A NBA é um jogo físico, de muitas variações táticas e movimentações em quadra e que cada vez mais premia jogadores fortes, completos e atuantes nas fases ofensiva e defensiva. Hoje em dia, não adianta apenas ser muito bom embaixo do garrafão, mas não contribuir na recomposição. O maior basquete do mundo não permite.

Diante deste cenário, a defesa é tão trabalhada quanto o ataque nas franquias do basquete norte-americano. Segundo especialistas do jogo, para cada ação ofensiva na NBA, existem geralmente três ou quatro variações defensivas usadas como resposta para parar tanto talento. Há, portanto, uma infinidade de opções e variações no jogo, mas também há alguns padrões defensivos bem estabelecidos.

A seguir, entenda o passo a passo de como atua uma defesa na NBA, quais são os modelos pré-estabelecidos pelos norte-americanos, as posições em quadra e alguns sistemas adotados para você brilhar nos fantasys do melhor basquete do mundo.

NBA: como funciona a defesa e como se defender bem?

Quando um time da NBA não tem a bola, o objetivo, claro, é impedir que o adversário faça a cesta. Mas para isso há um sistema básico, muito bem estabelecido, de como se posicionar: assim que perdem a posse de bola, os jogadores retornam rapidamente ao campo defensivo e se posicionam para defender o garrafão.

O grande objetivo é um: impedir que o ataque consiga espaço e arremesse. Mas como? O maior aliado de qualquer defesa é o relógio. Na NBA, os ataques têm 24 segundos para arremessar a bola. Se isso é feito dentro do tempo, mas a bola não cai -- acertando o aro --, o ataque segue com a posse, se garantir o rebote.

Desta forma, a defesa tem 24 segundos para se posicionar bem, encurtar espaços e forçar quebras e decisões erradas do ataque, que, sem espaço para um bom chute, tem muito mais chance de errar.

Diferentemente de outros esportes, como o futebol, em que grandes defesas passam 90 minutos intransponíveis e ganham campeonatos por não levar gols, no basquete é impossível uma defesa não ser atacada. Sendo assim, as estratégias defensivas são: passar o maior tempo possível de 24 segundos sem ceder espaços, para que o ataque tenha a pior condição para arremessar a bola. Geralmente, o aproveitamento é pior nessas circunstâncias.

Como nenhuma defesa é capaz de impedir por completo que o adversário ataque regularmente no basquete, o que elas fazem é garantir que os ataques sejam os piores possíveis: de muito longe do garrafão, com pressão de um defensor, sem posicionamento adequado para arremessar uma bola de dois e assim por diante.

Embora tocos e roubos de bola chamem mais a atenção nos melhores momentos de um jogo na NBA, a defesa tem desempenho satisfatório quando atua como dito acima: bem posicionada e sem dar muito espaço para o ataque, forçando o adversário a arremessar de maneira desconfortável.

NBA: como uma defesa pode atuar?

Homem a homem

Na NBA, existem duas formas principais de organizar uma defesa. A primeira e mais utilizada é a marcação individual, ou homem a homem. Nesse formato, como o nome indica, cada jogador de defesa é responsável pela marcação de um indivíduo específico do time adversário. Normalmente, a definição de quem marca quem é feita a partir do ataque: cada um enfrenta aquele que atua na mesma posição.

Ainda assim, mesmo neste sistema em que cada jogador fique responsável por um atleta, o defensor não pode ignorar as movimentações de ataque dos jogadores que teoricamente são de outro companheiro de defesa. Até neste formato há ainda a noção de jogo coletivo, que, dependendo da forma como agem os jogadores, a defesa funciona ou não de forma satisfatória.

Defesa por zona

A outra opção de marcação na NBA é por zona. Como o nome sugere, aqui o defensor não fica responsável por um jogador adversário primariamente. A responsabilidade é ocupar uma região específica da quadra e defendê-la a todo custo.

A marcação por zona, que é bem comum no futebol, por exemplo, é menos usada na NBA por um motivo crucial: geralmente, quando o time já está pré-determinado em quadra e não ‘cola’ na marcação homem a homem, há mais espaço para o ataque furar o bloqueio e finalizar a jogada. E isso -- ceder espaços e abrir uma distância confortável para o arremesso --, levando em consideração o nível médio dos atletas da NBA, pode ser fatal.

Por outro lado, a marcação por zona costuma ser útil em determinados momentos de um jogo. As equipes se adaptam e utilizam o modelo de forma esporádica, em pequenas doses, para tentar causar confusão a um ataque, que, geralmente, vai para o setor ofensivo esperando uma marcação individual. A estratégia pode forçar erros de passe, deixar a criação mais lenta e render ‘pequenas vitórias’ à defesa.

Trocas

Na NBA moderna, em que a intensidade é muito alta e o ataque cria milhares de alternativas para quebrar a defesa, com duplos-duplos e triplos-duplos, o jogo coletivo e o cumprimento tático dos homens de defesa passaram a ser itens obrigatórios no jogo.

Só que, ainda que um time faça marcação individual, por vezes a defesa acaba se desmontando à frente de ataques poderosos. Seja para fazer uma dobra pontual, ou pela própria movimentação ofensiva, os jogadores de defesa precisam cada vez mais explorar o sistema de trocas. Ou seja, trocar eventualmente qual jogador marcar no sistema homem a homem.

Nem sempre dá para acompanhar o mesmo atleta ao longo dos 24 segundos, e uma estratégia para diminuir o espaço é fazer trocas. A opção é cada vez mais utilizada na NBA justamente para tentar se adaptar aos ataques criativos e velozes. Além disso, as trocas fazem com que os jogadores de defesa corram menos e se poupem mais.

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