Um projeto ainda engatinhando, mas que já vem mostrando resultado. Dois anos atrás, o São Paulo comprou a franquia do Joinville, que enfrentava graves problemas financeiros, e ficou com uma vaga na NBB.

Agora, já na segunda temporada do principal torneio do basquete nacional, o time paulista está na final do NBB. Depois de bater o Minas por 80 a 79 no último segundo. E não é só isso: terminou na quarta colocação da Champions League das Américas. Nada mal para uma equipe ainda em formação.

O elenco é recém-formado, mas estrelado. Vai desde Lucas Mariano, 27 anos, líder em enterradas e aproveitamento nos arremessos de 2 pontos na primeira fase, à mais nova sensação da modalidade no Brasil. Georginho virou figurinha carimbada nas convocações da seleção. Destaque do São Paulo, não cansa de fazer triplos-duplos, jogadas inesperadas, cestas e mais cestas, assistências e mais assistências: “O que ele faz aqui no Brasil está ficando muito fácil para ele”, diz o companheiro Renan Lenz, pivô do São Paulo.

O comandante desse time de talentos é o veteraníssimo Cláudio Mortari. Treinador de basquete há 45 anos, sabe todos os segredos, os atalhos, os caminhos a serem seguidos. “Ele faz a gente entender como jogar de maneira diferente de acordo com cada momento do jogo”, fala Renan.

E Renan é outro destaque da equipe. Com 2 metros e 7 centímetros de altura, pegou 133 rebotes na primeira fase. Foi o sexto jogador com mais enterradas, 18 no total.  Oitavo em número de tocos: 21. E esqueçam aqueles pivôs gigantes e com pouca técnica que não conseguem nem bater um lance livre. Renan tem 88% de aproveitamento.

Com Renan, Georginho, Lucas Mariano ninguém duvida mais do São Paulo. Pode ainda não ser o favorito nas casas de apostas para o levar o título da NBB dessa temporada, mas com certeza tem condições de brigar. O ambicioso projeto do São Paulo pode sim conquistar a primeira grande taça. E ele está apenas começando.