Assim como qualquer liga esportiva no mundo, a NBA sofreu para finalizar seu campeonato em 2020 por conta das paralisações devido à pandemia. A situação, que adiou diversos jogos da temporada regular, obrigou a liga norte-americana de basquete a criar uma espécie de repescagem na ‘bolha’ desenvolvida no complexo da Disney para encerrar o ano. Foi assim que surgiu o play-in.

Mas, afinal, o que seria o play-in da NBA? Para que ele serve e como ele influencia o melhor basquete do mundo? A ‘nova repescagem’ foi criada para a temporada 2019/20, mas seguirá no calendário de forma definitiva?

Abaixo, a Betway explica o que é play-in, o que a NBA quer com o modelo novo de classificação para os playoffs e se ele permanecerá para a temporada 2021/22 -- e para as próximas.

O que é o play-in da NBA?

Numa tradução literal, play-in basicamente seria “jogar para estar dentro”. É mais ou menos o que seria a definição da nova fase da NBA. A ‘repescagem’ criada pela liga norte-americana nada mais é do que um enfrentamento entre as equipes que ficaram entre a 7ª e a 10ª colocação de cada conferência em busca de duas vagas nos playoffs.

Como o play-in funciona, na prática?

media Lachlan Cunningham/Getty Images

O formato do play-in surgiu na temporada pandêmica para evitar injustiças no melhor basquete do mundo. Diante de um calendário paralisado no meio e com equipes jogando mais ou menos jogos do que outras, seria ruim para a NBA definir a classificação para os playoffs a partir de como a tabela estava no momento da suspensão do torneio.

Por exemplo: na temporada 2019/20, na Conferência Oeste, Portland e Memphis haviam perdido 39 jogos, mas a franquia do estado de Oregon tinha vencido um jogo a mais e levava vantagem na classificação. O problema era que o time havia feito, também, uma partida a mais do que Memphis.

Além disso, o Phoenix Suns ficou em décimo e foi eliminado com campanha idêntica à do Memphis, e o San Antonio Spurs também fechou a temporada regular com 39 derrotas. Só que, no caso dos Spurs, com três partidas a menos em relação ao Portland.

Assim nasceu, de forma improvisada, o play-in, um enfrentamento direto e único entre Portland e Memphis para ver quem iria aos playoffs. Os Blazers venceram (126 a 122) e avançaram.

O regulamento da NBA, que já mudou bastante desde a criação da liga, em 1946, está há um bom tempo estabelecido da seguinte maneira: 16 times, oito de cada conferência, garantem vaga para os playoffs, em séries de melhor de sete jogos.

Na temporada passada, a organização já enxugou um pouco a fase regular, que teve apenas 72 jogos por equipe (dez a menos do padrão recente) por causa, justamente, do incremento de seis jogos decisivos no play-in.

O esquema do play-in é de simples entendimento. Em cada conferência, o 7º colocado enfrenta o 8º, e o 9º confronta o 10º. O vencedor do jogo único entre 7º e 8º já está nos playoffs, garantido com a 7ª posição da conferência. O derrotado de 9º x 10º está eliminado, sem mais chances de ir para os playoffs.

Em seguida, um confronto entre o perdedor de 7º x 8º contra o vencedor de 9º x 10º, também em partida única, define a última vaga. Quem vencer, claro, vai para a fase final com a 8ª colocação da conferência.

Vale destacar que este sistema não foi usado na temporada 2019/2020, quando o play-in surgiu de um improviso para que a temporada fosse encerrada em um único duelo entre Portland e Memphis.

Em 2020/21, a NBA manteve a fase de repescagem, já mais rebuscada e, por isso, precisou diminuir a temporada regular.

Play-in mexe com temporada regular

Como adiantado acima, a presença do play-in na temporada da NBA interfere na fase regular. Se até antes da pandemia o comum era cada equipe disputar 82 partidas, agora são apenas 72 jogos para justamente dar tempo de as franquias jogarem a nova repescagem.

Quais os objetivos da NBA com o play-in?

media Justin Ford/Getty Images

Uma das grandes marcas da NBA é a repetição de enfrentamentos entre duas franquias para que não haja dúvida sobre quem é melhor e merece avançar. Ou seja, dificilmente um time tem sorte suficiente a ponto de suportar sete jogos contra um rival superior.

Com a introdução do play-in no calendário, a NBA muda um pouco esse panorama, justamente por investir em duelos únicos. Além de trazer mais emoção antes dos playoffs, o incremento de seis jogos decisivos (três de cada conferência) tem por objetivo atrair mais direitos de transmissão e patrocínios.

O plano é aumentar a arrecadação, ajudar indiretamente as franquias e estimular esportivamente quem não está fazendo uma boa campanha. Com a repescagem, a NBA adia, de certa forma, o desinteresse dos times da parte inferior. Com o play-in, só um terço das equipes é eliminado na temporada regular (10 de 30 equipes).

Play-in veio para ficar?

Criado em 2019/20, o play-in foi remodelado e inserido desde o início no calendário na temporada seguinte, 2020/21. Mas a nova repescagem veio para ficar? Ao que tudo indica, sim.

Como divulgado pela própria NBA em seu site oficial, o torneio play-in está mantido para a temporada 2021/22, que se iniciou agora, em outubro de 2021.

“O play-in para a temporada 2021-22, que também foi acordado pela NBA e pela National Basketball Players Association (NBPA), seguirá o mesmo formato da temporada 2020-21”, diz um trecho de nota emitida pela liga, que já confirmou a data para a repescagem: o play-in acontecerá entre 12 e 15 de abril de 2022 e, aparentemente, será fixado pela liga.

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