votação funciona? O Oscar é de ouro mesmo? Tem comida nos intervalos?

Para responder essas perguntas, resolvemos contar algumas curiosidades dos bastidores da premiação mais famosa do mundo. Spoiler: nem mesmo o Oscar é perfeito! Confira:

1. Por que a cerimônia é conhecida como Oscar?

Talvez você não saiba, mas o nome real da cerimônia é Prêmio da Academia de Mérito. O motivo dela ser conhecida como Oscar é um verdadeiro mistério que permanece até hoje, mas que conta com ótimas teorias.

Uma delas é que a lenda do cinema Bette Davis, que em 1941 era uma das presidentes da cerimônia, deu esse apelido à cerimônia em homenagem ao seu primeiro marido, Harmon Oscar Nelson. Outra é que um diretor executivo da academia notou uma semelhança inconfundível da estatueta com seu tio, chamado Oscar. Independente da origem, o nome foi usado pela imprensa pela primeira vez em março de 1934 e pegou. Cinco anos depois, a cerimônia o adotou oficialmente.

2. Nem tudo que reluz é ouro… e a estatueta do Oscar é prova disso!

Apesar de ser dourada, a estatueta do Oscar não é feita de ouro maciço. Na realidade, ela é de bronze e tem um banho de 24 quilates de ouro, valendo entre 400 e 650 dólares. Seu valor pode não ser tão alto, mas seu peso com certeza é: apesar de medir somente 35 centímetros, a estatueta chega a quase quatro quilos - o que explica por que tantos ganhadores se surpreendem quando a recebem.

Além disso, para fazer o prêmio mais cobiçado do mundo, a empresa R.S. Owens, que fica em Chicago, começa a fabricação um ano antes da apresentação. Então, pode ficar tranquilo que as estatuetas de 2022 já estão no grau.

3. A votação é para poucos, mas os eleitores estão crescendo

Revolta acerca dos indicados e ganhadores do Oscar são frequentes… mas você já se perguntou quem escolhe eles? Até dezembro de 2020, a premiação contava com 9.427 eleitores e, se você achou que isso é pouco, saiba que em 2015 era bem menos - mais precisamente 6.261. Os eleitores se dividem em 17 áreas de atuação delimitadas, que vão de atores a maquiadores e designers, e podem indicar profissionais da sua própria categoria, assim como melhor filme. Para a votação final, todos podem votar em todas as categorias.

Para pertencer a esse grupo exclusivo, saiba que qualquer um pode se candidatar, só é preciso ser mencionado nos créditos de um filme. Cada candidato precisa ser aprovado pelo executivo de cada categoria e então passar pelo conselho. Em outras palavras, é para poucos.

4. Por trás dos sorrisos, muito provavelmente há fome

O Oscar fascina pelo luxo: pessoas bonitas em roupas caríssimas com maquiagem e cabelo impecáveis. Para chegar a esse nível de perfeição, são necessárias horas e horas de preparo, o que significa que não há muito tempo para comer. Some isso a duas horas de tapete vermelho, mais três ou quatro horas de cerimônia (que não permite lanchinhos no teatro) e o resultado será unânime: muitos dos rostos sorridentes estão passando fome.

Houveram, no entanto, duas exceções nas cerimônias nas quais as celebridades puderam comer. Uma delas foi no Oscar de 2014, quando a apresentadora Ellen Degeneres encomendou pizza e distribuiu para a Julia Roberts e o Jared Leto, que ficaram muito felizes. Três anos depois, foi a vez de Jimmy Kimmel ajudar a amenizar a fome presenteando todos com uma caixa de comidinhas embaixo do assento.

5. A cerimônia aprende com erros do passado

O Oscar nem sempre foi tão meticuloso como hoje e muito disso se deve a alguns… erros do passado, pode-se dizer. Dois deles, inclusive, viraram tradição da cerimônia após situações nada legais.

Um ocorreu em 1940, quando o jornal LA Times resolveu quebrar o embargo imposto pela Academia, que proibia a divulgação dos resultados, e publicou os nomes de todos os ganhadores antes da cerimônia. Não é nem preciso dizer que o furo tirou todo o mistério da premiação e, como resultado, no ano seguinte, a Academia introduziu os envelopes selados (e mais do que secretos) que seguem  até hoje.

Outra escorregada foi bem mais recente, no Oscar de 2002. Na época, os discursos e agradecimentos não tinham tempo máximo, o que fazia com que a cerimônia pudesse durar horas. A de 2002 especificamente durou quase quatro horas e meia, quando decidiram dar um basta. A partir de 2003, há uma regra bem clara: cada ganhador terá direito a 45 segundos de discurso e depois disso a orquestra poderá cortar o falatório.

6. Lugares vazios não existem, mas quem são aquelas pessoas?

É inegável que ir para o teatro e ver muitos lugares vazios dá uma sensação de fracasso. Para evitar isso, o Oscar tem uma regra muito clara: não podem existir lugares vazios - a não ser quando o ganhador levanta para receber a estatueta. Se, por exemplo, uma celebridade levantou no intervalo para ir ao banheiro e não voltou a tempo, ela não pode ficar perambulando pelo teatro enquanto a cerimônia está acontecendo. Nesses casos, ela tem que esperar fora do teatro pelo próximo intervalo e um substituto preencherá a cadeira vazia.

O substituto é um trabalho temporário e não remunerado que serve para ocupar os lugares vazios nos intervalos. Para conseguir a vaga, é preciso se candidatar por meio de uma extensa lista de aplicação e ainda mandar uma foto do seu traje de gala. Não é garantido que quem for convocado para o bico precisará ocupar algum assento, mas caso precise, a chance de sentar ao lado do seu ídolo é grande.

7. Em caso de emergência, há sempre uma piada disponível

Já percebeu que mesmo nos momentos mais inesperados (leia-se embaraçosos ou catastróficos) da cerimônia sempre há alguma piadinha que quebra o gelo? Saiba que não é uma coincidência, pois nem todos os apresentadores têm sacadas tão geniais na hora do pânico. Na verdade, a cerimônia conta com um time de comediantes que fica nos bastidores escrevendo piadas de última hora caso algo dê muito errado, como o anúncio de Melhor Filme para La La Land ao invés de Moonlight; ou que a cerimônia ganhe um clima constrangedor, como algum apresentador cair, por exemplo.

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